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Unasul e uma nova realidade: a cidadania sulamericana

22.08.2014 | Fonte de informações:

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Desde março de 2011, quando entrou em vigor o Tratado Constitutivo da Unasul - União das Nações Sul-Americanas, foi-nos aberto um precedente importante para uma nova realidade hemisférica: deixamos de ser apenas sulamericanos para nos tornarmos agora cidadãos sulamericanos, uma nova identidade que deverá ser construída coletivamente por nossos povos. 

Vejamos o que diz a Constituição, em seu artigo 3º, letra i: A União das Nações Sul-Americanas tem como objetivos específicos - segue-se à letra í - a consolidação de uma identidade sulamericana através do reconhecimento progressivo dos direitos aos cidadãos de um Estado Membro residentes em qualquer um dos outros países que integram a Unasul, com a finalidade de se alcançar uma cidadania sulamericana.


No artigo 18, deixa claro um preceito importante: cabe aos povos, às pessoas de cada país onde quer que estejam, sentirem-se sulamericanas e autogerirem essa integração e a nova cidadania que surge com ela, ou seja, partirá de baixo para cima e estender-se-á de modo horizontal essa idealização e realização no dia a dia de nossas vidas, para nos sentirmos um só povo a partir de agora, não só gaúchos (como no nosso caso específico), nem mais somente brasileiros, mas tambem e principalmente sulamericanos com plenos direitos em qualquer parte deste nosso Continente. Enquanto os Estados tratam da institucionalização intergovernamental, os povos constroem em si mesmos a cidadania.


Vamos então a isso. Aqui em Bagé, Estado do Rio Grande do Sul, no Extremo Sul do Brasil, está sendo formatada uma primeira ideia nesse sentido, a fim de pautar a nossa nova cidadania e incluí-la em nossa agenda pública de alcance hemisférico: a proposição de criarmos a Agência de Iniciativas Sulamericanas - AINSUR. Já começaria diferente, pois qualquer cidadã ou cidadão sulamericano será parte legítima para integrá-la, sem necessidade de referendar-se por quaisquer mecanismos que possam interpor-se à plena liberdade de participação da pessoa. Será uma agência diferenciada, porque ela pertencerá e será integrada pelas pessoas que vivem nesta parte de nosso continente. Não será criada para os sulamericanos e sim pelos sulamericanos, que através dela se integrarão em um só povo e farão por si mesmos, sem qualquer tutela, tudo aquilo que for dos interesses mais sofisticados da humanidade.

Denison Cougo
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rsbrasil@pravda.ru

 

 
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