Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Brasil: Pesquisa Mensal de Emprego – Em junho, desocupação fica em 7,8%

A taxa de desocupação manteve-se estatisticamente estável em relação a maio (7,9%), mas caiu 1,9 pp em relação a junho de 2007 (9,7%). A população desocupada (1,8 milhão) ficou estável em relação a maio e caiu 17,0% em relação a junho de 2007. A população ocupada (21,7 milhões) cresceu 1,1% no mês e 4,5% no ano.

A taxa de desocupação manteve-se estatisticamente estável em relação a maio (7,9%), mas caiu 1,9 pp em relação a junho de 2007 (9,7%). A população desocupada (1,8 milhão) ficou estável em relação a maio e caiu 17,0% em relação a junho de 2007. A população ocupada (21,7 milhões) cresceu 1,1% no mês e 4,5% no ano. O nível da ocupação 1 (52,6%) foi o maior da nova série da PME, iniciada em março de 2002. O número de trabalhadores com carteira assinada (9,5 milhões) não se alterou em relação a maio, mas subiu 9,5% em relação a junho de 2007. O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.216,50) teve variação insignificante em relação ao de maio (R$ 1.219,20), mas cresceu 1,7% no ano. O rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 797,65) cresceu 0,7% no mês e 6,2% no ano. A massa de rendimento real habitual dos ocupados (R$ 26,7 bilhões) cresceu 0,9% no mês e 7,0% no ano.

Em junho de 2008, a taxa de desocupação (7,8%) para o agregado das seis regiões investigadas, ficou estável em relação a maio (7,9%). Em relação a junho de 2007, a taxa caiu 1,9 ponto percentual.

Regionalmente, no mês, houve estabilidade em todas as regiões. Em relação a junho de 2007, verificou-se queda expressiva em Recife (4,1 pontos percentuais), Salvador (2,5 pontos percentuais), Rio de Janeiro (1,4 ponto percentual), São Paulo (2,0 pontos percentuais) e Porto Alegre (1,3 ponto percentual). A tabela a seguir mostra a evolução da taxa de desocupação para os meses de junho, desde de 2002.

Em maio, o contingente de desocupados2 ficou estável no total das seis regiões pesquisadas. Em relação a junho de 2007, houve recuo de 17,0%. No âmbito regional, não houve movimentação em relação ao mês anterior. Na comparação com junho de 2007, houve quedas em Recife (34,1%), Belo Horizonte (1,6%), Salvador (20,0%), Rio de Janeiro (16,6%), São Paulo (16,4%) e Porto Alegre (15,2%).

Pessoas ocupadas (po)

O contingente de pessoas ocupadas (21,7 milhões) em junho de 2008 nas seis Regiões Metropolitanas investigadas pela PME cresceu 1,1% em relação ao mês anterior e 4,5% na comparação com junho de 2007, percentual este que corresponde a cerca de 932 mil postos de trabalho.


Regionalmente, em relação ao mês anterior, houve altas em Recife (3,8%) e São Paulo (1,6%). No ano, altas em Belo Horizonte (5,2%), Rio de Janeiro (3,3%), São Paulo (6,1%) e Porto Alegre (5,1%).

O nível da ocupação 3 (52,6%) no total das seis regiões foi o maior da nova série da PME, iniciada em março de 2002. O indicador subiu 0,4 ponto percentual na comparação mensal e de 1,3 ponto percentual em relação a junho de 2007.

Regionalmente, na comparação com o mês anterior, houve variação neste indicador apenas nas Regiões Metropolitanas de Recife (1,4 ponto percentual) e São Paulo (0,7 ponto percentual). Na comparação com junho de 2007, ocorreram variações nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte (1,2 ponto percentual), Rio de Janeiro (1,1 ponto percentual), São Paulo (2,0 pontos percentuais) e Porto Alegre (1,7 ponto percentual).

Análise da forma de inserção do trabalhador no mercado de trabalho.

Empregados COM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros), 43,9% da população ocupada . Em relação a maio , o contingente de trabalhadores nesta forma de inserção no mercado de trabalho não variou . Frente a junho de 2007 , foi registrada elevação (9,5%) .

Na análise regional , com vistas à comparação mensal , o quadro foi de estabilidade. Em relação a junho de 2007 , ocorreu elevação em todas as regiões: Recife (8,1%) , Salvador (6,6%) , Belo Horizonte (11,1%) , Rio de Janeiro (8,5%), São Paulo (10,4%) e Porto Alegre (8,6%) .

Empregados SEM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros), 13,4% da população ocupada . O contingente de trabalhadores nesta forma de inserção apresentou estabilidade, tanto na comparação mensal quanto na anual .

No contorno regional , o quadro foi estável na comparação com o mês de maio. Na comparação anual , apenas em Recife ocorreu variação significativa (-23,7%) .

