Pravda.ru

Notícias » CPLP


Colômbia: Conclusões do primeiro plenário do Conselho Nacional dos Comuns

07.09.2017 | Fonte de informações:

Pravda.ru

 
Conclusões do primeiro plenário do Conselho Nacional dos Comuns. 27268.jpeg

Conclusões do primeiro plenário do Conselho Nacional dos Comuns

Escrito por Conselho Nacional dos Comuns


"Os inventores de fábulas que tudo o cremos, nos sentimos com o direito de crer que ainda não é demasiado tarde para empreender a criação da utopia, onde as estirpes condenadas a cem anos de solidão tenham por fim e para sempre uma segunda oportunidade sobre a terra."

Gabriel García Márquez


O primeiro plenário do conselho Nacional dos Comuns, composto por 111 membros, realizou sessões nos dias 2 e 3 de setembro após sua eleição durante o congresso constitutivo da Força Alternativa Revolucionária do Comum - FARC.

O plenário designou um Conselho Político Nacional de 15 membros enunciados a seguir:

 

-        Rodrigo Londoño (Timoleón Jiménez), Presidente

-        Iván Márquez, Conselheiro Político

-        Pablo Catatumbo, Conselheiro de Organização

-        Joaquín Gómez

-        Carlos Antonio Lozada

-        Ricardo Téllez

-        Pastor Alape

-        Bertulfo Álvarez

-        Mauricio Jaramillo

-        Sandra Ramírez

-        Erika Montero

-        Victoria Sandino

-        Liliana Castellanos

-        Benkos Biojó

-        Jairo Estrada

O plenário ratificou o espírito de unidade do novo partido FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM e a necessidade de avançar para um governo de transição e reconciliação nacional que encerre o capítulo da violência política e abra uma nova época na qual germine a democracia plena através da paz e do bem viver da sociedade colombiana.

O Conselho Nacional dos Comuns determinará uma rota política para construir um plano nacional de trabalho que continuará edificando o trânsito da organização, tomando como ponto de partida as conclusões do Congresso Constitutivo do novo partido, e a necessidade de contribuir com a construção de uma grande convergência social e política pela paz, o aprofundamento da democracia e a reconciliação da nação.  

Ratificamos as palavras de Timoleón Jiménez no cenário de instalação de nosso congresso constitutivo: "Temos que tomar consciência real da amplitude com que devemos nos dirigir à nação, sem dogmas nem sectarismos, alheios a toda ostentação ideológica, com propostas claras e simples".

Nos dispomos a construir uma Nova Colômbia, onde o sagrado direito de viver em paz seja semeado pela dignidade, o respeito aos direitos, a diversidade e a justiça social em suas mais profundas acepções. Um país flagelado pela violência, a corrupção e o desfalque necessita somar forças para construir uma potência moral que vá mais além dos partidos, pelo empenho de reconstruir o público. Vamos por profundas transformações democráticas e sociais.

Nossa única arma agora é a palavra e a esse esforço dedicaremos nossa vida política. Sentimos um profundo orgulho de poder contribuir para a construção de uma paz estável e duradoura. No entanto, os desafios que ainda restam pendentes na implementação dos acordos e na reincorporação dos ex-combatentes nos levam a fazer um chamado direto à sociedade civil para defender a paz como semente de uma vida nacional mais fecunda. Os descumprimentos por parte do governo são a pior mensagem que se pode dar a um povo que perdeu a confiança na política, um povo que requer mais de fatos que de promessas.

Nos próximos dias realizaremos o registro formal de nosso partido político ante o Conselho Nacional Eleitoral, cumprindo com uma das etapas mais importantes consagradas no acordo de paz.

Chamamos as organizações da sociedade civil, a comunidade internacional, ao governo colombiano, ao país político e aos habitantes da Colômbia profunda a defenderem o acordo de paz e sua perspectiva de edificar um futuro melhor para nosso povo. Devemos fechar para sempre a porta à violência, e contribuir para a construção de uma cultura democrática que se alicerce sobre os direitos humanos e no respeito pelas ideias do outro. O sagrado direito de viver em paz através da justiça social e do humanismo.

De igual maneira, manifestamos nosso agrado pelo cessar-fogo bilateral alcançado entre o Governo nacional e o ELN, como mais um passo à Colômbia em paz que todos e todas sonhamos, e como uma manifestação de compromisso das partes, com os diferentes setores da sociedade civil, que fizeram do triunfo da paz sua bandeira.

FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM - FARC

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

Fonte

 

 
6273
Loading. Please wait...

Fotos popular