Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Entrevista: Alejandro Pérez, escritor do livro dos 80 anos dos sul-americanos de basquete masculino adulto

Hoje, Chefe de Imprensa da Associação de Clubes e da Liga Nacional Argentina de Basquete; até ano 2007 com cargo idêntico na Confederação Argentina de Basquete. Uma gaveta lotada de pesquisas do passado tornou-o o escritor do livro dos 80 anos dos Sul-Americanos de basquete masculino adulto sob pedido da FIBA AMÉRICA.

PRAVDA: Alejandro, quanto tempo na frente da Imprensa das seleções argentinas de basquete? Percebeu que acabou gozando uma época maravilhosa do basquete argentino?

ALE: Trabalhei desde metade de 2005 até final de 2006. Ano e meio como Coordenador de Imprensa da Confederação Argentina de Basquete (www.cabb.com.ar) e claro, reconheço que foi uma época incrível do basquete argentino pois tive a possibilidade de trabalhar e ter tido aquele convívio único bem pertinho dessa geração ímpar que acabou tendo a história do basquete argentino como a dos Campeões Olímpicos e fora isso em uma turma que tinha todos os figurinos, os grandes destaques que logo participaram do Mundial de Japão. Nem sei, ter tido a possibilidade de fazer parte de um torneio desse tamanho, em um país como o Japão, uma Taça do Mundo e ter sido parte da delegação, de uma delegação com chances de arvorar o caneco como a argentina foi uma experiência muito rica.

Compartilhar a concentração e curtir uns 45 dias com Ginóbili, Scola, Oberto, Nocioni, como esses destaques todos foi muito importante para mim nem só na área profissional senão para entender que tudo quanto essa turma acabou conquistando não foi só por acaso pois mereceram e trabalharam muito para atingir aquele alvo.

P: Seja sincero comigo...acabou caindo alguma lágrima nas bochechas ouvindo o hino na hora que o flâmula argentina ia na procura do mais alto do mastro?

ALE: Chorei não. Reconheço que não. Veja só, essas situações todas caíram na minha vida como profissional porém fora que sou torcedor e tanto da seleção argentina pois é o único time que consegue que o meu coração desse uma batida forte, tinha que manter esse posicionamento e bem nos Jogos Olímpicos quanto o Mundial de Indianápolis, como nos últimos Jogos Olímpicos tive que fazer minha tarefa profissional e além disso tive que trabalhar na emissão da tevê, então, infelizmente não dava para mudar de faixa, tinha que me manter nessa de profissional. Mas pode ter certeza que foi extremamente emotivo para mim.

P: Quanto tem a ver com as emissões da tevê e sua tarefa, no decorrer desses torneios foste parte das redes...?

ALE: Vamos ver...na Taça do Mundo Indianápolis 2002 foi para ESPN; os Jogos Olímpicos 2004 fui parte da turma da América TV, agora canal aberto e em 2008 para Canal 7 que é a rede do estado argentino. Mas reconheço que nesse instante e ainda hoje, quase cinco anos depois continua me causando muita emoção, olhar essa imagem dos doze jogadores argentinos subindo no pódio de Atenas 2004 pois é o máximo que no ambiente do basquete uma seleção pode alcançar.

Todos aqueles que estamos inseridos neste ambiente sabemos que isso aí é a cimeira, não tem nada por cima dessa cume esportiva. Conquistar a Medalha de Ouro Olímpica é o máximo e Argentina acabou conquistando-a com extrema justiça. Mas para aí...sabe o que...no mínimo ao meu ver, foi mais «chocante» ainda o que acabou fazendo a seleção em Beijing 2008 conquistando o Bronze. Da para entender? Aquele time da Atenas 2004, foi um timaço, eles ganharam o Ouro pois sua qualidade de jogo foi única, derrubando quanta barreira tivesse na frente e tivemos o grande privilégio (tiveram, desculpe...eu não participei na quadra) de vencer ao Dream Team quase sem suar, não foi simples mas também não tiveram sufoco nenhum. Privilégio e tanto que conseguiu essa geração argentina.

