Gás: Ucrânia finalmente tem bom senso

Depois de ter ilegalmente interrompido o fornecimento de gás à UE e se recusar a permitir que os observadores da União entrem para monitorizar a situação, Kiev concorda com a garantia de trânsito do gás russo para a União Europeia, na íntegra, e também aceita a entrada de observadores para verificar os pontos de entrada e saída. A insistência de Moscou no fornecimento pleno e livre para os seus parceiros na EU vai ser honrada pela Ucrânia.

Numa reunião realizada hoje em Bruxelas, a empresa ucraniana do sector de energia, Naftogaz, concordou em garantir o trânsito de gás a partir de Rússia para a União Europeia na sua totalidade, de acordo com o director da empresa, Oleh Dubyna. Na reunião com o fornecedor de energia russa Gazprom, Dubyna declarou que “A situação actual e equívocos existentes surgiram como resultado de questões económicas e não de dificuldades políticas. Deverão ser resolvidas tendo em conta os interesses económicos de ambos os lados”.

Dubyna também declarou que peritos da UE serão autorizados a acompanhar o fornecimento do gás russo nos pontos de entrada e saída no território ucraniano, de modo a controlar o trânsito de gás russo à Europa Ocidental, algo que Kiev tinha anteriormente recusado a permitir. As autoridades ucranianas fecharam três gasodutos na terça-feira, travando os fornecimentos de gás russo para a Hungria, Sérvia, Macedónia, Croácia, Bulgária, Turquia, Grécia, e a Bósnia e perturbando seriamente a prestação de serviços a Itália, Polónia, França e Eslovênia. Na quarta-feira, a Ucrânia encerrou o gasoduto que abastece Áustria, República Checa, Roménia e Eslováquia.

Espera-se que as conversações vão continuar em Moscovo durante o resto da semana.

Não é uma questão de saber se a Rússia é um fornecedor fiável, mas sim, se a Ucrânia é um parceiro de trânsito fiável e respeitador da lei, que utiliza o gás da Europa como um peão nos seus pequenos feudos com Moscovo, enquanto que recusa a pagar as suas dívidas e espera pagar preços de bagatela. Quem tudo quer…

Timothy BANCROFT-HINCHEY

PRAVDA.Ru

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