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A importância da Soberania para o Brasil

04.02.2004 | Fonte de informações:

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Exemplos em 1.492, 150 europeus (minoria) invadiram a América e dominaram 46 milhões de índios (maioria).

No século XXI, a minoria (países ricos 14% da população) domina a maioria ( países pobres 86% da população mundial). Quem tem 3 em cada grupo de 4 votos, só não tem o poder por falta de competência política.

Em 1.500 a economia da Europa era de 60 mil libras esterlinas. Em 1.800 ela aumentou para 350 mil libras esterlinas. Neste período foi roubado do Brasil, em ouro, o equivalente a 200 mil libras esterlinas. (É bom lembrar que nesta época só os metais preciosos exerciam o papel de instrumento de troca). Foi o ouro brasileiro que tornou possível a Revolução Industrial Inglesa e ampliou os meios de pagamentos da Europa tornando-a um continente rico. Hoje, mandamos em dólares para os Estados Unidos, 100 vezes mais do que mandávamos em ouro para Portugal quando deste éramos colônia.

Estamos sendo explorados e dominados. O brasileiro é mais pobre de informações essenciais do que de riqueza material. As chamadas "democracias" usam o princípio (absurdo) criado pelo ministro de propaganda nazista (Gobbles), segundo o qual: Uma mentira dita 100 vezes vale mais do que a verdade dita uma vez, ou seja, a custa de repetir sem cessar certas idéias, por fim a pessoa as faz admitir como verdades.

O Brasil é um país subdesenvolvido e que não é Soberano. O Brasil não tem poder de decisão, de se autodeterminar , de escolher o seu caminho e seu destino. 63% de todo o dinheiro arrecadado pelo governo brasileiro é gasto com o pagamento de juros e encargos da dívida. São 2 bilhões de dólares por semana. A dívida externa brasileira é de 203 bilhões de dólares.

Porém o que devemos ao Sistema Financeiro Internacional não cria nenhuma dificuldade para o Brasil porque ele cobra, apenas, juros financeiros. Já o Fundo Monetário Internacional (para o qual o Brasil deve 25 bilhões de dólares), ao lado dos juros financeiros cobra juros políticos que representam a entrega da Soberania. Além de controlar a economia do nosso país o fundo exige medidas que, de fato acabam com o nosso poder de autodeterminação.

As medidas executadas e discutidas pelo governo brasileiro (como por exemplo: reformas, ALCA, taxa de juros, superávit, nomeação de ministros e membros do Banco Central, ajustes fiscais, controles de inflação, privatizações, alterações e criações de leis, etc), não partem de um projeto político nacional, da experiência, vontade ou necessidade nacional.

Partem de uma ordem, de uma imposição ditada pelo FMI e assinada em compromisso pelo governo ( é a chamada Carta de Intenções). Para se tornar um país Soberano o Brasil não precisa romper com o Sistema Financeiro Internacional nem deixar de pagar as suas dívidas. Basta pagarmos o que devemos ao FMI (25 bilhões de dólares) e nunca mais o procurarmos. Para este pagamento podemos utilizar do Fundo de Reserva Nacional (atualmente de 56 bilhões de dólares), onde aliás os 25 bilhões de dólares emprestados pelo fundo foram depositados.

Afinal nenhuma aplicação poderia ser melhor para o país. Não se pode falar em democracia, cidadania, direitos humanos e liberdade em um país que não é Soberano. A pior forma de colônia é a que não tem sequer consciência da situação de colônia. Hoje é mais difícil convencer o brasileiro que o Brasil é uma colônia do que deixarmos de ser uma colônia.

O escravo que ignora sua situação de escravo nunca deixará de ser escravo. A colônia que não consciência que é colônia nunca lutará para se libertar.

in Jornal Estado do Minas Leandro Barcelos de Souza Moreira é um dos fundadores do movimento "A Nova Inconfidência".

www.novainconfidencia.com.br

 
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