Embora, o time que participou em Beijing 2008, na hora que eles venceram pode ter certeza que suaram mesmo, deve ter pedaços da pele deles espalhados acima do parquê ainda hoje. Foi bem mais emocionante a tarefa da última turma Olímpica argentina mas fica claro que para mim esse pulo rumo ao pódio em 2004 é a cimeira mesmo.

P: Na hora que o Manu Ginóbili e sua geração acabem pendurando as basqueteiras acabaram os pódios para a seleção ou tem pessoal no plantão que está chegando para manter essas conquistas?

ALE: Dando uma lida rápida, não tem reservas para essa turma dos sucessos. Acho que nós, os argentinos e aqueles que ficam de olho em nós de fora a divisa, não teríamos que reclamar para o basquete argentino que produza um Ginóbili, um Scola ou um Nocioni já-já. Não vai produzi-los. O melhor exemplo para fazer refletir tudo mundo é o do próprio futebol argentino. De Maradona até o Messi passaram 30 anos e fala-se de futebol. Um ditado popular fala que os jogadores nascem embaixo das pedras e não houve substituto para o Maradona no decorrer de três decênios. Então pedir para o basquete argentino que apareça em quadra mais um Ginóbili seria um exagero, um abuso para com o basquete argentino.

Uma outra coisa, o vão entre uma geração e a outra não vai ser tão difícil. O Scola vai continuar jogando na seleção e continua ainda, o Delfino também faz parte dessa nova turma; o Pablito Prigioni tem mais alguns anos na frente para vestir a camisa da seleção, temos o Paolo Quinteros, o Roman González, o Juan Gutiérrez está se aproximando, tem alguns jogadores interessantes que vão fazer que essa transição não seja tão rigorosamente difícil. Haverá que trabalhar de jeito especial na procura de jogadores e não como até agora que nós tínhamos grandes destaques. Aliás, acho que Argentina vai se manter na elite do basquete mundial, não no topo como até os últimos anos, pois foi potência mesmo no mundo inteiro. Acho que vai se manter expectante e caso tivesse que «descer» para brigar pela oitava ou nona vaga, não é tão difícil de engolir.

Não é grave mesmo como percebo que se vê dentro e fora da Argentina. No final, essa foi a vaga que conquistou quase sempre Argentina no histórico e levando em consideração que trata-se de um esporte com muitos times ótimos no mundo todo, com a divisão da Ex Iugoslávia, da ex União Soviética, gerou novas e ótimas seleções. Na última Taça do Mundo Argentina ficou quarta. Caso cair para quinta, sexta ou oitava vaga, não da para morrer de raiva. Acho que continuamos ficando na elite do basquete mundial bem mais na atualidade que concorrem 24 seleções.

P: Uma bola caindo fora ou dentro da argola acaba marcando uma campanha? Estou me lembrando daquele arremesso do «Chapu» Nocioni bem arremessado desde o escanteio que dançou acima dela no jogo das Semis perante a Espanha.

ALE: Tenha certeza absoluta que os babacas ficaram nesse arremesso que o Nocioni falhou. Veja bem na hora que se faz o balanço dos últimos dois Jogos Olímpicos e as duas últimas Taças do Mundo e Argentina foi a ÚNICA seleção do mundo inteiro incluindo os EUA com o Dream Team que deu aquele mergulho nas Semis nos quatro torneios, acho que discutir que a quarta vaga no Japão foi um fracasso porque o Nocioni não furou a rede nessa oportunidade, estamos na frente de um ignorante.

Foi uma jogada muito bem planejada e na hora que a bola sai das mãos do jogador pode dar aquela furada na rede ou não. A campanha desse time incluindo essa partida que não foi boa mas conseguiu-se ficar um ponto atrás com posse da última bola...jogou-se mal só perante os EUA pelo Bronze, o Dream Team que na prévia foi o favorito de todos. Esse torneio não foi fracasso não, acho que confirmou que tratava-se de uma seleção que continuava sendo um grande time do basquete mundial.

P: Acabou chateado pelo apito dos árbitros nessa última bola de ataque pelo Ouro naquela Taça do Mundo. Os árbitros meteram a mão no bolso dos argentinos?

