Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Produção industrial cresce em 8 dos 14 locais pesquisados, em Dezembro

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE

Base: Dezembro de 2009

Produção industrial cresce em 8 dos 14 locais pesquisados, em dezembro

Na passagem de novembro para dezembro de 2009, os índices regionais da produção industrial, ajustados sazonalmente, registraram taxas positivas em oito dos quatorze locais pesquisados. Entre as essas áreas que assinalaram acréscimo na produção em dezembro, destacaram-se: Paraná (5,9%) e Espírito Santo (4,1%) com os avanços mais elevados. Os demais locais com taxas positivas foram: Rio de Janeiro (2,2%), Rio Grande do Sul (2,1%), Ceará (1,8%), Santa Catarina (1,3%), São Paulo (0,6%) e Pará (0,5%). Seis regiões registraram taxas negativas, com Pernambuco (-3,5%), Goiás (-3,1%), Amazonas (-2,2%) e Bahia (-0,8%) apontando as reduções mais acentuadas. As demais variações negativas ficaram próximas à média nacional (-0,3%): região Nordeste (-0,3%) e Minas Gerais (-0,1%), que praticamente repetiu o patamar do mês anterior.

Ainda na série com ajuste sazonal, no confronto do 4º trimestre de 2009 com o imediatamente anterior, treze locais apontaram crescimento, mostrando recuperação frente aos efeitos da crise financeira internacional ocorrida no final de 2008. Em sentido contrário, Goiás (-4,8%) foi o único local que registrou queda no último trimestre do ano, após expansão de 4,0% no segundo trimestre e de 7,0% no terceiro.

Em relação a dezembro de 2008, o setor industrial nacional avançou 18,9%, resultado em boa parte influenciado por uma base de comparação deprimida, por conta da concessão de férias coletivas e paralisações não programadas ocorridas em vários setores em dezembro de 2008. Nessa comparação, os índices regionais foram todos positivos, evidenciando a recuperação em curso, com destaque para Espírito Santo (37,2%) e Minas Gerais (28,9%) que registraram taxas recordes desde 1991.

Os sinais de aceleração também ficaram evidentes no confronto do último trimestre de 2009 com igual período de 2008, em que treze dos quatorze locais expandiram a produção e interromperam a sequência de taxas negativas observadas nos trimestres anteriores. Os avanços mais elevados e acima da média nacional (5,8%) no período outubro-dezembro de 2009 vieram do Espírito Santo (18,6%), Paraná (9,7%), Bahia (8,1%), Rio Grande do Sul (7,6%) e Minas Gerais (6,7%). O único resultado negativo no quarto trimestre de 2009 foi verificado no Pará (-4,8%).

Mesmo com a recuperação disseminada observada nos resultados regionais ao longo de 2009, todos os locais, à exceção de Goiás (0,0%) que mostrou estabilidade, apontaram queda na produção industrial para o fechamento de 2009 frente ao acumulado em 2008, acompanhando o desempenho nacional (-7,4%). Espírito Santo (-14,6%), Minas Gerais (-13,1%), Amazonas (-8,9%), São Paulo (-8,4%) e Santa Catarina (-7,7%) registraram os maiores recuos, influenciados pela queda do dinamismo dos produtos tipicamente de exportação, particularmente as commodities (minérios de ferro e produtos siderúrgicos), e pelo forte ajuste na produção de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e de máquinas e equipamentos.

AMAZONAS - Em dezembro de 2009, o setor industrial do Amazonas recuou 2,2% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, após avançar 2,8% em novembro. O índice de média móvel trimestral repetiu em dezembro o patamar de novembro, após sete meses consecutivos de expansão, acumulando nesse período um ganho de 16,5%. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o setor industrial do Amazonas avançou 3,1%, terceiro trimestre consecutivo de crescimento nesse tipo de comparação.

O resultado positivo de 5,7% no índice mensal foi sustentado sobretudo pelo aumento em seis dos onze setores pesquisados, com destaque para a forte contribuição positiva de material eletrônico e equipamentos de comunicações (39,9%) e máquinas e equipamentos (69,3%). Vale destacar também o impacto positivo vindo de alimentos e bebidas (5,3%). Por outro lado, o principal impacto negativo veio de outros equipamentos de transporte (-38,0%).

No corte trimestral, observa-se que a indústria amazonense, que vinha sustentando resultados negativos há quatro trimestres consecutivos, apresentou aumento de 4,3% no quarto trimestre de 2009, todas as comparações contra igual período do ano anterior. Sete ramos contribuíram para o aumento de ritmo entre o terceiro (-6,4%) e quarto trimestres de 2009 (4,3%), com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicação, que passou de -16,1% para 2,8% entre os dois períodos, alimentos e bebidas (de 12,4% para 23,4%) e máquinas e equipamentos (de 28,3% para 57,3%).

O indicador acumulado no ano ficou em -8,9%, sendo a queda resultado do desempenho negativo de seis segmentos dos 11 investigados.

PARÁ - Em dezembro de 2009, a indústria do Pará avançou 0,5% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, praticamente devolvendo a perda de 0,6% observada em novembro. O índice de média móvel trimestral, que avança 0,5% entre novembro e dezembro, mostra ligeiro ganho de ritmo frente ao desempenho assinalado no mês anterior (0,3%). Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o índice geral assinalou acréscimo de 0,5% no período outubro-dezembro, após crescer 1,2% no terceiro trimestre do ano.

No confronto dezembro 09/ dezembro 08, a indústria paraense avançou 1,1%, explicada sobretudo pelo desempenho positivo do setor extrativo (9,0%), uma vez que a indústria de transformação (-4,7%) prossegue assinalando taxa negativa neste tipo de comparação. Por outro lado, das duas atividades que apontaram avanço na produção, a contribuição positiva mais relevante veio de alimentos e bebidas (20,9%).

Em bases trimestrais, a indústria do Pará reduziu o ritmo de queda na passagem do terceiro (-9,0%) para o quarto trimestre do ano (-4,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Entre estes dois períodos, cinco das seis atividades pesquisadas mostraram maior dinamismo, com destaque para o ganho vindo do setor extrativo, que passou de -16,4% no terceiro trimestre para -6,3% no período outubro-dezembro, enquanto metalurgia básica (de 7,9% para –6,6%) assinalou a única perda.

No indicador para o fechamento de 2009, a produção industrial paraense decresceu 7,3%, com resultados negativos em quatro das seis atividades investigadas.

NORDESTE - Em dezembro de 2009, o índice da produção industrial do Nordeste ajustado sazonalmente mostrou variação negativa de 0,3% frente ao mês anterior, após avançar 1,5% no mês anterior. Com o comportamento negativo da produção industrial nordestina, o índice de média móvel trimestral prossegue apontando taxa positiva (0,3%), mas reduz o ritmo de crescimento frente aos meses anteriores. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, também se observa avanço na produção, com o índice geral assinalando expansão de 3,4% no período outubro-dezembro, após crescer 3,7% no terceiro trimestre do ano.

Em relação a dezembro de 2008, o setor industrial nordestino avançou 9,6%, apoiado no crescimento de sete dos onze ramos investigados, com destaque para a expansão de 51,2% de produtos químicos. Vale destacar que neste resultado há a influência não só da maior fabricação de produtos petroquímicos, mas também da baixa base de comparação em função da concessão de férias coletivas e de paralisações não planejadas em dezembro de 2008. Vale destacar também as contribuições positivas vindas de calçados e artigos de couro (29,4%), têxtil (16,1%) e metalurgia básica (10,9%). Entre os ramos que reduziram a produção, o principal impacto veio de alimentos e bebidas (-1,2%).

Na análise trimestral, com o avanço de 4,1% no período outubro-dezembro, a indústria nordestina interrompeu quatro trimestres consecutivos de taxas negativas, mostrando claro ganho de ritmo frente aos resultados do primeiro (-9,4%), segundo (-10,0%) e terceiro trimestres (-5,2%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. O ganho de dinamismo na passagem do terceiro para o quarto trimestre reflete, sobretudo, o comportamento positivo vindo de dez das onze atividades investigadas, com claro destaque para produtos químicos, que passou de um recuo de 5,7% para um avanço de 21,4% entre os dois trimestres.

No indicador para o fechamento do ano, a produção industrial do Nordeste encerrou 2009 com perda de 4,9% sobre igual período do ano anterior, mostrando perfil generalizado de queda que atinge nove das onze atividades investigadas.

CEARÁ - A produção industrial do Ceará de dezembro ajustada sazonalmente cresceu 1,8% no confronto com o mês imediatamente anterior, assinalando a sexta taxa positiva consecutiva, acumulando neste período ganho de 11,5%. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral avançou 2,6%, acumulando acréscimo de 8,3% em cinco meses seguidos de crescimento. Ainda na série com ajuste sazonal, comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, avançou 6,9% no período outubro-dezembro e reverteu a queda de 0,3% observada no terceiro trimestre do ano.

O indicador mensal da produção industrial cearense cresceu 12,8%, com taxas positivas em sete dos dez setores industriais pesquisados. O maior impacto positivo veio de calçados e artigos de couro (46,9%). Vale citar ainda têxtil (34,9%) e produtos químicos (17,3%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-30,0%) e metalurgia básica (-23,4%).

Na análise trimestral, a indústria cearense cresceu 4,8% no quarto trimestre de 2009, revertendo quatro trimestres consecutivos queda. Na passagem do terceiro (-6,8%) para o quarto trimestre (4,8%), sete das dez atividades pesquisadas ganharam dinamismo, com destaque os setores de calçados e artigos de couro, que passou de -3,6% para 34,9%, e têxtil (de 5,7% para 25,0%).

No indicador acumulado no ano, a produção industrial do Ceará recuou 3,7%, com resultados negativos em quatro dos dez setores industriais.

PERNAMBUCO - Em dezembro de 2009, a produção industrial de Pernambuco ajustada sazonalmente recuou 3,5% em relação ao mês anterior, após ter avançado 0,9% em novembro. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral apresentou queda de 1,1%, após também ter recuado no mês anterior (0,3%). Ainda na série com ajuste sazonal, o quarto trimestre do ano ficou praticamente estável frente ao trimestre imediatamente anterior (0,1%), após avanço de 5,0% no terceiro trimestre do ano.

No indicador mensal, a indústria pernambucana cresceu 6,2%, sustentado em grande parte pelas taxas positivas observadas em oito das onze atividades pesquisadas, com destaque para metalurgia básica (23,8%), produtos químicos (18,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (35,5%). Por outro lado, refino de petróleo e produção de álcool (-20,9%) e alimentos e bebidas (-1,5%) exerceram os principais impactos negativos.

Na análise trimestral, após quatro trimestres seguidos de taxas negativas, a indústria de Pernambuco cresceu 4,6% no quarto trimestre de 2009, todas as comparações contra igual período do ano anterior. O ganho de dinamismo entre o terceiro (-0,8%) e quarto trimestre de 2009 foi acompanhado por dez setores, com destaque para produtos químicos, que passou de queda de 6,7% para crescimento de 12,3%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos (de -18,3% para 13,9%) e produtos de metal (-9,3% para 9,2%).

No indicador acumulado para o fechamento do ano, a indústria pernambucana recuou 3,0%, com taxas negativas em nove dos onze setores.

BAHIA - Em dezembro, a produção industrial da Bahia ajustada sazonalmente recuou 0,8% em relação ao mês anterior, após crescer por quatro meses seguidos e acumular ganho de 12,9% nesse período. Com estes resultados, o indicador de média móvel trimestral avançou 1,3%, assinalando a sétima taxa positiva consecutiva, acumulando incremento de 13,8%. Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o índice do período outubro-dezembro avançou 5,9%, após registrar crescimento de 6,6% no terceiro trimestre.

