Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Jorge «Traça» Da Silva na procura do Unicaço, do Bi e das Semis da Libertadores

Jogador da última seleção uruguaia Campeã Sul-Americana Sub-20 em Equador 1981, primeiro «Pichichi» uruguaio na Espanha, treinador campeão uruguaio com o Defensor Sporting 2008 e vai na procura do Bi-Campeonato uruguaio e mais uma façanha perante o Estudiantes na Libertadores no Estádio Único da cidade de La Plata.

PRAVDA: Chuta o CV como jogador e treinador?

TRAÇA: Na era jogador, comecei aqui no Defensor em 1980, logo foi a vez do Valladolid da Espanha em 1982; em 1985 fui para o Atlético de Madrid ficando dois anos; de 1987 até 1989 no River Plate argentino, daí para Colômbia no América de Cali ficando até 1995. Nesse ano 1995 tive apenas 5 meses no Millonarios da Colômbia e voltei para Uruguai no Defensor Sporting em 1998 até me «aposentar». Em 1999 deu início minha era treinador também no Defensor Sporting nas Categorias de Base; em 2000 sou o treinador do Liverpool de Montevidéu; 2001 até 2003, na Associação Uruguaia de Futebol, como treinador adito do Víctor Pua na seleção adulta até a Taça do Mundo Coréia-Japão 2002 e daí para frente como treinador e Coordenador Geral de todas as seleções uruguaias fora á adulta. De 2005 para frente mais uma vez no Defensor Sporting até hoje.

PRAVDA: Sendo ainda novo naquele Defensor (hoje Defensor Sporting) compartilhou a concentração com campeões do mundo como Pablo Forlan e Heber Mastrángelo mesmo que no trecho final da carreira profissional. O que conseguiu absorver deles como jogador?

TRAÇA: Foi muito importante para mim. Era muito novo ainda mas ter tido a possibilidade de participar de uma turma com jogadores com muita experiência e qualidade como Pablo, como Heber, fora que ele ficou muito pouco tempo conosco, foi extremamente importante para nós aquele apoio que eles nos deram em tudo quanto tinha a ver com o ambiente esportivo e profissional mas acho bem mais importante o apoio humano. Todos aqueles jogadores mais novos tivemos um bom início e poderia ter sido por causa daqueles conselhos desses veteranos.

PRAVDA: De jeito específico, o que é Pablo Forlan para você, que para os torcedores são-paulinos é um herói.

TRAÇA: Me lembro e saliento agora a qualidade humana do Pablo, um cara incrível, muito simples. Na hora que nós começáramos, ele estava muito perto de pendurar as chuteiras e mostrou que tratava-se de uma pessoal extremamente legal, humilde e simples tentando oferecer nem só a contribuição em campo senão fora dos limites sendo uma espelho importante para os mais novinhos da turma.

PRAVDA: Maracanã 1950 – Uruguai Campeão do Mundo...na Alemanha 1954 fala-se que Uruguai ficou quarto mas teve ainda melhor time do que no Brasil 1950. Essa seleção júnior que você fez parte, fala-se que foi a melhor de todas ficando fora das Quartas da Taça do Mundo perante a Romênia em um jogo inesquecível.

TRAÇA: Vamos ver, acho que ninguém gosta salientar os times dos quais tomou parte mas todos aqueles que conhecem de futebol e vieram as seleções uruguaias de base Campeãs Sul-Americanas confirmam que a nossa geração foi um grande time. Ficamos sem conquistar nosso alvo de Campeão do Mundo acho que tendo grande chance pois para mim foi mesmo um timaço.Foi nossa a vitória perante o Qatar com jogadores do plantão que vestiram-se de titulares e tendo ganho nossa vaga nas fase seguinte com antecedência. Logo Qatar ia ser Vice-Campeão do Mundo. Foi uma injustiça, tenha certeza!! Uma tarde terrível perante a Romênia fez que Uruguai ficasse fora dessa Taça do Mundo.

PRAVDA: Após a sua geração, as seleção uruguaia de base não conseguiram arvorar mais um caneco de Campeão Sul-Americano. Porquê?

