Author`s name Timothy Bancroft-Hinchey

Brasil: Taxa de desocupação cai

Taxa caiu em relação a maio (8,8%) e manteve-se estatisticamente estável em relação a junho de 2008 (7,9%). O contingente de desocupados (1,9 milhão) recuou 8,3% na comparação com o mês anterior e manteve-se estável no confronto com junho de 2008. A população ocupada (21,1 milhões) registrou elevação de 0,8% na comparação com maio último e manteve-se estável em relação a junho de 2008.

Pesquisa Mensal de Emprego – Fonte IBGE Base: Junho de 2009

Em junho, desocupação foi de 8,1%

Taxa caiu em relação a maio (8,8%) e manteve-se estatisticamente estável em relação a junho de 2008 (7,9%). O contingente de desocupados (1,9 milhão) recuou 8,3% na comparação com o mês anterior e manteve-se estável no confronto com junho de 2008. A população ocupada (21,1 milhões) registrou elevação de 0,8% na comparação com maio último e manteve-se estável em relação a junho de 2008.

O número de trabalhadores com carteira assinada (9,5 milhões) não variou em relação a maio, mas cresceu 2,2% quando comparado com junho de 2008. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.312,30) não variou na comparação mensal, mas teve alta de 3,0% frente a junho de 2008. A massa de rendimento efetivo dos ocupados (R$ 27,8 bilhões) cresceu 0,5% em relação a maio e subiu 2,8% em relação a junho do ano passado. O rendimento domiciliar per capita (R$ 855,95) ficou estatisticamente estável em relação a maio e cresceu 2,5% em relação a junho de 2008.

No mês de junho de 2009, a taxa de desocupação foi estimada em 8,1% para o conjunto das seis regiões abrangidas pela pesquisa, apresentando declínio de 0,7 pontos percentuais em comparação a maio de 2009 . No confronto com junho do ano passado , a taxa não apresentou variação significativa.

Pessoas desocupadas (PD) 1

A Pesquisa Mensal de Emprego assinalou, na comparação com maio de 2009, declínio de 8,3% no contingente de desocupados no total das seis regiões pesquisadas. Em relação a junho de 2008, esta estimativa apresentou estabilidade.

Regionalmente, houve queda de 12,5% em relação ao mês anterior, em São Paulo. Na comparação com junho de 2008, foi observado aumento na Região Metropolitana de Recife (24,7%).

Pessoas ocupadas (PO)

O contingente de ocupados (21,1 milhões) cresceu em relação a maio (0,8%) e ficou estável em relação a junho de 2008. Houve alta na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (1,3%), na comparação mensal. Em relação a junho de 2008 não foi observada variação significativa em nenhuma das regiões.

Resultados com relação aos principais grupamentos de atividade:

Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (16,4% da PO) Sem variação na comparação com maio e recuo de 5,0% no confronto com junho do ano passado. Regionalmente, na comparação mensal, houve alta de 6,5% em Belo Horizonte. No confronto com junho de 2008, o quadro foi de queda em Belo Horizonte (-7,3%), São Paulo (-6,9%) e Porto Alegre (-9,6%).

Construção (7,3% da PO) Houve estabilidade em ambos os períodos de comparação. Regionalmente, sem variação em relação a maio. No confronto com junho de 2008, alta de 17,4% em Salvador.

Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (19,1% da PO) Estabilidade em ambas as comparações, inclusive regionalmente.

Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (15,3% da PO) Estabilidade em ambas as comparações, inclusive regionalmente.

Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social ( 16,6% da PO) Alta de 2,3% na comparação com maio e de 4,6% no confronto com junho de 2008. Regionalmente, altas em São Paulo: 5,2% em relação a maio último e 9,5% na comparação anual.

Serviços domésticos (7,7% da PO) Estabilidade em ambos os períodos analisados. Regionalmente, Porto Alegre teve quedas (-9,7%) no mês e (-10,7%) no ano.

Outros serviços , (alojamento e alimentação, transporte, armazenagem e comunicações, limpeza urbana, atividades associativas, recreativas, culturais e desportivas, serviços pessoais) (17,2% da PO) Estabilidade em ambas as comparações. Regionalmente, estabilidade no mês e alta de 9,8% em Porto Alegre, no ano.

Análise da forma de inserção do trabalhador no mercado de trabalho :

Empregados COM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros) (44,8% da PO) Estabilidade na comparação mensal e alta de 2,2% em relação a junho de 2008. Regionalmente, estabilidade no mês. No ano, alta de 8,6% em Recife.

Empregados SEM carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos, militares, funcionários públicos estatutários e outros) ( 12,9% da PO) Estabilidade em ambas as comparações, inclusive regionalmente.

Militares ou funcionários públicos estatutários (7,7% da PO) Alta de 4,1% no mês e estabilidade no ano. Regionalmente, estabilidade em ambos os períodos.

Trabalhadores por conta própria (18,5% da PO) Estabilidade em ambos os períodos, inclusive regionalmente.

Rendimento médio real 2

Em junho de 2009, a PME estimou em R$ 1.312,30 o rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores. Houve estabilidade em relação a maio e recuperação de 3,0% na comparação com junho de 2008.

Regionalmente, no mês, alta em Belo Horizonte (1,6%), estabilidade em Recife, Salvador e Porto Alegre, e quedas no Rio de Janeiro (-1,3%) e São Paulo (-0,4%). No ano, altas em cinco regiões: Recife (0,5%), Salvador (3,7%), Belo Horizonte (10,0%), São Paulo (3,5%) e Porto Alegre (4,8%). Houve queda no Rio de Janeiro (-0,9%).

Rendimento das categorias de posição na ocupação na comparação MENSAL:

Empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado ( R$ 1.234,00) . Queda (-2,4%) em junho de 2009. Quedas em Recife (-2,3%), Salvador (- 4,3%), Belo Horizonte (-1,4%), Rio de Janeiro (-0,5%), São Paulo (-3,0%) e Porto Alegre (-3,0%).

Empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado ( R$ 885,80) Estabilidade. Altas em Recife (8,0%), Salvador (4,6%), São Paulo (3,2%) e Porto Alegre (2,5%). Queda em Belo Horizonte (-6,8%) e no Rio de Janeiro (-10,5%).

Militares ou funcionários públicos estatutários ( R$ 2.268,80) Alta de 0,6% em junho de 2009. Altas em Recife (2,2%), Salvador (1,7%), Belo Horizonte (7,2%) e Porto Alegre (2,7%). Recuos no Rio de Janeiro (-0,8%) e São Paulo (-1,6%).

Trabalhadores por conta própria ( R$ 1.128,60 ) Alta de 2,7% em junho de 2009. Altas em Recife (0,8%), Belo Horizonte (3,0%), Rio de Janeiro (4,4%) e São Paulo (3,7%). Quedas em Salvador (-7,3%) e Porto Alegre (-1,5%).

Rendimento das categorias de posição na ocupação na comparação ANUAL:

Empregados com carteira assinada no setor privado Alta de 2,1% no ano. Altas em Recife (5,9%), Salvador (2,5%), Belo Horizonte (2,0%), Rio de Janeiro (5,4%), São Paulo (0,5%) e Porto Alegre (3,7%).

Empregados SEM carteira assinada no setor privado alta de 5,4%. Altas em Recife (7,9%), Salvador (16,2%), Belo Horizonte (5,1%), São Paulo (12,2%) e Porto Alegre (7,0%). Queda no Rio de Janeiro (-16,4%).

Militares ou funcionários públicos estatutários Alta de 3,9%. Altas em Belo Horizonte (16,9%), Rio de Janeiro (9,7%) e Porto Alegre (8,6%). Recuos em Recife (-5,7%), Salvador (-8,1%) e São Paulo (-2,8%).

Trabalhadores por conta própria Alta de 3,8%. Altas em Recife (0,4%), Salvador (0,7%), Belo Horizonte (10,6%), São Paulo (15,3%) e Porto Alegre (3,7%). Queda no Rio de Janeiro (-9,6%).

Rendimento médio real domiciliar per capita

Em junho de 2009, o rendimento médio real domiciliar per capita foi estimado em R$ 855,95. Houve estabilidade estatística em relação a maio e alta de 2,5% no comparativo com junho de 2008. Em relação a maio, houve altas em Belo Horizonte (2,9%) e de Porto Alegre (1,3%), e quedas em Recife (-2,2%), Salvador (-0,5%), Rio de Janeiro (-0,5%) e São Paulo (-0,9%). Em relação a junho de 2008, assinalaram recuperação: Recife (1,6%), Salvador (0,4%), Belo Horizonte (10,3%), São Paulo (4,5%) e Porto Alegre (4,3%). Houve queda no Rio de Janeiro (-3,3%).

Massa de rendimento real efetivo da população ocupada

A massa de rendimento real efetivo da população ocupada foi estimada em R$ 27,8 bilhões com base na Pesquisa Mensal de Emprego de junho de 2009 (mês de referência maio de 2009), para o total das seis regiões metropolitanas. Houve altas de 0,5% em relação a abril último e de 2,8% em comparação com maio de 2008.

Na comparação com abril último, houve queda em Recife (-1,0%). Movimento contrário ocorreu em Belo Horizonte (2,2%), São Paulo (0,6%) e Porto Alegre (0,4%). Ocorreu estabilidade em Salvador e no Rio de Janeiro. Em relação a maio de 2008, ocorreram altas em Recife (0,5%), Salvador (6,7%), Belo Horizonte (10,8%), São Paulo (3,5%) e Porto Alegre (1,7%). Houve queda (-2,2%) no Rio de Janeiro na análise anual.

Notas:

1 Pessoas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência e tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos trinta dias anteriores à semana em que responderam à pesquisa.

2 Rendimento habitualmente recebido.

Prof. Ricardo Bergamini