Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

O problema ético dos judeus de esquerda no Brasil

O problema ético dos judeus de esquerda no Brasil


O massacre que Israel está promovendo, outra vez, dos palestinos, está trazendo problemas éticos para uma parte do judeus que se diz de esquerda. A linha que eles seguem é culpar o governo de extrema direita do Benjamin "Bibi" Netanyahu, como se governos anteriores de Israel, inclusive os trabalhistas, não tivessem o mesmo objetivo, a Eretz Yisrael, ou seja assumir toda a terra da Palestina, que segundo a bíblia judaica foi dada por Deus ao povo por ele escolhido.

 

Os árabes que se lixem porque não são bem vistos por Jeová. O estado de Israel, que pela partilha da ONU tinha em 1947, 20.720 quilômetros quadrados, passou depois da chamada Guerra dos Seis Dias para 75.635 quilômetros quadrados, mais do que o triplo do tamanho original.

 

E pelo jeito quer mais, acabando com o que ainda resta de palestinos na Faixa de Gaza. Então você encontra inclusive pessoas de esquerda, que dizem ter formação marxista, defendendo as bárbaras ações de Israel contra os muçulmanos, que não começaram com o Bibi.

 

Todos seus antecedentes, como dirigentes de Israel, uns mais diplomáticos, outros mais guerreiros, seguiram essa política, de expansão territorial de Israel: Ben Gurion, Moshe Sharett, Levi Eskkol, Golda Meir, Ytzkak Rabin, Menachen Begin, Ytzaj Shanurm Shion Peres, Benjamin Nataabyahu,, Ehud Barak, Ariel Sharon, Ehud Olmert e novamente o Bibi. Que os judeus de extrema direita (tem um que frequenta minhas postagens) achem que está certo dizimar os palestinos, que "são todos terroristas e pouco instruídos" faz sentido,.

 

Não é por acaso que o Bolsonaro defenda sempre Israel e tenha ido, inclusive, se batizar nas águas do rio Jordão. Agora a defesa de Israel por pessoas que se dizem de esquerda é algo que me espanta. Tenho um amigo que diz ironicamente, que o sujeito quando jovem e depois quando maduro é um judeu de esquerda, mas na medida que envelhece fica cada mais judeu e cada vez menos de esquerda.


Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS