Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Biguá Campeão da Liga Uruguaia de Basquete 2007-2008

Em vôo raso o “Pato” arrasou o maná dos “judéus” uruguaios. Biguá (Campeão) e Hebraica Macabi (Vice) conseguiram as duas vagas uruguaias para a próxima Liga Sul-Americana 2009.

Na música, “Gato com pato” quer dizer: Cravo e Canela, por enquanto, no basquete “Pato com Caneco” é sinônimo de Campeão da LUB 2007-2008.

No começo deste ano o Comité organizador da LUB escolheu o nome do troféu para o 2007-2008: Bartolomé “Tito” Colom sendo que foi um dos maiores lutadores desde a Federação Uruguaia de Basquete tendo sempre como alvo o progredir deste esporte que amou tanto quanto seu time do peito, Biguá.

Alguns anos atrás o clube entrou em um aparente declínio deixando o basquete morrer até que alguns seguraram a barra e lembraram-se de uma música incrível fazendo-os refletir e multiplicar o esforço:

Não deixe o Samba morrer, não deixe o Samba acabaaaaar…

A nova era deu início com uma turma de moleques que conseguiram atrapalhar o Paysandú que tinha tirado crachá de Campeão…isso foi apenas o começo e dava para imaginar um futuro bem melhor.

Ano retrasado, o time bem “montado” alcançou a Final perante Malvín sem atingir o alvo e sem o melhor jogador do basquete uruguaio (Leandro García Morales) na quadra.

Após dessa dor, a torcida e diretoria acreditaram que essa tinha sido uma ótima pré-estréia de olho na conquista desta LUB 2007-2008.

Nessas faixas que a torcida leva a cada jogo tentando aumentar o astral dos jogadores do time e procurando que o rivais saibam da história do clube, Biguá mostraba as suas: Campeão Federal Uruguaio 1988, 1989 e 1993 além de Campeão Sul-Americano 1992.

Mauro Mas, jornalista esportivo da Rádio Sport 890 e do programa da tevé “Punto Penal” de Canal 10 foi mais uma torcedor do lado dos reservas do Biguá na última das três partidas, pulando, suando e gritando os epicínios que a torcida dava início desde a arquibancada assim que esticava a vantagem para o “Pato” ou na hora que os grandões do “Azul” afundavam a bola na argola ou na pior hipótese quando os cestinhas arremessavam de três pontos com sucesso.

Marcelo Galicchio – O Rey das Estadísticas do basquete é tão grande assim que no decorrer desta LUB foi apoio de todos os jornalistas amadores desde esporte além do Canal VTV (cabo) pertencente á Tenfield que é proprietária das emissões do basquete, futebol, ciclismo e carnaval uruguaio.

As vitórias sustentaram-se sempre nessas turmas fortes e desta vez os ianques do time são membros mesmo da família do “Pato”, percebendo-se como poucas oportunidades tem acontecido no histórico do basquete uruguaio.

Desde o ano 1979 quando o Joe Bruce Mac Coll foi o primeiro ianque em ter feito pouso neste basquete vestindo a camisa “14” do Peñarol, a grande maioria dos jogadores vindos de fora Uruguai, aterrizam nestas quadras tendo como único alvo colocar a grana no bolso a cada mês e continuar a carreira esportiva em um outro país.

Uruguai foi sempre o primeiro degrau de uma escada esportiva para todos aqueles jogadores norte-americanos que davam o primeiro pulo fora dos EUA.

Só alguns como o caso do panamenho Adolfo “Fito” Medrick, e os norte-americanos Jeffrey Granger e Trelonie Owens decidiram ficar no país pela acolhida que as próprias torcidas e o povo uruguaio todo deram desde o começo, vestindo todos eles a camisa “celeste” inúmeras oportunidades.

Quanto tem a ver com os estrangeiros do “Pato”, a cada instante encontram-se os dois jogadores apoiando seus colegas vindos do banco mesmo tendo que sair da quadra, percebendo-se que isso acontece de um jeito sincero.

Mark Bortz é o gigante “caucásico”, absolutamente raspado e com faixa na cabeça tentando deter o suor que as partidas vão gerando e as sobrancelhas e os cílios das pálpebras juntos não iam conseguir por sí próprios.

Nas partidas finais ele ganhou uma faixa na arquibancada que fala mais alto quanto ao sentimento da torcida ou mínimo de alguma “gata” torcedora:

Bortz, I love you.

O Kevin Young, é o outro gringo grandão desta vez negro que adora afundar a bola na cesta rival é assim que consegue, comemora de cara fechada e do jeito que nem o King Kong segurado daquele aranha-céu de Nova Iorque protegindo a loira que sustentava na palma da mão.

Só está faltando imaginá-lo batendo uma e mil vezes os punhos em alternância no peito…mesmo que da pra tremer !!!