No indicador mensal, a produção industrial da Bahia cresceu 22,4%, com taxas positivas em sete dos nove setores, cabendo a maior influência sobre a média da indústria ao setor de produtos químicos (82,9%). Em seguida, vale destacar as contribuições positivas vindas de veículos automotores e refino de petróleo e produção de álcool (4,5%). Em sentido contrário, os dois únicos impactos negativos foram observados em celulose e papel (-4,7%) e indústrias extrativas (-4,0%).

Na análise trimestral, a indústria baiana cresceu 8,1% no quarto trimestre, após ter apresentado quatro trimestres com resultados negativos. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre, oito dos nove setores mostraram maior dinamismo, com destaque para produtos químicos, que passou de -7,0% para 26,1%, refino de petróleo e produção de álcool (de -9,1% para 2,9%) e veículos automotores (de -22,2% para 61,6%).

No indicador acumulado do ano, a indústria baiana recuou 4,9%, com taxas negativas em seis dos nove setores.

MINAS GERAIS - A produção industrial de Minas Gerais mostrou estabilidade (-0,1%) na passagem de novembro para dezembro de 2009, já descontadas as influências sazonais. Assim, o índice de média móvel trimestral mantém a trajetória de crescimento, mas com redução de ritmo, ao registrar entre novembro e dezembro o menor incremento em dez meses (0,8%). Ainda na série ajustada, no confronto com o trimestre imediatamente anterior, observou-se que o setor fecha o quarto trimestre do ano com avanço de 4,1%, na terceira expansão consecutiva nesse tipo de comparação, período em que a indústria mineira acumulou ganho de 18,7%.

A produção industrial mineira ficou 28,9% superior a de dezembro de 2008, pressionado pelo aumento na indústria de transformação (25,4%) e, principalmente pelo desempenho da indústria extrativa (55,7%). Nestes ramos, os maiores impactos positivos vieram dos avanços observados, respectivamente, em: automóveis; ferronióbio; superfosfatos; e escavadeiras. Por outro lado, a pressão positiva mais relevante veio de alimentos (7,3%).

Os índices em bases trimestrais mostraram que o setor industrial mineiro, ao longo de 2009, registrou taxas negativas decrescentes até o terceiro trimestre do ano, mesmo quando comparado a uma base em que a produção vinha em trajetória de crescimento: -24,2% primeiro trimestre, -18,7% no segundo e -4,2% no terceiro, todas as comparações contra igual período do ano anterior. No último trimestre de 2009, a indústria interrompeu a sequência de queda e avançou 6,7% frente a igual período de 2008. Esse ganho de dinamismo na passagem do terceiro para o quarto trimestre foi acompanhado pela maioria (11) dos treze ramos industriais investigados, com maior contribuição vinda da recuperação na produção de veículos automotores, que sai de um queda de -3,9% no 3º trimestre do ano para um avanço de 44,8% no 4º trimestre, seguido pela metalurgia básica (de -24,3% para 0,1) e pela indústria extrativa (de -25,5% para 1,6%).

O indicador acumulado para o fechamento do ano recuou 13,1%, apoiado na redução da produção na maioria (11) das treze atividades investigadas.

ESPÍRITO SANTO - Em dezembro de 2009, a produção industrial do Espírito Santo avançou 4,1% na comparação com novembro, na série livre de influências sazonais, após ter recuado 0,6% no mês anterior. O índice de média móvel trimestral cresceu 2,2% em dezembro e manteve a trajetória ascendente desde março último, acumulando ganho de 34,6% nos últimos dez meses. Ainda na série com ajuste sazonal, os sinais de recuperação ao longo de 2009 também figuram na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, em que o índice para o período outubro-dezembro avançou 8,7%, terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação.