TRAÇA: Nem sei, inúmeras razões eu acho. Jogadores continuam surgindo e trabalha-se bem nas categorias de base mas os nossos rivais tem progredido bastante, tudo mundo trabalha de jeito organizado. As seleções de Argentina e Brasil, começam trabalhar com moleques de treze e quatorze anos, então na hora que esses jogadores alcançam a geração Sub-20 tem muitas partidas jogadas no decorrer de seis ou sete anos. Porém, nos acabamos sendo rivais desses jogadores com grande experiência. Mas nas últimas participações Uruguai ficou bem mais perto de atingir o objetivo, acabou de classificar para as próximas Taças do Mundo Sub-17 e Sub-20, negócio que só o Uruguai e Brasil conseguiram em Sul-America. Acredito que daqui a poucos anos Uruguai vai conseguir tirar foto de Campeão Sul-Americano mais uma vez.

PRAVDA: Foi parte da turma uruguaia no México 1986. Segundo um famoso jornalista colombiano, tratava-se de uma grande trilha sonora sem maestro regendo-a?

TRAÇA: Essa turma tinha grandes jogadores que na hora que o funcionamento individual ia além do individual, tratava-se de um time importante. Nada deu certinho. Tudo foi muito mal feito e isso fez que acontecesse que uma seleção que tinha possibilidades de conquistar objetivos importantes deixasse passar uma grande oportunidade. Acho que a grande raiva de todos aqueles que fomos parte daquele time foi não ter aproveitado essa grande chance. Mas foi uma seleção com jogadores fora de padrão, em momentos incríveis e jogando na Europa. Na minha opinião, foi uma pena não ter aproveitado essa oportunidade para dar um mergulho na história do futebol uruguaio moderno.

PRAVDA: Quanto acabou «contribuindo» o árbitro francês Joel Quiniou tendo expulso o José «Charlie» Batista no primeiro minuto do jogo perante á Escócia?

TRAÇA: Foram inúmeras razões mais uma vez. Não da para assinalar ninguém com o dedo indicador. O início já foi errado. Ficamos um mês inteiro na Colômbia com antecedência ao Mundial de México. Logo um roteiro na Europa com vinte e tantos dias corroendo bastante e até com problemas dentro da delegação. Embora, acho que jogar a culpa do fracasso dessa seleção acima de alguém é mais uma injustiça.

PRAVDA: A cada vez mais o marketing esportivo reflete-se de jeito ímpar nos cabeçalhos da imprensa. O Diego Forlan acabou de conquistar o segundo caneco de «Pichichi» na Espanha. O que acha o primeiro «Pichichi» uruguaio da história com o Valladolid?

TRAÇA: Isso...foi no Valladolid. O mundo do futebol mudou um bocado, você sabe né? Só agora na hora que o Diego conquistou o seu em 2009, comecei valorizar o meu. Juro que não sabia que tinha sido o primeiro uruguaio em tê-lo conquistado. Sendo jogador ainda, não se percebe o tamanho das nossas conquistas. Fiquei muito feliz que o Diego tivesse alcançado o «Pichichi» nesta última versão da Liga da Espanha; ele é um grande jogador, melhor profissional ainda, tive o privilégio de trabalhar com ele na Taça do Mundo Coréia-Japão 2002 e mostrou sua qualidade, o carimbo de profissional até ficando no aguardo da oportunidade no plantão. Trabalhou á toa tentando aprimorar o rendimento dele a cada dia. Porém acho que ele merece tê-lo ganho pois está em uma cume como jogador.No meu caso, aquele «Pichichi» foi uma grande vitória para mim, em uma época que não era fácil pois os times tinham dois estrangeiro só. No Valladolid, foram dezessete gols sem ter chutado pênaltis. Para mim acabou sendo muito importante.

PRAVDA: Com apenas 16 anos e amante do futebol, ter a Taça do Mundo na Argentina 1978 tão perto assim e que Uruguai não participasse perdendo a vaga perante aquelas Bolívia e Venezuela, não foi um choque mesmo?

TRAÇA: Com certeza, foi a Taça do Mundo como sede mais próxima do Uruguai. Ter participado mínimo como torcedor nas arquibancadas dos estádios!!. Eu já tinha começado minha carreira de futebolista, quase como profissional e infelizmente ficamos sem assistir aos jogos da nossa seleção em uma Taça do Mundo. Por incrível que pareça, oito anos depois tive a chance de jogar um Mundial e esse gole amaro acabou sendo uma lembrança apenas.