Militares ou funcionários públicos estatutários , 7,5% da população ocupada. Em relação a maio , esse contingente de trabalhadores apresentou estabilidade para o total das seis Regiões Metropolitanas, e no confronto com junho de 2007 , houve elevação de 5,9% .


No contorno regional , o quadro foi de estabilidade em todas as regiões em relação ao mês anterior , e em relação a junho do ano passado Belo Horizonte apresentou elevação nesse contingente (11,3%) .

Trabalhadores por conta própria , 18,9% da população ocupada .Em ambos os períodos de comparação, esse contingente de trabalhadores não apresentou variação.Na esfera regional , houve alta em relação ao mês de maio na Região Metropolitana de Recife (13,0%). Na comparação com junho de 2007, essa estimativa cresceu 15,7% em Recife.

Rendimento médio real4

A pesquisa estimou no mês de junho de 2008, para o agregado das seis regiões, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores em R$ 1.216,50, apresentando estabilidade em relação a maio último (R$ 1.219,83). Na comparação com junho de 2007, o quadro foi de recuperação (1,7%).

No enfoque regional, em relação ao mês anterior, houve ganhos no rendimento em Salvador (0,9%) e Rio de Janeiro (1,7%). O rendimento recuou em Recife (3,6%), Belo Horizonte (1,9%), São Paulo (0,7%) e Porto Alegre (0,9%). Na comparação anual, o comportamento foi de elevação em cinco regiões metropolitanas: Salvador (6,9%), Belo Horizonte (1,6%), Rio de Janeiro (3,4%), São Paulo (1,0%) e Porto Alegre (0,7%). Foi registrado declínio em Recife (4,9%).

Rendimento real dos trabalhadores por grupamentos de atividade. Na comparação com maio de 2008 , verificou-se alta nos seguintes grupamentos de atividade: comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,6%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (1,2%) e outros serviços (2,1%). Houve quedas nos seguintes grupamentos: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (2,2%) e construção (6,8%). Ficaram estáveis : educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social e, também, serviços domésticos.

No confronto com junho de 2007, houve alta nos seguintes grupamentos de atividade: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água construção (0,9%); construção (4,1%); comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,6%); serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (0,6%); educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (0,4%); serviços domésticos (3,4%) e outros serviços (2,0%).

Rendimento médio real domiciliar per capita5

A pesquisa estimou em junho de 2008, para o agregado das seis regiões, o rendimento médio real domiciliar per capita em R$ 797,65. Esse valor apresentou acréscimo em comparação ao mês anterior (0,7%). No comparativo com junho do ano passado, o quadro foi de recuperação (6,2%).

No enfoque regional, em relação a maio último, foi observado acréscimo no rendimento nas Regiões Metropolitanas de Salvador (4,0%), Rio de Janeiro (2,9%) e Porto Alegre (1,3%). Movimento contrário foi constatado em Recife (-1,0%), Belo Horizonte (-0,9%) e São Paulo (-0,6%). Na comparação com junho do ano passado, assinalaram recuperação no rendimento: Salvador (7,8%), Belo Horizonte (5,9%), Rio de Janeiro (6,8%), São Paulo (7,3%) e Porto Alegre (5,0%). Apenas na Região Metropolitana de Recife foi assinalada queda no rendimento (-5,9%).

Massa de rendimento real efetivo da população ocupada6

A massa de rendimento real efetivo da população ocupada (R$ 26,5 bilhões) (mês de referência maio de 2008) para o total das seis Regiões Metropolitanas subiu 0,6% em relação a abril de 2008 e 7,9% em relação a maio de 2007.

Regionalmente, na comparação com abril último houve queda em Recife (0,9%), Belo Horizonte (1,4%) e Porto Alegre (0,6%). Em compensação foi registrada elevação em Salvador (1,4%), Rio de Janeiro (2,2%) e São Paulo (0,5%). Na comparação com maio de 2007, ocorreu elevação em Salvador (6,5%), Belo Horizonte (6,2%), Rio de Janeiro (9,3%), São Paulo (9,2%) e Porto Alegre (7,3%). A única Região Metropolitana a apresentar queda na comparação anual foi Recife (3,5%).

Notas:

1 Proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade ativa.

2 Desocupadas na semana de referência são as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período.

3 Proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade ativa.

4 Rendimento habitualmente recebido.

5 Considerou-se como rendimento mensal domiciliar per capita a divisão do rendimento mensal domiciliar proveniente do trabalho, pelo número de componentes da unidade domiciliar, exclusive daqueles cuja condição na unidade domiciliar fosse pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

6 Soma dos rendimentos de todos os trabalhos da população ocupada, considerando-se os pesos amostrais atribuídos a cada pessoa.

Fonte IBGE

Base: Junho de 2008

Ricardo Bergamini
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