Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Manifesto de intelectuais do mundo pela paz na Colômbia

Manifesto de intelectuais do mundo pela paz na Colômbia

Bogotá, 5 fev (Prensa Latina) Mais de 300 intelectuais de todo mundo expressaram preocupação em torno da implementação dos acordos de paz e a respeito dos assassinatos de líderes sociais na Colômbia

Reconhecidas figuras da intelectualidade mundial assinaram um documento no que mostram inquietude pelos crimes contra defensores dos direitos humanos, líderes sociais e membros do partido Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC) no país sul-americano.

Segundo o diário colombiano El Espectador que teve acesso ao referido texto, os professores franceses Robert Chaluleau, Marie Estripeaut-Bourjac e o colombo francês Alfredo Gomez Muller lideram a iniciativa de criar uma análise sobre o processo de paz.

Como resultado desse projeto conseguiram reunir a assinatura de mais de 300 intelectuais de todo mundo, como a escritora estadunidense Judith Butler e os filósofos marxistas Michael Löwy e Etienne Balibar, este último aluno do reconhecido filósofo Louis Althusser.

Na lista de personalidades que assinaram o manifesto estão também Eric Fassin (França), Alex Callinicos (Grã-Bretanha), Silvia Rivera Cusicanqui (Bolívia), Franz Hinkelammert (Costa Rica) e Atilio Boron (Argentina).

Assim Genevie Fraisse (França), Raul Fornet Betancourt (Alemanha), Matthieu de Nanteuil (Bélgica), Stéphane Douailler (França), Juan Manuel Echavarria (Colômbia), Arturo Escobar (Colômbia) e Rodrigo Uprimny (Colômbia), entre outros. O documento faz menção a declarações do chefe da Missão Especial de Paz da ONU na Colômbia, Jean Arnault, em novembro passado, quando alertou de atrasos quanto à criação de condições e estabelecimento de garantias para a reincorporação à vida civil dos ex-combatentes das FARC.

A declaração de marras incluiu um chamado à União Europeia 'para que tome responsabilidade ao respeito, considerando seus apoios prévios ao processo ao ter enviado um emissário durante as conversas em Havana'.

Tomando em conta também o respaldo da UE financeiro e logístico a numerosas iniciativas de paz no território colombiano.

'Ver o colapso do processo de paz sem atuar com maior firmeza poria em perigo o significado mesmo de sua ação nesta região do mundo', afirma o manifesto.

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