Uma cerimônia na própria cerimônia após a conquista do caneco é ficar com as duas redes no bolso do time Campeão pois nelas mais nenhum jogador vai colocar a bola dentro.

No caso do Biguá as duas bundas que apoiaram-se nas duas argolas (uma em cada) na procura desse prêmio foram do Juan José “Sapo” Rovira (a boca fez seu trabalho na hora de imaginar o apelido e o capitão Martin “urso” Osimani, apelido ganho pela semalhança do sobrenome, OSIMANI com a palavra “OSO” em português: URSO).

Se está querendo conhecer bem mais do Campeão, dá um mergulho na “piscina virtual” do “Pato”:

www.biguabasket.com

Quanto as três finais foram perante o time dos “Judéus” uruguaios, o Hebraica Macabi.

1ª partida – Biguá 90 x Hebraica Macabi 58

2ª partida – Biguá 86 x Hebraica Macabi 70

3ª partida –Biguá 95 x Hebraica Macabi 77

As três aconteceram no Palácio Cr. Gastón Güelfi bem mais conhecido como o Palácio Peñarol que localiza-se no bairro Cordón da capital uruguaia com lotação para unas 7 mil pessoas e que aquele Monte Líbano que tinha jogadores como Cadum e Hélio Rubens pissaram o parquê deste Estádio Espotivo naquele Sul-Americano de Clubes de 1982, junto com o Obras Sanitarias e Ferro Carril Oeste da Argentina e Peñarol, anfitrião e Campeão.

O Palácio é hóspede de inúmeros eventos, nem só esportivos.

A cada maio e no decorrer de algunas anos tambem foi “Dancetaria” da mão do disc-jóquei Abel Duarte que com 24 anos na Rádio Oriental continua mantendo no ar o Programa “Musicalísimo” que faz alguns anos foi planejado de olho na molecada e agora acabou mudando a faixa de idade dos “fregueses” atingindo “idosos”.

Mesmo que pareça incrível o Palácio também foi sede das comemorações do níver “15” de uma das filhas do ex jogador de futebol do Oriental de Rivera, Montevideo Wanderers e Peñarol, Pablo Javier Bengoechea Dutra ( 42 anos e homem da divisa uruguaio-brasileira) quem pelo amor pela camisa auri-negra, acabou organizando o festejo daquela data marcante na vida de uma das filhas nesse “ícone” do esporte.

Inúmeros músicos também passaram pelo cenário do Palácio mas um dos eventos destaque no mundo inteiro que hospedaram-se lá foi o “Holiday on Ice”, esse que completou sempre as arquibancadas a cada sessão.

As eleições do Club Atlético Peñarol (que tem a sede no mesmo prédio) acontecem sempre na quadra do Palácio, instalando alguns “quiosques”de madeira para que os sócios votem no candidado desejado sem curiosos por perto.

Do jeito que o tal Palácio recebeu instantes de felicidade extrema como o que aconteceu com Biguá na segunda retrasada, também houve dos outros, pois grandes jogadores ou pessoas envolvidas com o Peñarol foram “despedidas” pela torcida rumo ao Cemitério, porém também houve velórios.

Aos domingos cedinho de manhã e até após meio-dia o Palácio Peñarol fica contornado pelos curiosos turistas que percorrem a famosa Feira de Tristán Narvaja (nome duma rua do bairro), que asemelha-se muito da ainda mais famosa madrilenha do “Rastro”.

Essa feira começou tendo o eixo nessa rua Tristán Narvaja (antiga Yaro) aonde as casas abriam suas portas tentando cativar turistas vendendo peças muito valiosas e super antigas que maioria de estrangeiros compram e levam como lembrança para casa ou na pior hipótese logo mostram nas Feiras deste segmento do Primeiro Mundo.

Faz tempo que muitas camarinhas “uruguaias” poupam imagens que com certeza muitos estrangeiros com muita verba fora Uruguai recebem e logo compram as tais peças dependendo do preço que possam conseguir nessa “briga” com o vendedor.

Mas nessa feira não encontram-se apenas peças valiosas sinão até uma cueca ou calcinha usada “ à venda” que em alguma época poderiam ter sido valiosas para o proprietário mas só para ele.

Dando um pulo até o requintado bairro de Villa Biarritz, a “residência” do Biguá é bom lembrar uma partida do Pato no decênio de 1970 perante mais um time judéu que hoje não existe, o CISU (Coletividade Israelense Sionista Uruguaia), na hora que a quadra era bem pequenininha com apenas alguns degraus dando uma de “arquibancada”, uma “petit” churrascaría atrás de um dos “cristais de madeira”, sem teto e do lado da piscina que nada tem a ver com o ginásio de hoje.

Uma grande feira popular acontece aos sábados á partir das dez da manhã até ás 16 h aonde vendem-se nem só batatas, melancias e queijos sinão que um quarteirão bem mais para o lado da orla, montam-se barracos (alguns desses muito chiques) vestindo-se de “lojas” dessas que encontram-se nos Shopping Center e vendem-as melhores logo-marcas.

O “Coco” Brause, Favio Ottonello, Feijó, Suárez, Camilo Castro, Fito Medrick, Herman Haller, Enrique Cattivelli foram talvez o primeiro degrau para ter hoje a Primeira LUB.

O 5 de Fevereiro de 2007 com camisa azul e tendo como logo-marca uma “Gaivota” foi o Malvín o time que acabou atingindo o caneco da LUB 2006-2007 até que na segunda 10 de Março de 2008 o Campeão também com camisa azul, mudou de bairro e a “Gaivota” pelo “Pato” que é a logo-marca do clube Biguá.

Não seja «PATO» fique longe do cigarro mas também das partidas pouco atraentes, assista aos jogos do Biguá que foi o destaque desta LUB 2007-2008.

Neste negócio de obter bons resultados é extremamente importante manter a coluna vertebral se for possível no decorrer de muitos anos sendo que fora os dois ianques e o Omar Galeano (vindo no DRAFT do Olímpia, jogou Liga Sul-Americana 2007 perante o Franca) a turma toda nasceu no Biguá desde as categorías de base.

Na reserva com a difícil tarefa de treinador de um time que nem sempre agüenta pessoal vindo de fora do coração do clube, a escolha da diretoria caiu acima do Marcelo Signorelli, filho do reconhecido jornalista esportivo, o “surdo” Américo Signorelli.

Na hora de salientar o trabalho dos treinadores, a grande maioria desta turma do Bigua Campeão passaram pelas mãos do Alejandro Gava que tem como especialidade, o ensino deste esporte maravilhoso aos moleques.

Voltando ao assunto Signorelli, o Marcelo nasceu como jogador no Clube Neptuno da CidadeVelha montevideana, compartilhando treinos com os últimos “Olímpicos” uruguaios Wilfredo “Fefo” Ruiz e Horacio “Gato” Perdono.

Nunca foi um grande jogador mas esperto e tanto na hora que ainda “mocinho” pendurou as basqueteiras percebendo que o negócio dele no basquete ia ficar do lado da quadra contribuindo com seu time com uniforme carimbado como “treinador” nas costas. Antes de ficar na frente do Biguá teve sua chance na Itália.

O recorde deste ano 2007-2008 foram 36 partidas ganhas, tendo perdido apenas 9 sendo que muitas dessas numa fase do torneio que o time conseguiu-se descontrair pois sua vaga nas próximas fases tinha sido garantida.

Um conhecido dos brasileiros das seleções uruguaias nas categorías de base como treinador é o Alejandro “Galego” Alvarez que do lado do Marcelo Signorelli termo-moldaram o time dando forma definitiva de Campeão.

Conheça a dúzia de CAMPEÕES azuis !!!

4 – Kevin Young

5 – Joaquin Osimani

6 – Martin Montes

7 – Omar Galeano

8 – Juan Cambón

10 – Leandro García Morales

11 – Martin Osimani

12 – Guillermo Nathan

14 – Juan José Rovira

15 – Rodrigo Carvidón

33 – Gonzalo Meira

42 – Mark Bortz

Treinador: Marcelo Signorelli

Treinador Adito: Alejandro “Galego” Alvarez.

Fora que o facho de luz focaliza-se acima do grande Campeão e levando em consideração que Hebraica Macabi também vai participar representando o Uruguai na próxima Liga Sul-Americana, confira agora os jogadores do Vice Campeão uruguaio.

1 – Letheal Cook

3 – Grady Reynolds

4 – Nicolás Barrera

6 – Adrián Bertolini

9 – Federico Haller

10 – Pablo Morales

13 – Alejandro Pérez

14 – Renzo Rava

21 – Enrique Elhordoy

25 – Gustavo Barrera

31 – Sebastián Muñoz

41 – Jorge Trindade

Treinador: Miguel Volcan

Mas essa foi a hora do Biguá Campeão que recebeu os três grandes canecos no cenário do Palácio Peñarol assim que os telões abriram-se quase em paralelo com apito dos três árbitros FIBA, Héctor Uslenghi, Carlos Gómez e o advogado Gabriel Baum.

A festa aconteceu em um dos maiores cenários montevideanos só que desta vez jogou ás ocultas com o basquete, surprendendo os assistentes em um abrir e fechar de olhos.

Assim que a partida acabou, dava início a festa sem fim dos “Patos” de Villa Biarritz.

Do jeito que sempre se faz, o PRAVDA agradece a Diretoria da Federação Uruguaia de Basquete e da Liga Uruguaia de Basquete pelo crachá de Jornalista Esportivo que assinaram no início do 2007 fazendo possível esta e outras matérias.

Correspondente PRAVDA.ru

Gustavo Espiñeira

Montevidéu – Uruguai