PRAVDA: Após o sucesso como treinador ano passado com o Defensor Sporting foi cativado por uma proposta dos colombianos para treinar o «time do peito» lá. O que aconteceu que ficou aqui até com certeza tendo perdido uma verba interessante?

TRAÇA: Sem dúvida, foram propostas atraentes mas fora isso aquele grandíssimo orgulho de ter deixado uma imagem ótima na Colômbia vestindo a camisa de jogador e mais importante ainda como pessoa. No decorrer dos últimos dois anos houve sete times colombianos que quiseram que eu ficasse como treinador. Infelizmente o futebol colombiano e uruguaio não andam por faixas paralelas á mesma velocidade. No caso específico do Independiente Medellín faz uns vinte dias acabou não se concretizado pois o Defensor Sporting está encerrando o torneio, concorrendo pelo caneco de Campeão e não posso deixar o time sem treinador. Tenha certeza que a proposta foi extremamente cativante mas valorizo o tratamento que me deram sempre neste clube. Tenho contrato assinado com o Defensor Sporting até 30 de Junho mas não gosto de ingratidão. Estreei e «aposentei» como jogador aqui neste clube, logo veio minha estréia com o uniforme de treinador. Trata-se da minha casa e nesta fase final do torneio, achei que não ia ser ético decepcionar todos aqueles que confiaram na gente. Também acredito que vamos ter mais alguma proposta da Colômbia pois é um país que eu adoro pois me deram um tratamento inesquecível sempre. Além do dia 30 de Junho, caso houver mais uma proposta, vou aceitá-la. Foram quatro anos no Defensor Sporting, conquistando títulos, reconhecimento internacional que para o clube foi muito bom tendo participado da Libertadores e Sul-Americana sempre, concretizando passes de jogadores para times muito importantes do mundo, temos atingido alvos ótimos e muito altos. Agora acho que é a hora da gente procurar melhorar como profissional e até a conta-corrente. A carreira do treinador é assim e temos que aproveitar os momentos de sucesso.

PRAVDA: Em 2007 o Defensor Sporting acabou atingindo a quinta vaga nas Taças Sul-Americana e Libertadores. Acabou dando o «Bomboneraço» faz um mês, vai dar o «Únicaço» agora?

TRAÇA: Tomara, meu, tomara (fala sorridente o Traça). Não e tarefa simples para nós. Não foi simples vencer o Boca Juniors no Estádio «La Bombonera», porém ainda temos muita confiança que da para acreditar em dar uma virada nesse 0 x 1 mas o Estudiantes é um grande time, que planeja a faz tudo muito bem, com um grande treinador como é o Alejandro Sabella que organiza tudo de jeito ótimo mas quanto á futebol tem a ver não existem missões impossíveis e do jeito que falamos em essa oportunidade na prévia do jogo com o Boca Jrs., ainda é possível e vamos brigar pela vaga nas Semis desta Libertadores 2009.

PRAVDA: Como foram os confrontos perante os brasileiros. O estilo de jogo dos paulistas incomoda bem mais que os cariocas ou gaúchos?

TRAÇA: Os times brasileiros são difíceis sempre bem mais assim que a última das duas partidas iam acontecer no Brasil pois o Defensor Sporting ficou na penúltima vaga das dezesseis do primeiro turno da Libertadores. Aconteceu em 2007 quanto tivemos o Mengo e o Grêmio na frente, com jogo bonito, jogadores muito bons. Agora acho que o Cruzeiro é muito bom, Grêmio também tem um equipe muito bom, São Paulo já é um time com experiência e acho que qualquer um deles que alcance a final, pois quase com certeza algum destes três times brasileiros vai alcançar a final, vai ser justo pois trata-se de bons equipes.

PRAVDA: Desta vez com o brasileiro Marcus «Nasa» Garcia sendo parte do equipe. Foi se adaptando bem?

TRAÇA: Marco chegou acima do «apito» de início do Torneio mas trata-se de um jogador diferente e rápido. Temos que levar em consideração que o nosso time começou jogando bem, continuou progredindo na Libertadores e no Torneio Uruguaio e dar um mergulho na escalação titular na hora que tudo da certinho é difícil. Não foi só o Marcos que acabou tendo dificuldade para fazer parte dos onze titulares. Tenha certeza que trata-se de um jogador com grande qualidade e tem contribuído muito com o time.

