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Brasil prevê R$ 1,7 bi de investimentos no setor pesqueiro até 2011

27.01.2009
 
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, toda uma política associada, que é a construção de terminais pesqueiros. Temos 20 terminais pesqueiros que são prioridades - alguns inaugurados, outros em construção."

Áreas para cultivo - "No caso da cessão das águas da União, que permite o cultivo em reservatório de hidrelétricas e na costa marítima, há uma busca muito forte de áreas para cultivo. Estaremos agora, em 13 de fevereiro, inaugurando a primeira fazenda marinha do Brasil, primeiro projeto de psicultura, de produção de bijupirá, espécie nobre da nossa costa. Já dominamos a tecnologia. O peixe chega a seis quilos em um ano, enquanto que o salmão do Chile precisa de três anos para chegar a quatro quilos. Então, o potencial que temos é muito grande e há interes se de empresas nacionais e internacionais (chilenas, norueguesas e espanholas) em investir no Brasil."

Fazenda marinha - "Será em Pernambuco. Foi a primeira cessão de águas marítimas que entregamos. Somente este projeto tem um potencial de produzir dez mil toneladas de bijupirá por ano. Estamos muito entusiasmados. Produzimos hoje um milhão de toneladas de pescado, temos potencial para produzir 20 milhões de toneladas. É isso que o Brasil está descobrindo: uma nova cadeia produtiva que poderá se equiparar à cadeia da carne bovina, do suíno, do frango. O Brasil no futuro vai figurar entre os maiores produtores mundiais de pescado, ao lado, por exemplo, da China, que hoje produz 48 milhões de toneladas. A melhor alternativa para produzir proteína animal na Amazônia é de pescado, porque preserva a floresta. Em vez de produzir boi na Amazônia, produziremos peixe. A maior reserva de água doce do mundo está lá, com espécies nobres como o pirarucu ( que chega a dez quilos no ano) tem o tambaqui, o matrinchã. Então você produz peixe sem derrubar uma árvore e mais, com a marca amazônica, de apelo internacional."

Sustentabilidade - "Muitas vezes a pesca é vista como uma atividade exclusivamente predatória, onde estoques de muitas espécies reduziram o volume de pescado existente. Eu pego o caso, por exemplo, da sardinha que, na década de 70, o Brasil chegou a capturar 250 mil toneladas nas regiões Sudeste e Sul. Em 2000 chegou a cair para 17 mil toneladas. Nós, juntos com o Ibama, adotamos medidas, como a ampliação do período de defeso e começamos a recuperar essa espécie. No ano passado, a captura foi de 57 mil toneladas. Estamos fazendo isso com a lagosta, que caiu de 11 mil toneladas, em 1991, para em torno de seis mil toneladas, ano passado. O camarão sete barbas, no Sul e Sudeste, também caiu de 15 mil para cinco mil toneladas. Temos uma visão de que a pesca e a aqüicultura devem ser desenvol vidas de forma sustentável, com fundamento na preservação das espécies e do meio ambiente para que tenhamos o que pescar, o que produzir no futuro."

Consumo de peixe - "Temos um consumo de sete quilos/habitante ao ano, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 12 quilos, e a média mundial é de 16 quilos/habitante ao ano. Nosso consumo ainda é baixo. Há o fator cultural. Em muitas regiões do Brasil o consumo se dá só na Semana Santa. Outra razão são as várias opções de proteína animal que nós temos, como as carnes de frango, suína e bovina. Outro fator é o preço. Historicamente o custo do pescado, na sua média, tem sido superior a outras carnes, mas esta realidade está mudando. Ano passado, o preço do pescado caiu, enquanto o da carne bovina subiu 15%. Então, a carne de pescado começa a ser competitiva. Agora, como a gente vai reduzir esse custo? Primeiro, aumentando a regularidade de oferta. Para isso, o desenvolvimento do cultivo é fundamental. O segundo passo é organizar a cadeia produtiva. Hoje, o pescado passa por muitas mãos até chegar à mesa do consumidor Prec isamos de investimentos em infra-estrutura, como em terminais pesqueiros, onde há o desembarque, lavagem, classificação, beneficiamento. E daí vai para o supermercado, para o restaurante. É fundamental a construção dos centros integrados da pesca artesanal, para que o pescador não venda seu pescado já na praia, para um intermediário, e daí passe por mais duas, três, quatro mãos até chegar ao consumidor."

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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