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Brasil: Pesquisa Industrial Mensal Produção Física

06.06.2006
 
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elétrica (28,7%) e para uso misto (5,0%) mantiveram crescimento expressivo. O resultado de bens intermediários (-1,7%) foi negativamente pressionado pelo comportamento de insumos industriais elaborados (-2,4%); peças e acessórios para equipamento de transporte industrial (-5,6%); e alimentos e bebidas elaborados para indústria (-11,5%). Ressalta-se ainda a queda observada em insumos para construção civil (-1,7%), que interrompe cinco meses de taxas positivas nesse indicador, além do recuo no subsetor de embalagens (-2,2%). A taxa de –2,5% registrada pelo segmento de bens de consumo semi duráveis e não-duráveis foi a mais negativa entre as categorias e teve a influencia de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-4,1%) e outros produtos semi e não-duráveis (-10,1%), com destaque, respectivamente, para os itens carne de aves e calçados de couro. O único impacto positivo veio de carburantes (9,6%), determinado pelo incremento tanto em álcool (20,8%) como em gasolina (7,8%).

Indicador acumulado para os quatro primeiros meses cresceu 2,9%

O crescimento de 2,9% no indicador acumulado nos quatro primeiros meses do ano, contra igual período de 2005, atingiu dezoito setores e as quatro categorias de uso. No corte por atividades, a liderança permaneceu com máquinas para escritório e equipamentos de informática (63,2%), devido ao avanço na produção de computadores e seus periféricos. Vale ainda destacar os resultados de extrativa (10,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (16,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (15,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (5,0%). Por outro lado, alimentos (-1,2%) e madeira (-8,1%) exerceram as principais pressões negativas.

A análise do indicador acumulado no ano, a partir dos índices por categorias de uso, mostrou que bens de consumo duráveis (10,9%) apresentou a taxa mais elevada vindo, em seguida, bens de capital (6,7%), ambos com desempenhos acima da média nacional (2,9%). O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis cresceu 2,4% e o de bens intermediários, 1,6%.

Em síntese, a atividade industrial manteve em abril um quadro de estabilidade. A queda de 1,9% em abril 06/abril 05 deve ser relativizada, uma vez que há uma diferença de número de dias trabalhados; para essa mesma comparação, a série ajustada sazonalmente apontou crescimento de 2,5%. Avaliando-se os índices por quadrimestre, observa-se nesses primeiros quatro meses do ano, frente a igual período de 2005, que a indústria assinalou aumento de 2,9%, interrompendo a trajetória de desaceleração presente desde o terceiro quadrimestre de 2004.

Ricardo Bergamini
( 48) 4009-2091
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