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Brasil: Boas novidades para o comércio

17.04.2010
 
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A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, com o sexto maior impacto na formação da taxa do varejo, obteve variação de 5,1% no volume de vendas, em relação a fevereiro de 2009, sendo responsável por 3,5% da taxa geral. Cabe observar que o segmento, que é composto por lojas de departamentos, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos etc vem tendo seu desempenho influenciado pelo quadro geral de recuperação da economia. A taxa acumulada nos últimos 12 meses foi da ordem de 8,1%.

O segmento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, responsável pelo sétimo maior impacto na formação da taxa global , obteve acréscimo no volume de vendas, em fevereiro, da ordem de 18,8% sobre igual mês do ano passado e taxa acumulada nos últimos 12 meses de 12,3%. Dentre os fatores que vêm determinando este desempenho, destacam-se a redução de preços dos produtos do gênero (-7,2% nos últimos 12 meses para o subitem microcomputador no IPCA) e a crescente importância que os produtos de informática e comunicação vêm tendo nos hábitos de consumo das famílias.

A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria, com reduzido peso na estrutura da pesquisa, exerceu a menor influência positiva no resultado global do varejo. Em relação a fevereiro de 2009, apresentou aumento no volume de vendas de 10,7% e taxa acumulada de variação de 8,7% para os últimos 12 meses.

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O Comércio Varejista ampliado , que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou crescimento em relação ao mês anterior de 2,1% para o volume de vendas e de 2,5% para a receita nominal, ambas as taxas com o ajustamento sazonal. Comparado com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações foram de 13,6% para o volume de vendas e de 15,7% para a receita nominal. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de variação de 8,3% e 9,0% para o volume e para a receita nominal de vendas, respectivamente.

Em relação ao volume de vendas, Veículos, motos, partes e peças registrou expansão de 2,5% em relação a janeiro e 16,0% sobre fevereiro de 2009, acumulando, nos últimos doze meses, variação de 13,1%. O incentivo governamental através da redução do IPI para os automóveis novos tornou-se o principal fator para o crescimento da atividade.

Quanto a Material de construção , as variações para o volume de vendas foram de 2,8% sobre o mês anterior, e de 15,1% em relação a fevereiro de 2009 e de -3,2% no acumulado dos últimos 12 meses. É a quarta alta consecutiva da atividade podendo estar sinalizando para a recuperação do setor uma vez que para os dez primeiros meses de 2009 foram dez resultados negativos. O aumento da confiança dos agentes econômicos na recuperação da economia somada aos incentivos governamentais (redução de IPI para uma lista de materiais de construção) podem explicar tal comportamento.

RESULTADOS REGIONAIS

Todas as vinte e sete Unidades da Federação apresentaram resultados positivos para o volume de vendas, na comparação fevereiro10/fevereiro09. Os destaques foram: Tocantins (41,5%); Rondônia (32,7%); Acre (24,8%); Mato Grosso (20,3%); Sergipe (18,5%); Ceará (18,3%) e Ceará (18,3%). Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista , sobressaíram, pela ordem, São Paulo (12,0%); Rio de Janeiro (10,8%); Minas Gerais (10,9%); Rio Grande do Sul (11,4%); Paraná (12,8%) e Santa Catarina (11,6%).

Em relação ao varejo ampliado , as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Rondônia (29,9%); Tocantins (16,6%); Espírito Santo (21,5%); Mato Grosso (20,4%) e Ceará (19,2%). Em termos de impacto no resultado global do setor, os destaques foram os estados de São Paulo (14,3%); Minas Gerais (16,6%); Rio de Janeiro (10,0%); Rio Grande do Sul (11,3%); Paraná (11,8%) e Santa Catarina (12,5%).

Ainda por Unidades da Federação, os resultados com ajuste sazonal para o volume de vendas apontam, também, todos os estados com variação positiva, na comparação mês/mês anterior. As maiores variações foram em Tocantins (37,7%); Rondônia (12,5%); Roraima (6,4%) e Santa Catarina (4,4%).

Ricardo Bergamini
ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
http://www.ricardobergamini.com.br

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