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Brasil: Estudo sobre produtos industriais

02.07.2009 | Fonte de informações:

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Pesquisa Industrial Anual – Produto – Fonte IBGE

Base: Ano de 2007

Pesquisa do IBGE sobre produtos industriais mostra que óleo diesel, minérios de ferro e automóveis se destacam em valor de vendas

Em 2007, as 34.216 empresas industriais que fizeram parte da Pesquisa Industrial Anual – Produto tiveram valor de vendas de R$ 1,2 trilhão, o que representou 82,5% das vendas de toda a indústria brasileira. Foram coletadas informações de 43 mil plantas industriais de empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e o valor de venda de cerca de 3.200 itens. As vendas dos 100 principais produtos atingiram R$ 633 bilhões, o que representou 50,9% do total das vendas. A indústria de São Paulo continuou na liderança, respondendo por 41,2% das vendas das empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas. Em seguida vieram: Minas Gerais (11,0%), Rio Grande do Sul (8,3%), Paraná (7,5%) e Rio de Janeiro (7,0%). O óleo diesel continuou registrando o maior valor de vendas (R$ 44,0 bi), vindo depois minérios de ferro beneficiados (R$ 27,9 bi) e automóveis de passageiros de cilindrada maior que 1.500 cm3 e menor ou igual a 3.000 cm3 (R$ 27,0 bi).

A maior parte das vendas de óleo diesel (cerca de 64%) foram efetuadas nos estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul; cerca de 80% das vendas de minérios de ferro, em Minas Gerais e no Espírito Santo; e cerca de 85% das vendas de automóveis de passageiros de cilindrada maior que 1.500 cm3 e menor ou igual a 3.000 cm3, em São Paulo e no Paraná.

Bens intermediários detiveram 58,5% das vendas dos produtos por categoria de uso

As vendas dos 100 principais produtos atingiram, em 2007, R$ 633 bilhões, o que representou 50,9% do total das vendas industriais das empresas com 30 ou mais empregados (em 2005 representavam 50,2%). A agregação destes produtos segundo categorias de uso confirmou, mais uma vez, a liderança de bens intermediários , que detiveram 58,5% das vendas deste grupamento. Esses bens compreendem a produção de itens que são transformados ou agregados na produção de outros bens e que são consumidos totalmente no processo produtivo (matérias primas, insumos, componentes).

Em 2007, considerando as informações de toda a pesquisa, bens intermediários também se mantiveram na liderança do ranking das categorias de uso, respondendo por mais da metade do total das vendas industriais brasileiras (56,9%). No entanto, foi registrada perda de participação em relação a 2005, quando as vendas alcançaram 58,1% do total.

A maior parte das vendas do segmento de bens intermediários se concentrou no estado de São Paulo (38,4%), seguido por Minas Gerais (12,7%), Rio Grande do Sul (8,4%) e Rio de Janeiro (7,7%). No corte por produto, destacaram-se nesta categoria óleo diesel, com 3,5% das vendas totais da indústria; minérios de ferro beneficiados (2,2%); e óleos brutos de petróleo (1,5%).

A indústria de bens de consumo semi e não duráveis , com participação de 20,9% das vendas, ficou no segundo lugar do ranking. Esse grupo é composto, basicamente, pelos produtos destinados às famílias e cujo consumo é imediato, tais como, alimentos, produtos de limpeza, vestuário e medicamentos. Regionalmente, as vendas mais expressivas foram em São Paulo (43,4%), Rio Grande do Sul (8,8%), Paraná (7,4%) e Minas Gerais (7,3%). Em bens de consumo semiduráveis, destacaram-se os itens: calçados de couro femininos, tênis e colchões e, em bens de consumo não duráveis, carburantes (gasolina e álcool) e cerveja ou chope.

A área de bens de capital foi a única que ganhou espaço entre 2005 (7,7%) e 2007 (9,0%) nas vendas industriais entre as categorias de uso. Nesse grupo, estão as máquinas e equipamentos, cuja dinâmica de produção está relacionada aos investimentos realizados pelos vários setores da economia. O principal destaque nas vendas de bens de capital continuou sendo São Paulo, que respondeu por 53,5% das vendas do segmento, muito embora tenha exibido a maior perda de participação em nível regional entre os dois anos (em 2005 participava com 56,8% das vendas). Em seguida, vieram o Rio Grande do Sul (11,0%) e Minas Gerais (9,9%), estado que mais ampliou a participação no total das vendas de um ano para o outro (3,6 pontos percentuais), e que teve como principal item, nesta categoria, veículos para transporte de mercadorias. No corte por produtos, em nível nacional, os principais destaques foram: caminhões pesados, aviões e caminhão-trator.

O setor de bens de consumo duráveis manteve estável a sua participação nas vendas industriais brasileiras (8,8% nos dois anos em análise). Esses bens são destinados predominantemente às famílias e seu consumo se dá em prazos mais longos, como nos casos de automóveis, eletrodomésticos e celulares. A indústria de São Paulo, além de ter se mantido na liderança deste segmento, ampliou a sua participação entre 2005 (37,5%) e 2007 (40,3%). Amazonas figurou com a segunda maior participação (21,4%) e Minas Gerais com a terceira (11,0%). Em nível de produtos, respondendo por 64% das vendas deste setor, estavam o total de automóveis para passageiros e telefones celulares.

Ricardo Bergamini

 
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