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Lisboa: Verdes contra venda de património

04.11.2010 | Fonte de informações:

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Colectivo do Partido Ecologista “Os Verdes” de Lisboa

“Os Verdes” contra a venda do Departamento de Saneamento da Câmara Municipal de Lisboa.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou, num encontro com jornalistas onde fez o balanço do seu mandato, a venda do Departamento de Saneamento à EPAL -Empresa Portuguesa das Águas Livres, SA.

A CML espera assim “encaixar cem milhões de euros” com a entrega das redes de saneamento à EPAL, para amortizar a dívida da autarquia, num acordo que “está em vias de se realizar”, uma vez que esta é uma intenção que há muito se arrasta, mas que deverá ser concretizada em breve.

Em contrapartida, a Câmara abdica das taxas de saneamento que correspondem a cerca de 50 milhões de euros anuais para aquela empresa, que ficará também responsável pelo pagamento dos cerca de 25 milhões de euros por ano à SIMTEJO, pelo tratamento dos esgotos.

Para “Os Verdes” esta medida é mais um ataque aos serviços e aos trabalhadores do município e não promove uma gestão pública de qualidade da rede de saneamento.

O Departamento de Saneamento é fundamental para a autarquia e o conjunto de serviços que realiza é de extrema importância para a qualidade de vida dos lisboetas, para a cidade e para o seu bom funcionamento.

“Os Verdes” condenam esta política de gestão e de desinvestimento que o PS insiste em prosseguir, desvalorizando e ignorando os serviços, os trabalhadores, os habitantes e a própria cidade de Lisboa.

Os funcionários deste Departamento trabalham em condições precárias e muitas vezes sem segurança, e para “Os Verdes” é necessário e urgente um verdadeiro investimento neste sector, rentabilizando ao máximo a formação e conhecimentos dos trabalhadores que, mesmo nestas condições, continuam a realizar o seu trabalho de forma exemplar e com qualidade.

A solução não tem de passar pela venda e entrega do Departamento de Saneamento à EPAL.

A esta situação acresce a preocupação em relação à qualidade dos serviços que poderão vir a ser prestados pela EPAL, uma vez que esta não é uma área que se enquadre nos seus conhecimentos e experiência, e em relação ao aumento dos custos a pagar pelos munícipes.

Para “Os Verdes”, e ao contrário da afirmação do Senhor Presidente da CML de que “toda a gente fica a ganhar”, a Câmara Municipal de Lisboa fica a perder, os serviços municipais ficam a perder, os trabalhadores ficam a perder, os lisboetas e a cidade ficam a perder!

 
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