ALE: Ninguém meteu na mão no meu bolso senão nos bolsos daquela dúzia de jogadores que foram prejudicados de jeito incrível. Foi um erro gigante de dois cobardes que não tiveram a coragem de apitar uma falta contra uma potência mundial como foi a Iugoslávia unificada (e continua sendo agora como Sérvia) em favor de um país que nesse instante ainda não era nada; apenas era Cinderela vestida para uma festa que não tinha sido convidada e foi adquirindo beleza no decorrer dessa noitada.

A história vai colocar que os árbitros Pitsilskas, o grego e Mercedes, o dominicano foram dois cobardes que não perceberam um falta extremamente clara (mais uma nessa faixa final do jogo) na última bola do jogo e que não tiveram coragem para apitar. Estes comentários foram feitos após a partida pelos próprios meios de imprensa internacionais do ambiente esportivo que nada tinham a ver com a Argentina.

P: Acredito que para você, «Manu» foi o melhor jogador argentino da história, Também acha que foi um dos melhores cinco do mundo?

ALE: Dos jogadores que eu consegui olhar em quadra, tenha certeza que Manu foi o melhor de todos. Vou acrescentar mais um comentário, o basquete é um esporte impossível de comparar de uma época para outra. Talvez no futebol daria para chutar que Maradona foi melhor do que Cruyff, Cruyff melhor que o Pelé, que o Pelé, o Di Stéfano, que agora o Messi. Acho que não houve tantas alterações no decorrer do tempo quanto sofreu o basquete.

Tentar comparar o basquete de hoje com aquele de dois decênios atrás já é ridículo, pode imaginar o que seria compará-lo com aquele que jogava-se faz meio século. No caso dos argentinos, se quisermos comparar o Ginóbili com Furlong, é ridículo, da para me entender?

Vamos ver...se levarmos em consideração o Furlong que foi o outro grande jogador argentino, o «Beto» Cabrera, o Finito Hermann, acho que todos eles foram jogadores diferentes.

Adoro pesquisar no histórico do basquete argentino e tem descoberto que o Furlong nessa época acabou fazendo coisas que só poderiam ter sido feitas pelos melhores jogadores do mundo (anos de 1950 até 1955), tudo avaliado pela imprensa internacional deixando fora a da Argentina. Ele participou sendo grandíssimo destaque no Mundial 1950 conquistando o torneio, logo vieram os Jogos Olímpicos 1952 com a quarta vaga perdendo o Bronze perante o Uruguai. O cara concretizou uma tarefa tão boa assim que lhe foi oferecido jogar na NBA, uma NBA diferente á atual mas a teve essa grande possibilidade.

Só tenho certeza que o Ginóbili é um jogador para o basquete argentino, impossível de xerocar. Quanto tem a ver com o esportivo em si próprio, no técnico, no táctico e até de cabeça, pois acho que esse é o grande diferencial desta geração argentina. Ginóbili não é aquele grande jogador quanto á técnica, ele é muito bom mas sabe o que... o que faz ele um jogador incrível é esse «pacote» que acabei de falar, esporte, técnica, táctica e cabeça. Interpretar o jogo de qualidade técnica misturado com muita cabeça e raça. Isso aí o faz um jogador único.

P: Acabou concretizando amizade com alguns jogadores dessa turma Dourada?

ALE: Amizade não. Acho que sou jornalista e não posso ter amizade com eles. Os meus amigos convivem em outros setores, alguns deles estão envolvidos no ambiente do basquete mas não são jogadores. Acabei concretizando um relacionamento muito bom com caras com o Luis Scola, o Pablito Prigioni, o Fabricio Oberto, o Gaby Fernández que são aqueles que posso compartilhar um comentário com confiança. Do lado deles, acho que descobriram na gente um profissional honesto que na hora que esteve do outro lado do balcão e enfiei um comentário profissional «duro», além de duro foi encorpado e na hora do elogio também fui sempre honesto. Assim que fui parte da turma como Chefe de Imprensa tentei sempre oferecer o melhor esforço em prol da seleção

P: Faz quanto tempo ficou na frente da Imprensa da Associação de Clubes Argentinos e da Liga Nacional de Basquete?

