Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Brasil: Em setembro, taxa de desocupação recuou para 9,0%

Taxa recuou 0,5 ponto percentual em relação a agosto (9,5%) e 1,0 ponto percentual em relação a setembro de 2006 (10,0%). O rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.115,00) ficou estável na comparação mensal (após três meses em queda) e continuou a subir (2,5%) em relação ao mesmo mês do ano passado.

O rendimento domiciliar per capita (R$ 706,22), cresceu no mês (0,7%) e no ano (3,5%). Já a massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados 1(R$ 23,5 bilhões) cresceu 1,3% no mês e de 5,4% no ano.

Nenhum grupamento de atividade teve variação significativa no mês, mas quatro cresceram frente a setembro de 2006: Construção e Serviços prestados às empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (ambos, 5,4%); Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (4,9%) e Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (3,2%).

Em setembro de 2007, a população ocupada (21,3 milhões) cresceu em relação ao mês anterior (1,0%, ou 201 mil pessoas) e também em relação a setembro de 2006 (2,7%, ou mais 551 mil pessoas). Já a população desocupada (2,1 milhões), reduziu-se em 120 mil (5,4%) pessoas no mês e em 197 mil (8,6%) no ano. Isso contribuiu para uma redução significativa na taxa de desocupação, estimada em 9,0% para o agregado das seis regiões abrangidas pela pesquisa: em 0,5 pontos percentual (mês) e em 1,0 ponto percentual (ano).

Regionalmente, na comparação com agosto, duas regiões metropolitanas apontaram queda nesse indicador: Salvador (1,4 ponto percentual) e São Paulo (0,7 ponto percentual). Em relação a setembro de 2006, São Paulo foi à única região metropolitana a apresentar variação (- 1,7 pontos percentual).

A taxa média de desocupação para o período de janeiro a setembro de 2007 foi estimada em 9,7%. Trata-se da menor média para igual período em toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

PESSOAS DESOCUPADAS (PD) 2

A Pesquisa Mensal de Emprego registrou recuo no contingente de desocupados (2,1 milhões) tanto em relação ao mês anterior (5,4%) quanto a setembro de 2006 (8,6%).

No âmbito regional, em relação a agosto, a população desocupada reduziu-se apenas na Região Metropolitana de Salvador (11,1%), ficando estável nas demais. Já na comparação com setembro de 2006, apenas São Paulo (-14,1%) teve alteração.

RENDIMENTO MÉDIO REAL 3

A pesquisa estimou, em setembro de 2007, para o agregado das seis regiões, o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores em R$ 1.115,00, não apresentando movimentação em relação ao mês anterior. Na comparação com setembro de 2006, houve alta de 2,5%.

De janeiro a setembro de 2007, a média do rendimento médio real da população ocupada (R$ 1.123,66) foi a maior média para igual período desde 2003.

No enfoque regional, em relação a agosto, altas no Rio de Janeiro e em Porto Alegre (ambas com 2,0%) e recuo em Recife (6,1%) e Belo Horizonte (1,9%). No ano, altas em Recife (2,6%), Belo Horizonte (1,4%), Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (1,4%) e Porto Alegre (3,5%) e queda em Salvador (3,1%).

Rendimento das categorias de posição na ocupação na comparação MENSAL, por RM

Empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado Quedas nas Regiões Metropolitanas de Recife (-0,6%), Salvador (-0,4%), Belo Horizonte (-2,5%) e São Paulo (-2,6%). Altas no Rio de Janeiro (4,5%) e Porto Alegre (2,1%).

Empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado Recuos nas Regiões Metropolitanas do Rio de Janeiro (-7,1%) e São Paulo (-4,0%), altas em Recife (0,9%), Belo Horizonte (6,1%) e Porto Alegre (3,3%) e estabilidade em Salvador.

Trabalhadores por conta própria Altas em Salvador (1,5%), Belo Horizonte (7,6%), Rio de Janeiro (8,1%) e São Paulo (5,5%). Quedas em Recife (-7,7%) e Porto Alegre (-0,4%).

