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Em setembro, vendas do varejo variam 0,3% e receita 0,2%

16.11.2009 | Fonte de informações:

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Ambas as taxas foram em relação a agosto, na série com ajuste sazonal. Observa-se, nessa comparação, que o setor completa cinco meses de taxas positivas. Na comparação com setembro de 2008, o volume de vendas e a receita nominal do varejo cresceram 5,0% e 8,1%. Nos nove primeiros meses do ano, esses indicadores registraram elevação de 4,7% e 9,4%. Nos últimos doze meses, volume e receita acumularam crescimento de 5,0% e 10,2%. O resultado de 5,3% do Comércio varejista no terceiro trimestre do ano de 2009, praticamente repete o que foi observado no segundo trimestre (5,2%), ficando porém acima da taxa do primeiro trimestre (3,7%).

Quanto ao Comércio Varejista Ampliado1, em setembro frente a agosto, houve crescimento de 3,0% para o volume de vendas e de 4,6% para a receita nominal, ambas as taxas com ajustamento sazonal. Comparado com setembro de 2008, as variações foram de 9,1% para o volume de vendas e de 8,1% para a receita nominal. Ainda no Comércio Varejsita Ampliado, o volume de vendas apresentou variação de 4,4%, no acumulado do ano, e de 3,3%, nos últimos 12 meses. Para a recita nominal, as variações foram de 5,5% e 5,4%, respectivamente. %. Em termos do Comércio varejista ampliado , a taxa de variação do terceiro trimestre, de 5,2%, superou à do segundo trimestre do ano (4,1%).

Para o volume de vendas com ajuste sazonal, os resultados indicam que sete das dez atividades obtiveram variações positivas, listadas a seguir pela ordem decrescente de magnitude das taxas: Veículos e motos, partes e peças (9,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,8%); Móveis e eletrodomésticos (1,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,4%); Tecidos, vestuário e calçados (0,9%); Combustíveis e lubrificantes (0,5%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,5%). As variações negativas foram em: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,1%) e Material de construção (-1,5%).

Já na relação setembro09/setembro08 (série sem ajuste), seis das oito atividades do varejo obtiveram aumentos no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, foram as seguintes: 9,7% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ; 6,6% em Outros artigos de uso pessoal e doméstico ; 8,1% para Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria ; 1,5% para Móveis e eletrodomésticos ; 9,7% em Livros, jornais, revistas e papelaria ; 3,2% para Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação ; -6,6% em Tecidos, vestuário e calçados e -4,3% em Combustíveis e lubrificantes .

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ,com variação de 9,7% no volume de vendas, em setembro, sobre igual mês do ano anterior, foi responsável pela principal contribuição à taxa global do varejo. Esse resultado, acima da média, justifica-se pelo aumento do poder de compra da população, decorrente do crescimento da massa de rendimento real habitual dos ocupados (2,3% sobre setembro de 2008, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE); bem como pela estabilização dos preços do setor, que evoluíram no acumulado dos últimos 12 meses em 2,3% no Grupo Alimentação no Domicilio, ficando abaixo da inflação global medida pelo IPCA (4,3%). Os resultados da atividade, no acumulado dos nove primeiros meses do ano e nos últimos 12 meses, foram de 7,7% e 7,1%, respectivamente.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc., exerceu o segundo maior impacto na formação da taxa do varejo, com variação de 6,6% no volume de vendas em relação a setembro de 2008. As condições econômicas favoráveis no que diz respeito ao comportamento da massa de salários e a retomada gradual do crédito são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento. Em termos acumulados, a taxa para os primeiros nove meses do ano foi de 8,7% e para os últimos 12 meses, de 8,1%.

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com a terceira maior participação na taxa global do varejo, apresentou crescimento de 8,1%, na comparação com setembro do ano passado, e taxas acumuladas de 11,9%, no ano, e de 12,4%, para os últimos 12 meses. O resultado mostra que o crescimento da atividade está relacionado, também, ao aumento da massa salarial e do crédito, além do que os produtos do gênero são essenciais.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos , com aumento de 1,5% no volume de vendas, em relação a setembro 2008, representou o quarto maior impacto na taxa de desempenho do Comércio Varejista . Esse resultado, o terceiro positivo, depois de cinco meses de queda, é explicado basicamente pela recente melhoria do crédito, pela queda dos preços da chamada linha branca, ainda como reflexo da redução do IPI, e pela evolução positiva da massa de salários da população ocupada. No acumulado do ano, a atividade apresentou taxa de -1,2% e nos últimos 12 meses, de 1,2%.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria, com crescimento de 9,7%, exerceu a quinta maior influência no resultado do varejo. O indicador acumulado no ano obteve variação de 9,3% e o dos últimos 12 meses de 9,9%. Estes resultados são decorrentes da melhoria da renda.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pela sexta maior contribuição na formação da taxa global , obteve acréscimo no volume de vendas, em setembro, da ordem de 3,2% sobre setembro de 2008 e taxas acumuladas no ano de 11,9% e, nos últimos 12 meses, de 17,1%. A queda dos preços dos do setor, principalmente microcomputadores (-4,0% em setembro - medido pelo IPCA), explica tais variações.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados , que reduziu seu volume de vendas em -6,6%, foi responsável pela sétima contribuição à taxa global do varejo. Em termos acumulados, os resultados foram de -6,2%, para os nove primeiros meses do ano, e de -6,0%, para os últimos 12 meses. A atividade continua sua trajetória de taxas negativas em função, especialmente, dos aumentos de preços no segmento - Segundo o IPCA, 7,2% de variação no grupo vestuário, no acumulado dos últimos 12 meses, contra acréscimos de 4,3% no índice geral.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes, com variação de -4,3% no volume de vendas, em relação a setembro de 2008, exerceu a oitava contribuição à taxa global do varejo. Em termos de desempenho acumulado no ano, a taxa de variação da atividade chegou a -0,1%, e, nos últimos 12 meses, a 1,8%. Mesmo com a estabilidade dos preços dos combustíveis, houve redução de consumo de gasolina comum e óleo diesel, segundo dados da ANP para setembro.