ALE: Comecei em Março de 2007. Fiquei fora da Confederação Argentina de Basquete (CABB) e só alguns meses depois chegou esta proposta de trabalho para á Liga Nacional de Basquete, porém vamos completar dois anos e meio com esta responsabilidade. É bom salientar que não foi permuta de figurinos pois no decorrer desse tempo eu fiquei em casa sem trabalhar. Quanto á minha responsabilidade aqui na Liga, fica comigo então, tudo quanto tem a ver com as Comunicações da Associação de Clubes a Liga Nacional, pois a Associação de Clubes é a «montadora» da Liga e isso envolve comunicar o que acontece nos jogos, em cada um dos times que fazem parte e entre outras atividades a montagem do Catálogo Oficial da Liga Nacional que a cada ano se faz do torneio.

Neste assunto do Catálogo tenho um parceiro ótimo como o Rodrigo García, grande profissional e amigo e temos um apoio importante dos Departamentos de Imprensa dos clubes que encaminham para nós as informações de maior realce. Algumas informações surgem deste escritório mas o resto eles veiculizam para nós. O carro-chefe deste Departamento de Imprensa sem dúvida é o site oficial da Associação de Clubes (www.lnb.com.ar) mas tendo como esqueleto nosso site temos tido a possibilidade de acrescentar informações pegando uma outra faixa desta rodovia esportiva.

Uma é fundamental, a LNB RÁDIO. Pode dar um mergulho aí que vai ouvir as minhas narrações dos jogos na net e assim que a Liga voltar como aconteceu até o final da edição retrasada, vai ter programas no dia-a-dia em alguns casos, outros semanais que envolvem o torneio, informativos, reportagens além da Liga Nacional de Segunda Divisão que também tem o espaço conosco. Vídeos dos jogos também são inseridos, com o resumo semanal de cada rodada e faz tempo tínhamos os quarenta minutos dos jogos.

P: Quanto ao trabalho de narrador, seu lugar está neste escritório seguindo a emissão da tevê ou é ao vivo no próprio ginásio?

ALE: As narrações desde Buenos Aires ocorrem ao vivo na própria quadra. Nesta última edição da Liga Nacional tivemos três times de Buenos Aires porém deu para distribuir as narrações e ficar do lado de todos os clubes. Á medida que a Liga ia progredindo, viajamos fora Buenos Aires nas Semis e a Final. Nossas narrações acabaram saindo ao ar desde Mar del Plata, Córdoba, Santiago del Estero, Sunchales, Paraná (Entre Ríos) e assim que o cronograma era mais fraco, déramos um jeito e narramos até o TNA – Torneio Nacional de Ascenso – e a Liga B nas cidades de Rosario, Bragado e La Plata.

Nem sempre conseguíramos pois Argentina é um país com território muito amplo e o assunto financeiro as vezes é uma barreira. Felizmente as emissões tem sido atraentes para os nossos ouvintes e mais importante ainda eles acham que a nossa narração é cento por cento objetiva que trata-se de uma narração ao serviço dos clubes. Não enfiamos sempre para o mesmo clube, diferença com outras rádios que são «torcedoras» dos times da sua cidade. Os cordobeses concentram-se no Atenas, os marplatenses no Peñarol e Quilmes, os de Sunchales em Libertad e Unión, é lógico né?

Ser objetivo neste negócio do jornalismo pode acarrear comentários vários quanto a essa tal objetividade mas tentando ser objetivos sempre. No entretempo oferecemos um espaço para os clubes para que eles divulguem o que está acontecendo no basquete, sua atualidade financeira, o cunho social para que eles possam falar dos apoios financeiros que é importante sempre. Uma emissão que persegue um único grande objetivo, divulgar a Liga Nacional de Basquete.

P: Quanto aos teus próximos objetivos? Tornou-se escritor de livros? Está montando o livro dos 80 anos dos Sul-Americanos de Basquete masculino adulto de seleções?

ALE: Trata-se de um pedido da FIBA AMÉRICA. Eles estão á par que tenho muitos arquivos do histórico da seleção argentina e á partir das pesquisas feitas foram surgindo muitos dados do resto das seleções e dos torneios. Fiquei surpreso pelo tamanho dessa pasta lotada de história que tinha poupado e eles tinham vontade de montar um livro que mostrasse a história dos Torneios Sul-Americanos de Basquete que deram início em 1930 e que na próxima edição em 2010 vão comemorar 80 anos.