Rendimento das categorias de posição na ocupação na comparação ANUAL por RM

Empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado Quedas em Salvador (-0,9%), Belo Horizonte (-1,6%) e São Paulo (-4,6%). Altas no Rio (6,4%) e Porto Alegre (2,3). Estabilidade em Recife.

Empregados sem carteira de trabalho no setor privado Altas em Recife (4,4%), Belo Horizonte (2,8%) e Porto Alegre (10,0%). Quedas em Salvador (-13,1%) e São Paulo (-0,9%). Estabilidade no Rio.

Trabalhadores por conta própria Altas em Recife (23,2%), Belo Horizonte (4,9%), Rio de Janeiro (7,1%) e São Paulo (10,0%). Quedas em Salvador (-0,7%) e Porto Alegre (-4,6%). A tabela a seguir mostra as variações do Rendimento Médio Real Habitual da População Ocupada, segundo os Grupamentos de Atividade, para o total das seis regiões.

Rendimento Médio Real Domiciliar Per Capita 4

Em setembro de 2007, para o agregado das seis regiões, o rendimento médio real domiciliar per capita (R$ 706,22) cresceu em relação a agosto último (0,7%) e na comparação com setembro de 2006 (3,5%).

No enfoque regional, no mês, houve quedas em Recife (-3,9%) e Belo Horizonte (-1,9%), e recuperações em Salvador (2,7%), Rio de Janeiro (3,1%) e Porto Alegre (2,2%). Na comparação com setembro do ano passado, altas em todas as regiões metropolitanas: Recife (2,4%), Salvador (4,4%), Belo Horizonte (3,2%), Rio de Janeiro (6,2%), São Paulo (1,5%) e Porto Alegre (6,7%).

Massa de Rendimento Real Efetivo da População Ocupada 5

A Massa de Rendimento Real Efetivo da População Ocupada (tendo agosto de 2007 como mês de referência, a preços de setembro de 2007) atingiu R$ 23,5 bilhões. Em relação a julho anterior, houve alta de 1,3% e, em relação a agosto do ano passado, um expressivo crescimento (5,4%).

Em relação a julho de 2007, altas em Salvador (0,9%), Rio de Janeiro (2,9%), São Paulo (1,7%) e Porto Alegre (1,3%), e declínios em Recife (4,1%) e Belo Horizonte (0,9%). No confronto com agosto de 2006, altas em todas as regiões metropolitanas: Recife (3,9%), Salvador (0,4%), Belo Horizonte (5,7%), Rio de Janeiro (7,1%), São Paulo (5,1%) e Porto Alegre (6,1%).

PESSOAS OCUPADAS (PO)

Em setembro de 2007, a população ocupada (21,3 milhões) elevou-se em relação ao mês anterior (1,0%, ou 201 mil pessoas) e também a setembro de 2006 (2,7%, ou mais 551 mil pessoas).

A única região metropolitana com movimentação significativa na ocupação, em relação a agosto de 2007, foi São Paulo (1,6%). Na comparação anual, houve altas em Salvador (5,6%), Belo Horizonte (2,7%), São Paulo (3,8%) e Porto Alegre (2,3%).

A pesquisa mostrou que os homens, em setembro, representavam 55,6% da população ocupada, enquanto as mulheres, 44,4%. A população de 25 a 49 anos representava 63,4% do total de ocupados. Já o percentual de pessoas ocupadas com 11 anos ou mais de estudo era de 53,5%.

Nos empreendimentos com 11 ou mais pessoas trabalhavam 57,4% dos ocupados. Nos empreendimentos com 6 a 10 pessoas estavam 6,1% dos ocupados, enquanto em empreendimentos com no máximo cinco pessoas ocupadas, a proporção era de 36,5%.

Segundo a PME, 49,6% da população ocupada cumpria uma jornada de trabalho de 40 a 44 horas semanais e cerca de 32,5% acima de 45 horas semanais. Em média, 68,1% dos trabalhadores nas seis regiões pesquisadas, tinham aquele trabalho há pelo menos 2 anos; 11,1% há entre 1 ano a menos de 2 anos; 18,8% há entre um mês e um ano e apenas 2,0% estavam naquele trabalho há menos de 1 mês.

Resultados com relação aos principais Grupamentos de Atividade.

Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (17,1% da PO). Estabilidade tanto em relação a agosto de 2007 quanto a setembro de 2006, para o total das seis regiões e, também, no enfoque regional.

Construção (7,3% da PO). No total das seis regiões, na comparação mensal, estabilidade. Em relação a setembro de 2006, crescimento de (5,4%).

No enfoque regional, em relação a agosto de 2007, crescimento de 8,0% no Rio de Janeiro. No confronto anual, declínio em Recife (18,4%) e elevação em Salvador (17,9%) e São Paulo (10,7%).

Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (19,2% da PO) No total das seis regiões, no mês, houve estabilidade, e elevação de 3,2% em relação a setembro de 2006.

No âmbito regional, apenas na Região Metropolitana de Salvador apresentou alteração (-5,5%) em relação a agosto último. No confronto com setembro do ano passado, Belo Horizonte teve alta de 9,4%.

Serviços prestados à empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (14,9% da PO) Sem movimentação na comparação mensal, e alta de 5,4% no ano, para o total das seis regiões.

No enfoque regional, em relação ao mês anterior, quedas em Recife (12,1%) e Belo Horizonte (6,7%). Na comparação com setembro de 2006, alta de 9,3% em São Paulo.

Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (15,9% da PO) No total das seis regiões, em relação a agosto, estabilidade. Em relação a setembro de 2006, elevação de 4,9%.

No enfoque regional, no mês, movimentação somente na Região Metropolitana de Porto Alegre (-4,8%) e, na comparação anual, somente em São Paulo (8,7%).

Serviços domésticos (8,2% da PO) No total das seis regiões, estabilidade em ambas as comparações.

No enfoque regional, no mês, movimentação apenas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (6,5%). Na comparação com setembro de 2006, estabilidade em todas as regiões.

Outros serviços, (Alojamento e alimentação, transporte, armazenagem e comunicações, limpeza urbana, atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas, serviços pessoais) (16,9% da PO) Estabilidade em ambos os períodos analisados.

No enfoque regional, sem movimentações na comparação mensal. Já em relação a setembro de 2006, quedas em Recife (11,1%) e Belo Horizonte (6,4%), e altas em Porto Alegre (9,7%) e Salvador (9,0%).

Forma de inserção do trabalhador no mercado de trabalho

Empregados COM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros) (42,8% da PO) Em relação a agosto de 2007, estabilidade. Frente a setembro de 2006, alta de 6,9%, ou mais 586 mil pessoas trabalhando com carteira de trabalho assinada em um ano.

Na análise regional, no mês, estabilidade. Em relação a setembro de 2006, elevação em cinco regiões: Recife (15,2%), Salvador (13,5%), Belo Horizonte (7,2%), Rio de Janeiro (6,5%) e São Paulo (6,0%).

Empregados SEM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros) (13,8% da PO) Estabilidade no mês e, em relação a setembro de 2006, declínio de (6,3%).

No contorno regional, no mês, estabilidade em todas as regiões metropolitanas. Na comparação com setembro do ano passado, quedas três regiões: Recife (13,5%), Rio de Janeiro (8,9%) e São Paulo (7,6%).

Trabalhadores por conta própria (19,3% da PO) Em relação a agosto último, elevação de 2,6%. Em relação a setembro de 2006 houve alta de 4,1%.

Na esfera regional, no mês, alteração apenas em Porto Alegre (9,5%). Na comparação anual, elevação na Região Metropolitana de São Paulo (18,3%) e declínios em Recife (9,8%) e Rio de Janeiro (6,5%).

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1 O rendimento efetivo é o rendimento do mês anterior ao que esta sendo realizada a coleta.

2 Pessoas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência e tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos trinta dias anteriores.

3 Rendimento habitualmente recebido.

4 Considerou-se como rendimento mensal domiciliar per capita a divisão do rendimento mensal domiciliar proveniente do trabalho, pelo número de componentes da unidade domiciliar, exclusive daqueles cuja condição na unidade domiciliar fosse pensionista, empregado doméstico ou parente do empregado doméstico.

5 Soma dos rendimentos efetivamente recebidos em todos os trabalhos no mês de referência da pesquisa (mês anterior ao que está sendo divulgado).

Ricardo Bergamini
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