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Colômbia: Alegria e expectativas

01.07.2017 | Fonte de informações:

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Escrito pelo Comandante Rubín Morro

A primeira coisa ao escutar as efusivas palavras de nosso comandante e em cuja veemência expressava ao mundo inteiro nosso compromisso como organização de passar de uma guerrilha clandestina a um movimento político legal, também como uma chicotada nos chegou à memória nossos mortos caídos no caminho, os bombardeios que de momento apagaram nossos anseios e que desde aquelas explosões de morte reviveram nossas esperanças, se nos veio à mente, nossos companheiros ainda nos cárceres. Os descumprimentos do governo. Um transe de muita alegria pela paz e também de muitas expectativas.

A Deixação das Armas foi transversal a cada integrante das FARC-EP, e, por que não, um pedacinho de nossa alma que se ia, e oxalá para sempre, foi um ato único e transcendental na guerrilheirada; o fuzil que foi por muitos anos nossa extensão de vida e de defesa da nossa e de nossos companheiros e nossas famílias. Nos obrigaram a empunhá-las e, depois de milhares de vítimas produto desta guerra, mudou a equação, após haver pactuado uns acordos de paz, que nos oferece uma reincorporação integral de acordo com nossos interesses. &Ea cute; a conquista de alguns objetivos de muitos anos na clandestinidade procurando uma Colômbia digna, justa e em equidade.

Nunca nos imaginamos nas FARC-EP que um acordo seria fácil com o Estado. É certo, há uns acordos, porém eles não são uma revolução, nem o socialismo e menos ainda a conquista do comunismo, NÃO, os acordos são uma pequena janela aberta e um espaço político, que bem podemos utilizar, NÃO as FARC-EP mas sim todo o povo, e convertê-lo numa poderosa possibilidade de mudanças substanciais e estruturais na vida colombiana.

No entanto, não podemos negar nossos avanços alcançados em todos os aspectos. Não podemos dizer que agora estamos pior que há 10 anos, tomando como base nossos objetivos como é a construção de uma Nova Colômbia. Temos enormes desafios políticos que tampouco serão simples e que requerem de nossa parte muita responsabilidade, honestidade, maturidade política, iniciativa, ética, formação ideológica e sentido de pertencimento.

As armas não foram um fim nas FARC-EP, foram um meio que nos permitiu resistir, avançar, organizar uma parte da população que sempre nos acompanhou, sem importar as condições da luta. E elas, as armas, junto a nossas ideias, nos levaram à Mesa de Conversações, por isso as armas fizeram parte de nosso projeto político e elas significaram um suporte a nossas justas razões e uma forma de sobreviver.

Agora as deixamos como produto dos Acordos de Paz, na qual nos reincorporaremos à vida civil de maneira integral e nossa militância e organização e passaremos à atividade política aberta e legal e, como disse Pastor, "Em política as FARC-EP não têm medo de nada".

Vamos junto ao povo construir a Nova Colômbia. Nos chegou a hora ao povo humilde. Adiante e luta pelo cumprimento dos acordos e sua eficaz e pronta implementação. Seguirá o pulso político, seguirá crescendo a força pela paz e uma grande convergência fará possível uma pátria amável e soberana.

 

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

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