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Augusto Boal - A Alma do Teatro, o Teatro na Alma

25.11.2016 | Fonte de informações:

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Augusto Boal - A Alma do Teatro, o Teatro na Alma. 25513.jpeg

"Atores somos todos nós, e cidadão
 não é aquele que vive em sociedade:
é aquele que a transforma".
 
Augusto Boal (In Memoriam
 
 
Escolhido pela ONU-Organização das Nações Unidas como O Embaixador Mundial do Teatro; indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelo projeto de Teatro como Inclusão Humana, torturado nos bastidores da Canalha de 64 (ditadura militar incompetente, corrupta, violenta e senil), tendo que se exilar, viveu na Argentina, em Portugal e Paris, sempre trabalhando a inclusão cidadã na arte cênica, partindo do pressuposto de que todos os humanos são atores; todos devem sair da opressão da máquina social as vezes pouco ética e muitas vezes mesmo insana, visando buscarem assim a libertação que há na arte de representar propriamente dita. Um mito do melhor do teatro popular brasileiro, Augusto Boal nascido carioca, acabou, promovendo o Brasil, tornando-se por isso também um cidadão do mundo de quilate, baluarte dos oprimidos de todas as terras e urbanidades, ele mesmo bandeira dos excluídos sociais, postulando pela inclusão via arte cênica. Quer mais?
 
"Inventar outro mundo é possível", disse Augusto Boal em Lisboa, completando: -"A invenção de outro mundo é possível, construído pelas mãos de todos em cena, no palco e na vida". Este era o desafio do dramaturgo brasileiro Augusto Boal na mensagem internacional que assinala o Dia Mundial do Teatro, completando, ainda: "Temos a obrigação de inventar outro mundo porque sabemos que outro mundo é possível. Mas cabe a nós construí-lo com nossas mãos entrando em cena, no palco e na vida" - Esse é o mote deixado pelo ensaísta e diretor de teatro brasileiro, fundador do Teatro do Oprimido e que especialistas consideram uma das grandes figuras do teatro moderno contemporâneo. Olhando o mundo "Além das aparências, vemos opressores e oprimidos em todas as sociedades, etnias, classes e castas; vemos o mundo injusto e cruel" disse ele, e concluiu: porque, afinal, de uma forma ou de outra,  "Somos todos atores".
 
Augusto Boal morreu na madrugada de sábado de 02 de maio de 2009, no Rio de Janeiro. Ele sofria de leucemia e estava internado na CTI do Hospital Samaritano. Augusto Boal também era ensaísta e teórico do teatro, ganhando destaque nos anos 1960 e 1970 quando esteve à frente do Teatro de Arena de São Paulo, quando fundou o Teatro do Oprimido, pelo qual foi internacionalmente reconhecido por aliar arte dramática à ação social.
 
Augusto Boal chegou a se formar em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1950, mas viajou em seguida para os Estados Unidos, onde estudou artes cênicas na Universidade de Columbia. De volta ao Brasil, sua primeira peça como diretor do Arena foi "Ratos e Homens", de John Steinbeck, que lhe rendeu o prêmio de revelação da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Dirigiu ainda, entre outras peças, "Eles Não Usam Black-Tie" de Gianfrancesco Guarnieri, e "Chapetuba Futebol Clube" de Oduvaldo Vianna Filho. Foi o diretor do espetáculo "Opinião", com Zé Ketti, João do Vale, Maria Bethânia e depois Nara Leão, que passou para a história como um ato de resistência ao golpe militar de 1964.
 
O Teatro do Oprimido provou ser importante ferramenta para a conscientização de todos que o praticam. Essa era a ambição de Augusto Boal: que todos os seres humanos, sejam quais forem suas profissões, gêneros, etnias ou condições sociais, instrumentalizando conscientemente o teatro e todas as artes que trazem em si, para que se pudessem alcançar os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Que a Liberdade, a Justiça e a Paz tenham por base o reconhecimento da dignidade intrínseca e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana(...)". 
 
Augusto Pinto Boal nasceu em 16 de março de 1931, na Penha, bairro da zona Norte do Rio. Suas técnicas e práticas foram espalhadas pelo mundo inteiro, principalmente nas três últimas décadas do século XX. Foram usadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política, mas, e principalmente também nas áreas de educação, saúde mental e no próprio sistema prisional, tal a qualidade sócio-inclusiva das mesmas. Suas teorias sobre o teatro são estudadas até hoje nas principais escolas de teatro do mundo. O jornal inglês The Guardian, por exemplo, escreveu que "Boal reinventou o teatro político e é uma figura internacional tão importante quanto Brecht ou Stanislavski".
 
"O Ser Humano é Teatro", dizia Augusto Boal. Teatro, Dança, Música, Circo, Balé, Literatura, Voz Populi, humanagente, pois.  O Teatro de vanguarda de Augusto Boal incomodava, tocava no cerne de questões ético-humanistas (humanitárias), sendo ele um porta-voz da liberdade de criação, da liberdade que é inerente ao ser humano em pleno exercício de cidadania exercitada ao extremo. Sim, Augusto Boal era a alma do teatro. E o teatro era a alma dele. No palco da vida deixou seu brilho, e como o show tem sempre que continuar, ela ainda será cantado em verso e prosa por esse mundão da nova desordem econômica sub-humana, bem ao jeito de uma espécie assim de Brecht moreno-tropical.
 
Bravo Boal!
 
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Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista Comunitário e conselheiro diplomado em Direitos Humanos, ciber poeta e livre pensador humanista, começou a escrever aos 16 anos no jornal "O Guarani" de Itararé-SP. Fez Direito e Geografia, é Especialista em Educação (Mackenzie), com extensão universitária em Literatura na Comunicação (ECA), entres outros cursos. Autor entre outros de "Porta-Lapsos", Poemas, Editora All-Print (SP); "Campo de Trigo Com Corvos", Contos premiados, Editora Design (SC), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal 2007;  "O Homem Que Virou Cerveja", Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, livro ganhador do Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador Bahia, 2009, Primus Editorial, SP; GOTO, A Lenda do reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube de Autores, Romance, 2014, O Menino Que Queria Ser Super-herói, e GUTE GUTE Barriga Experimental de Repertório, Romance Infantojuvenil, ambos a venda no site Amazon, entre outros. Seu e-book de sucesso "O Rinoceronte de Clarice", onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro, foi destaque na mídia como O Estadão, Jornal da Tarde, Folha de SP, Diário Popular, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho, Revista Kalunga, Revista da Web, Minha Revista (RJ). e também na rede televisiva, Programa "Metrópolis"/TV Cultura; Rede Band/Programa "Momento Cultural"; Rede 21-Programa "Na Berlinda", Programa "Provocações", TV Cultura/Antonio Abujamra. Por ser única no gênero e o primeiro livro interativo da Rede Mundial de Computadores, foi recomendada como leitura obrigatória na matéria "Linguagem Virtual" no Mestrado de "Ciência da Linguagem" da Universidade do Sul de SC. Foi tese de Doutorado na Universidade Federal de Alagoas ("Hipertextualidade, O Livro Depois do Livro"). Texto acadêmico no link: http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197. Premiado nos Concursos Paulo Leminski de Contos, Ignácio Loyola Brandão de Contos; Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (Poesia Sobre SP/Gestão Marilena Chauí)), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás/Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda), Prêmio Instituto Piaget (Lisboa, Portugal/Cancioneiro Infanto-Juvenil; Prêmio Elos Clube/Comunidade Lusíada Internacional; Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP/Parceiros do Tietê), Prêmio Simetria Ficções e Fantástico, Portugal (Microconto). Consta em quase 800 sites como Estadão, Noblat, Correio do Brasil, Usina de Letras, Daniel Pizza, Wikipedia, Observatório de Imprensa, Releituras, Cronópios, Aprendiz, Pedagogo Brasil,  Jornal de Poesia, Convívio e LiberArti, Itália, Storm Magazine e InComunidade (Portugal), Fênix (Angola), Revista Aldéa (Espanha) Literatas (Moçambique), Politica Y Actualidad (Argentina), Poetas del Mundo (Chile), Pravda (Russia) e outros, inclusive na África. Publicado em mais de 100 antologias, até no exterior, como Antologia

 

 
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