Em relação com dezembro de 2008, a produção industrial do Espírito Santo apontou expansão de 37,2%, maior incremento na série histórica, refletindo, em grande medida, uma base de comparação baixa por conta dos efeitos da crise internacional. Entre os cinco ramos investigados, quatro assinalaram resultados positivos, com destaque para metalurgia básica (76,2%) e indústrias extrativas (55,6%). Por outro lado, a única taxa negativa foi observada em minerais não metálicos (-1,2%).

Na análise por trimestres, o avanço de 18,6% da produção no último trimestre do ano interrompe uma sequência de quatro trimestres com taxas negativas, todas as comparações contra igual período do ano anterior. O ganho de ritmo na passagem do terceiro (-12,7%) para o quarto trimestre foi explicado pelo maior dinamismo em todas as atividades, com destaque para metalurgia básica (de -11,9% para 41,5%) e indústrias extrativas (de -28,8% para 1,9%), com ambas revertendo quatro trimestres de perdas.

A produção acumulada no ano encerrou 2009 com queda de 14,6% frente a igual período de 2008, com três das cinco atividades apontando taxas negativas.

RIO DE JANEIRO - A produção industrial do Rio de Janeiro mostra, em dezembro, crescimento de 2,2% na comparação com o mês imediatamente anterior, já descontadas as influências sazonais, quarto avanço consecutivo neste tipo de confronto, acumulando nesse período uma expansão de 5,4%. Com isso, o índice de média móvel trimestral cresceu 1,2% em dezembro e permanece apontando trajetória ascendente desde março último, acumulando ganho de 13,1% nos últimos dez meses. Ainda na série com ajuste sazonal, também observa-se resultado positivo na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, em que o índice para o período outubro-dezembro avançou 3,1%, após crescer 4,4% no segundo trimestre e 3,9% no terceiro.

Em relação a dezembro de 2008, a produção industrial fluminense registra acréscimo de 14,5%, com sete dos treze setores pesquisados exibindo variações positivas. Metalurgia básica (66,1%) e veículos automotores (92,3%) foram os setores de maior impacto positivo na formação da taxa global. Vale destacar também os resultados positivos vindos de farmacêutica (47,3%), bebidas (18,6%), indústria extrativa (7,0%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (86,5%). Entre as seis atividades que mostraram queda na produção, edição e impressão (-13,0%) foi a que mais pressionou o resultado global.

No último trimestre de 2009, a atividade industrial fluminense apresentou expansão de 4,5%, frente a igual período de 2008, primeiro resultado trimestral positivo do ano. Nove setores mostraram maior dinamismo na passagem do terceiro (-3,2%) para o quarto trimestre de 2009, destacando-se, entre eles, metalurgia básica, que passa de -6,1% para 18,2%, e veículos automotores (de -21,3% para 7,9%).

O índice acumulado no ano de 2009 apresenta uma queda de 3,8% para a indústria geral, pressionado pela queda de 7,3% da indústria de transformação, uma vez que o setor extrativo cresceu 10,5%, sustentado sobretudo pela maior extração de petróleo.

SÃO PAULO - Em dezembro, a produção industrial de São Paulo avançou 0,6% frente ao mês anterior, na série com ajustamento sazonal, sexto resultado positivo consecutivo, com ganho acumulado de 10,2%. O índice de média móvel trimestral cresceu 1,5% em dezembro e manteve a trajetória ascendente desde março último, acumulando ganho de 15,6% nos últimos dez meses. Ainda na série com ajuste sazonal, os sinais de recuperação ao longo de 2009 também ficam evidenciados na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, em que o índice para o período outubro-dezembro avançou 5,0%, acelerando o ritmo de crescimento frente aos resultados do segundo (3,7%) e terceiro trimestres (4,4%).