PRAVDA: Tentando conquistar uma das quatro vagas da Semis, o pivô Juan Sebastián Verón precisa ser obstruído o tempo todo?

TRAÇA: É difícil imaginar uma marca pessoal. É um jogador que não fica aparafusado em uma parte do gramado, ele está em movimento constante, ajuda a conter o evoluir do rival, faz parte da artilharia do ataque, anda pelo campo todo e é um desses jogadores que não têm muitos neste futebol de hoje. Por enquanto, acho difícil que possa lhe colocar um jogador quase grudado pois pode imaginá-lo ajudando na grande área do Estudiantes e quinze segundos depois galgando na área rival.

PRAVDA: Primeira vitória de um time uruguaio em 50 anos da Libertadores no Estádio «La Bombonera». Planejou o jogo assim desse jeito? Ouve gozação especial por ter jogado no River Plate argentino?

TRAÇA: De jeito nenhum, ter jogado em River Plate não foi nada especial para mim neste jogo como treinador do Defensor Sporting perante o Boca Juniors. Sabia o que representa o Estádio «La Bombonera», o que representa jogar perante o anfitrião lá dentro, onde não tinha time uruguaio que tivesse tido o privilégio de ganhar um jogo só nas cinqüenta edições da Libertadores, com o acréscimo que o Boca Jrs não perdia nos últimos seis anos mas não foi gozado por ter jogado no River, gozei demais pela conquista, pelo rendimento incrível dos jogadores, pela qualidade que acabaram mostrando em campo, pois não refletiu de jeito negativo ter pulado nesse gramado e além disso pelo resultado histórico conquistado. Só isso!! Quanto ao planejamento foi assim desse jeito mas os responsáveis de ter concretizado aquilo que planejamos foram os jogadores

PRAVDA: Uruguai 0 x Brasil 4. O que aconteceu? Foi tanta vantagem? A diferença foi o Júlio César e o Sebastian Viera?

TRAÇA: Nem sei se o guardião foi a tal diferença mas concordo que houve um grande erro do Viera que foi marcação no jogo pois até o instante do segundo gol do Brasil no minuto trinta e tanto, Brasil não tinha chutado na cidadela uruguaia fora o chute de Daniel Alves que infelizmente acabou furando a nossa rede. Aliás, o Uruguai tinha gerado três ou quatro chances claras que não se concretizaram e o futebol é assim desse jeito, o negócio não é merecer senão concretizar. Quem não da, leva. Brasil concretizou duas chances, logo após o 0 x 2 na segunda metade, o Brasil jogou descontraído, Uruguai entrou em uma fase de desespero e até poderiam ter feito mais algum gol. Acho que o Uruguai teria que ter diminuído a diferença pois teve muitas chances para isso mas encontrou um grande goleiro fazendo grandes defesas que impediu que Uruguai conseguisse gols. No balanço final, acho que o resultado foi muito amplo.

PRAVDA: Treinador precisa dar uma analisada sempre e bem mais se levarmos em consideração que caso progredir nas Semis, o rival vai ser o vencedor do jogo Nacional x Palmeiras. O tricolor uruguaio ou o verdão?

TRAÇA: Acho que o Nacional acabou trazendo um resultado muito bom no bolso para Montevidéu e fora isso está jogando muito bem na Libertadores, os engrenagens estão funcionando de jeito enxuto, muito concentrado no alvo. Acho que Nacional candidatou-se para progredir nas Semis e respeitando o Palmeiras, dos times brasileiros que participam da Taça acho que é o mais fraco.

PRAVDA: Brasil, Paraguai, Chile e Argentina carimbaram o passaporte para África do Sul 2010? Uruguai concorre pela repescagem com o Equador, será que Argentina não acaba sofrendo?

