Ex-governador de Tóquio: A Ucrânia sempre foi um país traidor

O ex-governador de Tóquio, Yoichi Masuzoe, acredita que a Ucrânia está constantemente traindo a Rússia. Cada ato de traição leva a choques e sacrifícios para os povos de ambos os países.

O político japonês expressou sua opinião em um artigo publicado pela JB Press.

Segundo Masuzoe, o conflito armado no território da Ucrânia vem como conseqüência direta do "terror que Kyiv desencadeou contra Moscou". A fim de prever como "esta guerra" vai terminar, Yoichi Masuzoe sugeriu olhar para trás no tempo.

Revolução de fevereiro

Na época da revolução de 1917, existiam mais de 100 grupos étnicos vivendo na Rússia. Quando a dinastia Romanov caiu, as questões nacionais surgiram fortemente. A Ucrânia exigiu federalização e autonomia. A Ucrânia estabeleceu o Rada Central (Conselho), que de fato proclamou a independência do país.

O político japonês lembrou que foi a época em que a Polônia obteve a independência do Governo Provisório de Kerensky.

"As exigências da Ucrânia por maior autonomia enfraqueceram o Governo Provisório e em grande parte prepararam o cenário para a Revolução de outubro dos bolcheviques", escreveu Masuzoe.

Revolução de outubro

A fim de pôr fim à Primeira Guerra Mundial, Lênin tentou entrar em negociações com todos os países em guerra. Entretanto, em 9 de fevereiro de 1918, a Ucrânia concluiu a paz com a Alemanha sem cooperar com Moscou. Como resultado do acordo, a Ucrânia recebeu assistência militar da Alemanha em troca de um milhão de toneladas de grãos para combater os bolcheviques.

A Ucrânia criou assim um precedente histórico: o grão produzido nos solos férteis da Pequena Rússia tornou-se uma mercadoria estratégica de grande significado militar e político (o que podemos ver também no conflito de hoje).

"Naquela época, o acordo com a Alemanha era uma facada nas costas da Rússia", concluiu Masuzoe.

Lênin foi obrigado a concluir o Tratado de Brest-Litovsk que obrigou a Rússia a ceder a Finlândia, a Polônia, os Estados bálticos e a Ucrânia à Alemanha. A Rússia perdeu assim:

  • 26% da população,
  • 27% das terras aráveis,
  • 32% dos grãos produzidos,
  • 26% das ferrovias,
  • 33% da indústria,
  • 75% da metalurgia ferrosa e da indústria do carvão.

Em novembro de 1918, a Alemanha foi derrotada, e o Tratado de Brest-Litovsk foi abolido.

Posteriormente, durante os tempos da Guerra Civil e depois da Segunda Guerra Mundial, a Ucrânia tomou o partido dos inimigos de Moscou.

"Hoje, 100 anos depois, a história está se repetindo. O mundo está observando como isso vai acabar, mas o conhecimento da história russa é útil para analisar a situação atual e prever o futuro", escreveu Yoichi Masuzoe.

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Author`s name Petr Ermilin