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Berlim, os astros também envelhecem

11.02.2015 | Fonte de informações:

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Os festivais vão passando e seus astros vão mudando de personagens. Todos se lembram da Juliette Binoche da Insustentável leveza do ser, que, no ano passado, fez Sils Maria, cuja personagem é uma atriz já veterana, e este ano viveu a esposa ciumenta de Robert Leary, cinquentona sem esconder as rugas, no filme Ninguém quer a  noite.

Charlotte Rampling, inesquecível em Zardoz, vive no filme 45 Anos, de Andrew Haig, uma esposa cinquentona, ainda apaixonada pelo marido apesar de tanto tempo passado juntos. O envelhecimento dos astros tem levado o cinema a fazer filmes para a chamada Terceira idade, alguns com grande sucesso, como foi Amor, com Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva.

Andrew Haig, conhecido por filmes sobre homossexuais como Weekend, ao ler uma novela de poucas páginas sobre um velho casal inglês, decidiu fazer um filme e trabalhou num roteiro mais longo e mais recheado, mantendo o conceito original.

Trata-se de um casal tranquilo sacudido certa manhã, ao chegar o corrêio, com a notícia de ter sido descoberta, com o derretimento das geleiras na Suíça, do corpo de uma jovem chamada Kátia. Ora, a jovem encontrada como conservada nos seus 20 anos, tinha sido a noiva de Geoff, prestes a comemorar 45 anos de casado com Kate.

A notícia poderia ter sido logo digerida, porém Geoff parece profundamente marcado pela reabertura desse pedaço de sua vida de jovem, tanto que vai ao sótão buscar fotos e slides de Kátia, modificando seu comportamento e demonstrando mesmo o desejo de ir à Suíça, onde Kátia sofreu o acidente e desapareceu numa avalanche de neve.

Na monotonia daquele casal quase idoso, ressurge o ciúme de Kate, pois ao consultar as fotos guardadas no sótão descobre Kátia grávida, pouco antes do acidente. Filme aplaudido pela crítica.

Charlotte Rampling acha que para ela o mundo do cinema pouco mudou, pois gosta dos filmes independentes e nunca se sentiu bem nos filmes de Hollywood. "O cinema que eu gosto de fazer é o cinema de autor, de pequeno orçamento, e nisto o cinema pouco mudou. O que me interessa é o comportamento das pessoas, a maneira diferente apresentada por cineastas diferentes".

Rui Martins

 

 
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