TRAÇA: São muitos os que vão sofrer para concretizar essa classificação para África do Sul 2010. É lógico que alguns ultrapassaram a barreira desse sofrimento já e vai ser muito difícil vê-los fora da tabelinha de seleções classificadas na próxima Taça do Mundo. Acho que vão classificar, o Brasil, o Chile pelo esforço feito no último trecho e o próprio Paraguai que três rodadas atrás ia na vanguarda da tabela e agora não está tão descontraído assim pois está apenas quatro pontos por cima do quinto. Fora que Argentina não jogou um futebol virtuoso acho que também vai fazer parte dessas quatro seleções Sul-Americanas classificadas, pois trata-se da Argentina. Todos ainda têm jogos difíceis e esta classificatória é muito difícil analisá-la quanto ao rendimento pois jogam-se duasrodadas e logo voltam no palco mais dois meses na frente, ninguém sabe o pode acontecer nesse período de tempo, o agir dos jogadores em campo. De jeito específico, Uruguai, antes destes dois últimos jogos perante o Brasil e a Venezuela, tinha jogado muito bem vencendo o Paraguai e empatando com os chilenos em Santiago, que teríamos que ter ganho e alguns meses depois um outro cenário, outros rivais e a avaliação quanto aos resultados foi muito negativa. Então, o que poderia acontecer em Setembro nas próximas duas rodadas. Fica claro que entramos no trecho final da Classificatória e cada ponto é muito importante e pesa mesmo.

PRAVDA: O Torneio Uruguaio continua sendo o grande objetivo neste 2009 fora que a Libertadores ainda está seduzindo-o?

TRAÇA: Sempre disse que a Libertadores foi feita para times poderosos, as estadísticas falam mais alto e avaliam meu olhar quanto ao assunto. Na hora que alguém fala que o time colombiano Once Caldas a conquistou, posso dizer que conheço o futebol colombiano muito bem, sei que o Once Caldas não é um desses timaços do futebol colombiano mas tem o apoio de uma cidade inteira como população acima das 500 mil pessoas, um estádio localizado em uma altura de 2400-2660 metros e fica difícil vencê-lo em casa e tudo isso fez que o time fosse forte, obtendo o caneco com justiça. Defensor Sporting não tem essa grande torcida, além do apoio que deu o povo uruguaio, torcedor de outros times mas não é um time histórico, nem poderoso na política, aliás, temos conversado desse assunto com os jogadores, acho que temos muitas chances de concorrer com sucesso no ambiente local, carimbando mais uma vez o livro da história do futebol uruguaio por conta do Defensor Sporting, obtendo um Bi-Campeonato, que só os grandões conquistaram até hoje e dando mais uma virada na história. Está faltando brigar com o Nacional pelo caneco mas ficamos perto da realidade, fora que vamos ter que conquistar o caneco pois ainda não está nas nossas vitrines.

PRAVDA: O Leandro «Lele» Cabrera é o filho de um dos treinadores aditos do Defensor Sporting, Sergio Cabrera. Foi um desafio mesmo colocá-lo na escalação titular perante o Boca?

TRAÇA: Nada, ele já tinha jogado perante o São Paulo no Morumbi; ano retrasado, tendo completado dezessete foi parte do time principal do clube no Torneio Uruguaio, trata-se de um jogador de classe, com raça fora a idade, é rápido, alto, é bom no jogo aéreo, não é teimoso e é bem mais marcador que o Sebastián Ariosa que é o titular que sobe muito bem pela faixa esquerda mas na defesa não da um jeito como o caso do Leandro. O fato que ele seja o filho do treinador adito, não me incomoda, todos sabem o meu sentimento na hora de dar a escalação titular pois vão pular no gramado aqueles que eu acho, estejam melhor na hora desse jogo. Ele faz parte da turma e fui eu que o trouxe das categorias de base para o time adulto. Fiquei feliz por ele, pois o conheço desde criança e sabia que o jogo não era fácil mas também sabia que ele não é teimoso, joga muito bem na seleção Sub-20 com mais dois anos na frente na categoria, ou seja, ele mostra ter qualidade e não fico apavorado na hora de jogar em campo ele por causa de ser muito novo. O Tabaré Viudes estreou com dezessete no clube e agora está no Milão, o Martín «Careca» Cáceres estreou com dezoito e agora está neste Barça Campeão de tudo. São desafios maravilhosos que a gente escolhe mas convencido que também tem possibilidades de ter sucesso com a escolha feita.

Gustavo Espiñeira

Correspondente PRAVDA.ru

Montevidéu – Uruguai