O Comércio Varejista ampliado registrou variações em relação ao mês anterior de 3,0%, para o volume de vendas, e de 4,6%, para a receita nominal, ambas as taxas com ajustamento sazonal. Comparado com setembro de 2008, as variações foram de 9,1%, para o volume de vendas, e de 8,1%, para a receita nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses o setor apresentou taxa de variação de 4,4% e 3,3%, respectivamente, para o volume de vendas. Para a recita nominal, as variações foram de 5,5% e 5,4%.

Em relação ao volume de vendas, a atividade de Veículos, motos, partes e peças registrou alta de 18,9% em relação a setembro de 2008, acumulando no ano e nos últimos doze meses variações da ordem de 6,2% e 2,0%, respectivamente. A política de redução do IPI vem incentivando as vendas de automóveis, afetadas a partir do último trimestre de 2008 pelas restrições de crédito.

Quanto a Material de Construção , as variações foram de -8,2%, na relação setembro09/setembro08, de -9,5%, no acumulado do ano, e de -7,6%, nos últimos 12 meses. Em que pese as medidas oficiais de incentivo à construção civil e o observado aumento de renda, o setor ainda não apresenta, este ano, resultados positivos no volume de vendas.

RESULTADOS REGIONAIS

Vinte e três Unidades da Federação tiveram resultados positivos na comparação setembro09/setembro08, sendo as taxas mais significativas observadas em: Piauí (14,0%); Rondônia (10,1%); Sergipe (9,4%); Amazonas (8,4%) e Acre (8,4%). Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista , destacaram-se, pela ordem, São Paulo (6,5%); Rio de Janeiro (5,0%); Minas Gerais (4,4%); Bahia (7,0%) e Santa Catarina (6,7%).

Em relação ao varejo ampliado , as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Sergipe (21,7%); Piauí (19,5%); Alagoas (15,8%); Espírito Santo (14,8%); Acre (14,0%) e Rondônia (12,4%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (9,3%); Rio de Janeiro (8,8%); Minas Gerais (9,9%); Paraná (9,6%); Rio Grande do Sul (6,6%) e Bahia (11,6%).

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam dezesseis estados com variação positiva, na comparação setembro 2009/agosto 2009, sendo os destaques: Rondônia (4,5%); Tocantins (3,6%); Acre (3,2%); Amazonas (1,5%) e Bahia (1,4%).

ANÁLISE TRIMESTRAL

O resultado de 5,3% do Comércio varejista, no terceiro trimestre do ano de 2009, praticamente repete o que foi observado no segundo trimestre (5,2%), ficando porém acima da taxa do primeiro trimestre (3,7%). Comparando-se o segundo e o terceiro trimestres de 2009, obtém-se os seguintes comportamentos por atividades: altas para Livros, jornais, revistas e papelaria (de 3,7% para 10,9%); Móveis e eletrodomésticos (de -5,7% para 0,9%); Tecidos, vestuário e calçados (de -7,1% para -4,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (de 11,3% para 12,1%). Já as reduções de taxas ocorreram em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (de 18,2% para 4,1%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 12,3% para 7,3%); Combustíveis e lubrificantes (de1,4% para -4,2%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo , que decresceu de 9,6% para 9,4%.Em termos do Comércio varejista ampliado , a taxa de variação do terceiro trimestre, de 5,2%, superou à do segundo trimestre do ano (4,1%), influenciada pelos comportamentos das atividades descritas acima, bem como às de Veículos, motos, partes e peças , que variou de 4,7% para 7,7%, e de Material de construção , de -9,7% para -9,0%.

Nota:

1 O comércio varejista ampliado incluiu além das oito atividades do Comércio Varejista, mais duas atividades: Veículos e motos, partes e peças e Material de Construção.

Pesquisa Mensal de Comércio – Fonte IBGE

Base: Setembro de 2009

Prof. Dr. Ricardo Bergamini