Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

PAM alerta para insegurança alimentar na América Latina

PAM alerta para insegurança alimentar na América Latina

Havana, 29 de maio (Prensa Latina) O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PAM) considerou hoje que milhões de pessoas na América Latina e no Caribe estariam em risco de grave segurança alimentar.

Esta declaração foi feita em uma declaração distribuída nesta capital, referente ao impacto na região de Covid-19.

A nota acrescentou que o impacto socioeconômico da pandemia na América Latina e no Caribe poderia potencialmente deixar quase 14 milhões de pessoas vulneráveis em grave insegurança alimentar neste ano.

Ele insiste que é vital e urgente prestar assistência alimentar ao crescente número de pessoas vulneráveis na região, bem como àquelas que dependem do trabalho informal.

O diretor regional do PAM para a América Latina e o Caribe, Miguel Barrero, acrescentou que ainda temos tempo para impedir que o Covid-19 se torne uma pandemia de fome.

Essa entidade estima que mais 10 milhões de pessoas seriam empurradas ainda mais para a pobreza e a fome em 11 países da região e em pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Caribe.

Em 2019, eles especificaram, 3,4 milhões de pessoas enfrentavam grave insegurança alimentar. Isso significa que os afetados estão em situação de emergência e não podem satisfazer suas necessidades alimentares básicas, tanto em quantidade quanto em variedade.

O novo valor é baseado na comparação entre as avaliações de segurança alimentar realizadas em 2019, na análise de indicadores econômicos após o surto de Covid-19.

Também se baseia nos resultados de pesquisas remotas realizadas em 2020 para avaliar o impacto da pandemia no acesso ao mercado, segurança alimentar e meios de subsistência.

A análise dos indicadores econômicos para 2020 não é animadora, acrescenta o relatório.

Com a pandemia, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) prevê uma contração regional média de menos 5,3% neste ano.

O impacto dessa contração na atividade econômica agravaria a condição já precária de milhões de pessoas vulneráveis que precisam trabalhar para ter acesso a alimentos.

 

 

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