De todos os torneios que acontecem até hoje é o único que nunca acabou devendo uma edição desde o salto inicial, o mais antigo de todos no mundo inteiro.

Comecei trabalhar neste projeto faz dois anos e meio mas logo tive que colocar minha pesquisa na gaveta pois a minha tarefa na Liga Nacional foi muita e agora abri de que FIBA AMÉRICA faça o lançamento de mãos dadas com o início do próximo Sul-Americano, versão octogenária. Com o livro vamos tentar esclarecer o histórico deste torneio matusalêmico pois fora alguns países bem mais organizados neste negócio da história como Uruguai de jeito específico, o Brasil. No caso da Argentina, se você procura dados estadísticos dos jogos da seleção digo com orgulho, sou o único que dispõe essas informações. Acho que vai ser uma marcação importante no histórico do basquete procurando mostrar como ele nasceu em Sul-America e o decorrer nestes oitenta anos até hoje.

P: Porquê o Brasil com esse país-continente tem tido tanta dificuldade para conquistar canecos do jeito que acabou conquistando Argentina nos últimos anos?

ALE: Eles conseguiram serem destaques no mundo inteiro. De fato arvoraram canecos de Campeão nas Taças do Mundo e tem pódios nos Jogos Olímpicos. Acho que Argentina sem aquela força mas muito bem organizada quanto tem a ver com Diretorias além de capacitação dos treinadores conseguiu empatar e até ultrapassar essa melhor matéria-prima que eles tem pela própria população e até por dispor dessa raça negra que é um «tempero» sempre importante. Por enquanto, Argentina com uma organização bem melhor nos torneios internos e melhor qualidade dos treinadores acabaram sendo o Criador dos grandes jogadores que ultrapassaram o nível dos brasileiros.

Só nos últimos anos o Brasil começou trabalhar desse jeito e muito devagar os jogadores estão saindo pra fora da divisa alguns anos depois dos argentinos, que concorrem faz muito tempo nas melhores Ligas do mundo aprimorando a qualidade deles. Na hora que o Brasil arrume este assunto vai ser muito difícil concorrer com eles. Assim que o torneio interno for progredindo e os treinadores adquiram maior capacidade ainda, eles têm tudo para estourar com uma grande seleção no mundo todo. Eles têm matéria-prima que é fundamental.

P: Temos o Pré-Mundial em Porto Rico em Agosto? O anfitrião, Argentina e Brasil carimbaram o passaporte já? Está faltando só um?

ALE: Se a história dos últimos anos falasse mais alto, ela poderia dizer que esses três estão no Mundial e até pela própria tradição. Não gostei que mais uma vez Porto Rico sedeie um evento internacional. Eu sei, aqueles que têm possibilidades de organizar os eventos não tem condições, tudo bem, alguém tem que organizá-lo não é? Porto Rico sempre pede para organizar e mesmo que eles não têm aquele timaço é um dos candidatos. Brasil que pifou nas últimas classificatórias aos grandes eventos do basquete mundial, acho que desta vez não vai ficar fora do Mundial. Meu sentimento quanto á República Dominicana é positivo para este evento.

Os regulamentos que esticam-se para cá ou para lá fazem que dominicanos e porto-riquenses que nunca na vida fizeram pouso no território desses países tornam-se da gema porque sempre surge um tio, um avô, um cunhado ou vizinho que permitem vestir a camisa desses países. Então torna-se difícil com rival...alguns destaques importantes apareceram para este evento...quanto aos dominicanos, o Francisco García que é NBA, o Trevor Arisa que quase com certeza vão naturalizá-lo.

Aliás o treinador é Julio Toro que é um grande destaque do lado da quadra. Também acho que Uruguai merece respeito, está aí perto sempre mas nunca concretizou até hoje; alguns jogadores têm madurecido bastante, um time com Martín Osimani, Leandro García Morales, Mauricio Aguiar e Esteban Batista da para respeitar pois nos últimos seis eventos desde 2005 nos Pré-Mundiais e Pré-Olímpicos mostrou que não ia vestir-se como Cinderela mesmo não tendo atingido o alvo inicial da classificação. Esses quatro são muito bons e na hora que apareça mais algum esticando a turma acho que vai ter sua chance.

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu – Uruguai