No confronto com dezembro de 2008, o setor industrial paulista avançou 20,8%, com perfil generalizado de crescimento que atinge dezessete das vinte atividades pesquisadas. Nesta comparação, o impacto positivo mais significativo foi observado em veículos automotores (121,1%). Outras contribuições positivas relevantes foram dadas por máquinas e equipamentos (27,5%), borracha e plástico (55,8%), produtos de metal (53,8%), outros produtos químicos (16,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (30,0%). Por outro lado, outros equipamentos de transporte (-21,7%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-24,8%) e alimentos (-1,9%) foram os únicos setores com resultados negativos.

Na análise por trimestres, observa-se que a indústria paulista, depois de quatro trimestres consecutivos em queda, apresentou avanço de 4,3% no último trimestre de 2009, todas as comparações contra igual período do ano anterior. No ganho de ritmo entre o terceiro (-8,8%) e o quarto trimestres de 2009 (4,3%), quinze segmentos mostraram maior dinamismo na produção, com destaque para veículos automotores, que passou de -14,7% para 24,7%, vindo a seguir máquinas e equipamentos, de -28,2% para -4,8%, e borracha e plástico (de -9,7% para 15,9%).

No indicador de fechamento do ano de 2009, o setor industrial paulista recuou de 8,4% frente a igual período do ano anterior, influenciado em grandeparte pela queda em quatorze atividades das 20 investigadas.

PARANÁ - A produção industrial do Paraná apresentou, em dezembro de 2009, expansão de 5,9% frente ao mês de novembro, na série livre de influências sazonais. Este foi o terceiro aumento consecutivo nesse tipo de comparação, o que levou a um ganho acumulado de 16,9% nesse período. O índice de média móvel trimestral continua sustentando trajetória positiva, movimento iniciado em julho último, ao mostrar um acréscimo de 5,2% em dezembro. Ainda na série com ajuste sazonal, o último trimestre de 2009 também mostrou resultado positivo, avançando 8,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior, após crescer 4,3% no terceiro trimestre.

Em relação a dezembro de 2008, verificou-se acréscimo total de 28,2% na produção industrial. Onze dos quatorze ramos pesquisados assinalaram aumento, sendo que os maiores impactos positivos, por ordem de importância, vieram de edição e impressão (99,7%) e veículos automotores (110,1%). Por outro lado, a contribuição negativa de maior importância na média geral veio de madeira (-16,4%).

A análise sobre o comportamento da atividade industrial em bases trimestrais, mostra uma significativa melhora no ritmo produtivo entre os dois últimos trimestres de 2009, com o total da indústria fechando o quarto trimestre com crescimento de 9,7%, contra uma queda de 5,7% no terceiro trimestre, ambas comparações contra igual período do ano anterior. Em nível setorial, dez dos quatorze ramos mostraram maior dinamismo entre os dois períodos, ficando com veículos automotores, que passou de -41,4% no terceiro trimestre para 3,4% no quarto, a contribuição mais relevante.

A queda de 2,1% observada no indicador acumulado no ano reflete sobretudo o desempenho negativo na maior parte (dez) dos quatorze setores investigados.

SANTA CATARINA - Em dezembro de 2009, a produção industrial de Santa Catarina voltou a crescer na comparação com o mês anterior (1,3%), na série livre de influências sazonais, após ficar praticamente estável em novembro (-0,1%). Com o resultado deste mês, o índice de média móvel trimestral cresceu 1,2% em dezembro e manteve a trajetória ascendente iniciada em maio último. Ainda na série com ajuste sazonal, comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o índice do período outubro-dezembro avançou 4,1%, acelerando o ritmo frente os resultados do segundo (1,5%) e terceiro trimestres (2,8%).

No comparativo dezembro 09/dezembro 08, o acréscimo para o total da indústria alcançou 12,4%, com expansão em nove dos onze ramos industriais pesquisados. Os desempenhos de máquinas e equipamentos (63,0%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (76,5%) foram determinantes para a expansão global da indústria. Por outro lado, a principal contribuição negativa veio do setor de veículos automotores (-60,4%).

Os índices em bases trimestrais (confronto com igual trimestre do ano anterior), confirmam a aceleração no ritmo de atividade ao longo do ano. Após as quedas de 14,0%, 11,7% e 8,5% nos três primeiros trimestres de 2009, a taxa global assinalou expansão de 3,8% no período outubro-dezembro. O ganho de ritmo entre os dois últimos trimestres de 2009 atingiu dez setores, sendo mais significativa em máquinas e equipamentos, que passou de 4,6% no terceiro trimestre para 31,8% no quarto.

O indicador acumulado para o ano de 2009 registrou redução de 7,8% e refletiu o recuo na produção em oito atividades.

RIO GRANDE DO SUL - O índice da produção industrial do Rio Grande do Sul mostrou crescimento de 2,1% em dezembro, na série com ajuste sazonal, sétimo avanço consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período um ganho de 12,4%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral, ao crescer 1,8% em dezembro, prossegue com trajetória ascendente iniciada em março último. Ainda na série com ajuste sazonal, comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o índice do último trimestre do ano avançou 4,8%, após registrar expansões de 4,7% e 4,3% no segundo e terceiro trimestres.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o acréscimo de 25,2% reflete o comportamento positivo da maioria (11) das quatorze atividades pesquisadas. Dentre essas, as que exerceram as maiores contribuições na formação da taxa global foram, por ordem de importância: outros produtos químicos (99,5%) e veículos automotores (103,1%). Vale destacar também o avanço de refino de petróleo e produção de álcool (26,8%). Por outro lado, as únicas atividades em queda foram: alimentos (-2,7%), fumo (-9,1%) e edição e impressão (-15,4%).

Em bases trimestrais, observa-se ganho de ritmo na atividade industrial gaúcha na passagem do terceiro (-7,6%) para o quarto trimestre do ano passado (7,6%), ambas as comparações contra igual período de 2008. Para esse movimento, contribuíram dez setores entre os quatorze pesquisados, com destaque para veículos automotores, que passou de -26,4% no terceiro trimestre para 25,4% no quarto.

No resultado acumulado para 2009, a queda de 7,2% frente a 2008 mostra recuo na produção em nove ramos industriais dentre os 14 investigados.

GOIÁS - Em dezembro, a produção industrial de Goiás , na série livre de influências sazonais, apresentou variação negativa de 3,1% em relação a novembro, após ter avançado 11,6% nomês imediatamente anterior. O índice de média móvel trimestral, entre novembro e dezembro, apontou queda (-0,9%). Ainda na série com ajuste sazonal, na comparação trimestre contra trimestre imediatamente anterior, o índice para o período outubro-dezembro recuou 4,8%, após avançar por dois trimestres consecutivos: 4,0% no segundo trimestre e 7,0% no terceiro.

A atividade industrial goiana cresceu 6,2% no indicador mensal, com quatro dos cinco setores pesquisados apontando taxas positivas. As principais influências sobre a média global vieram de produtos químicos (112,6%), metalurgia básica (9,4%) e indústrias extrativas (7,5%). Em contraposição, alimentos e bebidas (-10,3%) foi o único que reduziu a produção.

Em bases trimestrais, a indústria goiana apontou redução no ritmo de crescimento na passagem do terceiro trimestre de 2009 (4,9%) para o quarto (3,5%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Esse movimento foi unicamente impulsionado por alimentos e bebidas, setor de maior peso na estrutura industrial do estado, que passou de -2,8% em julho-setembro para -7,6% em outubro-dezembro. Por outro lado, metalurgia básica foi o ramo que apresentou o maior ganho, ao passar de 7,6% para 19,4% nesses dois períodos.

No indicador acumulado no ano de 2009 observa-se crescimento nulo, com quatro dos cinco segmentos apresentando taxas positivas nessa comparação.

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Ricardo Bergamini
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