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Varejo tem aumento de 1,2% nas vendas

24.11.2008
 
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O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com desempenho bem abaixo da média (variação de 1,4% no volume de vendas) ficou com a sétima contribuição da taxa global do varejo. Em termos acumulados, a atividade apresenta crescimento de 5,5% no ano e de 5,7% nos últimos 12 meses. Esse desempenho reflete o aumento dos preços dos alimentos e, em parte, um efeito do maior número de fins de semana do mês de setembro de 2007.

A atividade de livros, jornais, revistas e papelaria (crescimento de 12,9%) exerceu mais uma vez a menor influência no resultado do varejo. A taxa acumulada no ano é de 10,8% e, nos últimos 12 meses, de 10,0%. As variações e contribuições de cada segmento estão na tabela abaixo.

Para o comércio varejista ampliado (varejo mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção), as variações de setembro frente ao mesmo mês de 2007 foram de 16,0% para o volume de vendas e de 21,9% na receita nominal de vendas. Nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, as taxas estão, respectivamente, em 13,8% e 13,7% para o volume de vendas e de 19,0% e 18,5% para a receita nominal.

Veículos, motos, partes e peças registraram crescimento de 28,8% no volume de vendas, em relação ao mesmo mês do ano anterior; acumulando nos nove primeiros meses de 2008 aumento de 20,7% e, nos últimos 12 meses, de 21,0%, graças à conjuntura econômica favorável. Quanto a material de construção, as variações foram de 14,2% na relação setembro 08/ setembro 07; 11,5% no acumulado de janeiro a setembro; e de 12,2% nos últimos 12 meses - resultados que refletem as condições favoráveis da economia, bem como as medidas oficiais de incentivo à construção civil.

Todas as 27 Unidades da Federação apresentaram resultados positivos para o varejo na comparação setembro 08/ setembro 07. Destacaram-se, com as maiores variações, Rondônia (26,5%), Paraíba (24,2%), Roraima (14,6%), Maranhão (13,9%) e Ceará (12,5%). Quanto à participação na composição da taxa, os destaques foram, pela ordem, São Paulo (12,3%), Rio de Janeiro (6,8%), Minas Gerais (7,1%), Paraná (8,2%) e Rio Grande do Sul (6,0%).

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas para o volume de vendas ocorreram em Rondônia (30,1%), Roraima (25,3%), Ceará (24,5%), Mato Grosso (23,7%) e Paraíba (23,2%). Já em termos de impacto no resultado global, os destaques foram São Paulo (19,2%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (12,9%), Rio Grande do Sul (13,3%) e Paraná (14,2%).

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam, na comparação setembro/ agosto, 22 estados com aumentos e 5 com quedas. Os destaques positivos ficaram com Maranhão (5,7%), Alagoas (3,5%), Piauí (2,7%), Amapá (2,4%) e Rio Grande do Sul (2,2%). Já as maiores quedas se estabeleceram em Sergipe (-1,3%) e Mato Grosso (-0,8%).

Vendas do varejo têm leve aceleração do segundo para o terceiro trimestre de 2008

O volume de vendas do comércio varejista teve uma leve aceleração no ritmo de crescimento do volume de vendas, na passagem do segundo para o terceiro trimestre do ano, com elevação na taxa de 9,3% para 10,2%. Já para o comércio varejista ampliado, houve desaceleração, com a taxa passando de 13,9% para 12,9%.

Das dez atividades pesquisadas, quatro revelaram queda de ritmo de crescimento no terceiro trimestre do ano: tecidos, vestuário e calçados (de 10,4% para 7,3%); móveis e eletrodomésticos (de 19,6% para 17,9%); livros, jornais, revistas e papelaria (de 11,4% para 9,3%); e veículos e motos, partes e peças (de 23,2% para 18,19%).

Com movimento oposto, aumentaram o ritmo de crescimento do volume de vendas as atividades de combustíveis e lubrificantes (de 11,3% para 13,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (de 3,4% para 4,9%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (de 12,3% para 13,1%); equipamentos e material de escritório, informática e comunicação (de 32,3% para 38,5%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (de 15,7% para 18,1%) e material de construção (de 11,4% para 12,1%).

Ricardo Bergamini

ricoberga@terra.com.br
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