Nós não queremos a vossa União Europeia!

A população da União Europeia é refém do Estado antidemocrático supranacional pseudo-federal não-eleito que foi imposto com tamanha arrogância e prepotência e que espezinha as esperanças e aspirações dos seus cidadãos.

Os eurocratas, cinzentos, competindo e se acotovelando para novas posições porque, modo geral, foram expulsos de seus governos nacionais pela palavra-D: Eleições Democráticas - encontraram-se com suspiros de alívio em postos lucrativos com tudo pago, e livres de responsabilização perante a população que nunca os elegeu directamente. E vamos lá ser honestos. Regra geral (salvo raras excepções, e peço desculpa aos que tentam fazer algo) são políticos falhados que não conseguiram um lugar na hierarquia política nacional. Por isso não surpreende quando fazem disparates, por exemplo em construir o que é hoje esta União Europeia.

Vejam. Entre as muitas coisas maravilhosas e gloriosas oriundas deste clube farisaico de políticos falhados, foi a ideia de costurar, contra cada fibra da história europeia, uma união de nações... ou sendo mais franco, mais Jobs for the Boys. Depois de terem falhado todos os projectos de integração europeia desta natureza, começando com o Império Romano que até língua única tinha, e les usaram referendos em determinados Estados, sem se atrever a realizá-los em outros, onde sabiam que a resposta sairia contra o Plano. Se o referendo não produziu o resultado pretendido, então se recusaram a ouvir a vontade do povo e repetiram o processo ad nauseam, alterando o palavreado até que a população se cansasse e desistisse.

Outras medidas que tiveram um resultado directo sobre a soberania nacional, como o Tratado de Lisboa, foram simplesmente impostas como “agenda europeia” (ratificada pelos Parlamentos nacionais) cujo conteúdo tem sido mantido na linha de fundo e em letras minúsculas nos manifestos políticos nos processos eleitorais legislativos. Quem sabe, por exemplo, agora nas eleições do Reino Unido, quais as políticas europeias dos seus partidos ao longo dos próximos cinco anos?

O resultado é a criatura estranha e maravilhosa que temos diante de nós hoje. É aquela em que os eurocratas ilustres, na sua sabedoria absoluta, conseguiram criar um sistema no qual os ataques especulativos nos mercados têm resultados directos para os cidadãos trabalhadores, baseado em pareceres de alguma agência de rating, que parece ter poderes maiores do que qualquer instituição eleita.

Mas que porcaria é essa? Isso aceita-se? Talvez os eurocratas aceitam-no com um encolher de ombros (afinal, eles já têm as suas fortunas e postos de trabalho garantidos), mas por quê o povo, os cidadãos da Europa, aqueles que trabalham no duro para pagar os seus salários, têm de engolir um disparate desses?


Por quê um cidadão da Europa tem de aceitar uma redução no seu salário, apenas porque o seu governo nacional e os eurocratas de Bruxelas e Estrasburgo têm vindo aos poucos a implementar um sistema estúpido e disfuncional, sistema para o qual ninguém votou? Por que não paga Standard and Poor's? Eles criaram o problema. E que tipo de sistema idiótico permite a agência Standard and Poor's ter e manter uma influência directa na vida quotidiana dos cidadãos, neste caso os coitados dos gregos, com o espectro do tsunami de colapso social e económico no horizonte em outros lugares?


Quem perguntou ao povo da Europa se queria ou não que um sistema desses fosse imposto? Quem disse aos cidadãos da zona Euro que os preços iriam triplicar, enquanto os salários manter-se-iam praticamente inalterados? Ninguém, porque se tivessem dito ao povo, o povo teria dito não, assim como a mensagem teria sido um retumbante NÃO! contra cada e toda a instituição da UE que de forma unilateral e antidemocrática foi introduzida ao longo dos anos.


Se as políticas da União Europeia são estas, levando à exclusão e ruptura social, e catástrofe socioeconómico para uma parte substancial dos seus cidadãos, então vamos todos cantar juntos, ao som do The Wall dos Pink Floyd:

We don’t need no Euro Union

Hey! Brussels! Leave us all alone!


Timothy BANCROFT-HINCHEY
PRAVDA.Ru

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Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey