Pravda.ru

Sociedade » Turismo

Crônicas Russas

12.04.2008
 
Pages: 12
Crônicas Russas

Crônicas russas, parte I

Eu amo a Rússia

Sim, uma verdade reconhecida por mim há muitos e muitos anos, quando ao sentir, em especial a música de Tchaikovsky, chorava de emoção. Sempre procurando compreender a sua música em seus acordes, a profundidade de seu sentimento, nascido naturalmente nessa terra, onde o sofrimento, mesclado com o AMOR, fez a mente humana adquirir uma vibração além da imaginação de meros mortais.

Sim, aqui..., na Rússia, se criou situações, mescladas com as vibrações de seu povo, e outras coisas mais (naturalmente), que fez nascer fatos e feitos, não encontrados nos outros povos.

Vim à Rússia porque tinha que vir. Estou na Rússia porque tenho que estar. Assim como estou escrevendo, porque o que sinto transborda por todo o meu ser, e tenho contato indescritível e inimaginável com o espírito desse povo.

Sinto o povo russo, não na transmissão por palavras da Segunda Grande Guerra, considerada como a Guerra Patriótica, mas nas vibrações emanadas por ele, onde se mescla AMOR e orgulho por sua terra.

O que sinto aqui, não pode ser descrito em simples palavras, que apesar de minhas tentativas, não exprimiram, a mínima fração do que se passa comigo, relativo ao sentimento profundo que esse povo transmite.

Mesclo por isso ao que sinto, inspiração de leitura de Tolstoi e outros pensadores russos, mas..., muito mais, no que as músicas me transmitiram, em especial as de Tchaikovsky e Rachmaninov.

Ontem, conheci parte de juventude russa, nas diversas pessoas que encontrei, onde pude sentir a vontade que eles têm, em proporcionar a sua terra, pátria, ou qualquer outra coisa que exista aqui, o que eu, na minha curta experiência, não sei definir.

Mas,...algo existe!

E esse AMOR, nunca antes declarado a Rússia, faz parte do mistério de minha existência, e TUDO farei para saber as razões e os porquês!

Armando Costa Rocha

ret1@terra.com.br

http://paginas.terra.com.br/noticias/averdade

Crônicas russas, parte II: Rússia - a viagem

Para essa viagem preparei-me durante um ano. Não que fosse difícil entrar na Rússia. Seria suficiente fazer reservas nos hotéis, pagar as diárias e com voucher dirigir-se para o Consulado Russo mais próximo e obter o visto de entrada.

Mais eu não queria viajar como um turista comum, tipo: chegar por ex. em S.Petersburgo, hospedar se num hotel durante alguns dias, fazer algumas excursões, ficar no meio de estrangeiros e logo depois voltar para o meu país. Para mim, isso não é turismo, no máximo, um passa tempo bastante caro e não muito inteligente. Eu queria viver na Rússia por algum tempo por conta própria. Sem guias, sem tradutores, sem excursões. Por isso informei-me no Consulado Russo em Brasília como poderia obter o visto para fazer uma viagem desse tipo. Assim fiquei sabendo, que seria necessário obter um convite pessoal de uma pessoa da Rússia, e que com este convite, poderia receber um visto de permanência por 90 dias (prorrogável por mais 90 dias).

A divina providência ajudou me com isso, porque durante dois anos trocava correspondência e e-mails com um casal de russos de Novgorod, uma cidade a 180 km de S.Petersburgo, em direção de Moscou.

Como os encontrei? Isso já é uma outra história, que não vou contar agora porque não faz parte do tema desse artigo.

E-mail pra cá, e-mail pra lá, uma carta pra cá, uma pra lá e depois de uma bastante cansativa burocracia russa, recebi finalmente em casa o tão desejado convite! Com ele o recebimento de visto foi super fácil. No Consulado Russo no Rio de Janeiro, depois de pagar uma taxa bastante salgada, (isso porque queria receber o visto em tempo expresso: em uma hora) o meu passaporte recebeu um belíssimo selo com o visto.

Já na Europa, considerei várias variantes de transporte, que poderia levar-me até à Rússia, precisamente até S. Petersburgo e depois, Novgorod. Queria comprar um carro, primeiro na Itália, em Genova, e depois na Alemanha, em Munique. Mas, a Europa, depois de virar a União Européia, tornou-se muito complicada relativo a isso, não mais podendo um estrangeiro-turista comprar um carro em seu nome.

Tentei então alugar um, e com ele seguir a viagem para a Rússia, mas nem isso foi possível, porque o seguro dos carros alugados não é válido nesse país, por falta dos acordos internacionais. Assim sobrou-me o trem, e no último caso - avião, o meio de transporte mais odiado e temido por mim. Depois de me informar numa agencia, que a viagem de trem demoraria umas 47 horas e que seriam necessárias três trocas, em Hanover, Varsóvia e em S. Petersburgo, desisti e tomei uma decisão corajosa: seguir para S. Petersburgo de avião!

No dia 2.06.07 às 22 horas, entrei, entregando a sorte a Deus, num Airbus, novinho em folha, das linhas aéreas alemãs, Lufthansa, que eu escolhi de propósito – já que tinha que confiar em algum piloto, seja ele um alemão. Não fiquei muito nervoso porque considerei a viagem de avião como um sinal do destino. Várias pessoas desaconselharam a ida de carro à Rússia. Na Embaixada da Federação Russa em Brasília o Cônsul falou sobre estradas em ruim estado de conservação, especialmente longe das grandes aglomerações urbanas; o meu amigo russo, Vladimir, contou sobre o trafico

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular