Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Etiópia: Abiy Ahmed espera vencer a eleição

O Primeiro-Ministro da Etiópia Abuy Ahmed, do Partido da Prosperidade, é esperado vencer as eleições de hoje no meio de um clima de insegurança que retira a possibilidade de participar no acto eleitoral para um quinto dos 40 milhões de eleitores etíopes.

Candidatos dos partidos da oposição denunciam ameaças por parte do Partido da Prosperidade, razão pelo qual vários partidos decidiram boicotar a eleição.

Prosseguem combates violentos em Tigray, uma região no norte do país, em guerra com a Etiópia e Eritrea e tem havido uma crescente onda de violência étnica nas regiões de Amhara, Oromia e Benishangul-Gumuz, causando centenas de mortes.

A União Europeia declarou que não vai observar a votação depois que seus pedidos de importação de equipamentos de comunicação forem negados e em resposta, a Etiópia disse que os observadores externos "não são essenciais nem necessários para certificar a credibilidade de uma eleição", embora desde então tenha acolhido observadores destacados pela União Africana.

Tensões fora da Etiópia

Não é só na Etiópia onde crescem tensões. O ambiente entre Eritrea e Etiópiafoi melhorado recentemente, ganhando para Abiy Amhed o Prémio Nobel de Paz. Mas no fim do ano passado Ahmed enviou tropas para a região nortenha de Tigray, para retirar o partido político no poder. Tropas da Eritreia entraram na região ostensivamente apoiando Adis Abeba mas ainda não retiraram.

Este conflito tem exacerbado as relações com o vizinho, Sudão, para onde dezenas de milhares de regugiados de Tigray fugiram e para tornar as relações piores, a oferta do Primeiro Ministro sudanês, Abdalla Hamdok, de mediar no conflito entre as forças governamentais etíopes e separatistas em Tigray foi rejeitada por Abiy Ahmed.

As forças armadas de ambos países voltaram a ocupar posições ao longo de uma área de terreno contestada pelos dois rivais.

GERD

Grand Ethiopian Renaissance Dam, ou Grande Barragem de Renascença Etíope, é outro problema espinhoso, não só contestado pelo Sudão mas especialmente, Egito. Etiópia pretende tirar água do Rio Nilo para usar nesta barragem, que irá fornecer energia a milhões de casas. Enquanto Etiópia reclama o direito de usar recursos no seu próprio território, Egito declara que este mega-projecto ameaça a sobrevivência do país à jusante.

Em Maio, Sudão e Edito realizaram um exercício militar conjunto chamado "Guardiões do Nilo".

Pravda.Ru

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