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Najwa tinha 15 anos, quando se casou com Osama-bin-Laden

11.11.2006
 
Najwa tinha 15 anos, quando se casou com Osama-bin-Laden

Quando se casou com Osama bin-Laden, Najwa tinha 15 anos, ele 17. Seu novo marido era filho de uma das famílias mais ricas e influentes da Arábia Saudita e ela provavelmente imaginava um futuro em cassinos, nos iates, na ponte entre Suíça, França e Inglaterra.

Mas aí, um dia, se viu no Sudão. Ou no Afeganistão. Sempre que alguém viajava, Najwa pedia que lhe trouxessem lingerie de fora – preferia os modelos norte-americanos – e cosméticos franceses.

Todos os dias de manhã, vestia calça e casaco de ginástica para correr algumas voltas. Mãe de Abdallah, o filho mais velho de Osama, Najwa sempre procurou cuidar da aparência, manter-se jovem, bonita. Quando, enfim, Osama casou com a terceira mulher, uma jovem iemenita de 15 anos, ela deixou a casa rumo à Síria. Depois, após ele pedir, ela acabou voltando.


As informações estão no livro The looming towers: al-Qaeda and the road to 9/11 – A aparição das torres: al-Qaeda e o caminho até o Onze de setembro – escrito pelo repórter Lawrence Wright, da New Yorker. Jamais um jornalista foi tão fundo nos personagens relacionados aos atentados em Nova York e o bin-Laden que ele nos apresenta é uma figura bem mais complexa do que o estereótipo típico.

Quando criança, ficava em casa com a mãe enquanto os irmãos mais velhos iam à escola. O jovem Osama se divertia assistindo a Bonanza na tevê, o clássico seriado norte-americano de bangue-bangue. Enquanto seus irmãos fizeram universidade fora, ele preferiu permanecer na Arábia Saudita, já bem mais envolvido com religião do que os típicos rapazes endinheirados.


Mas houve um momento, em princípios dos anos 90, já após o fim da Guerra do Afeganistão, em que ele quase não foi terrorista. Sua al-Qaeda já havia sido fundada, mas no Sudão tomou gosto pela vida de homem de negócios típica de sua família. Chegou a ser o maior proprietário de terras do país, uma empreiteira sua saiu traçando estradas, começou a criar cavalos. Em casa, na intimidade, com suas quatro mulheres e 17 filhos, era um pai não tão durão assim quanto o discurso de seus aliados do Talibã faria crer. As crianças jogavam Nintendo, no videocassete estava sempre um filme americano.

Olhando para suas fazendas, bin-Laden chegou a brincar com a idéia de submeter sua extensa plantação de girassóis ao Livro Guinness. Era um bocado grande.

Mas seu talento para os negócios era parco e o ódio para com os EUA, extenso. Ao longo dos anos 90, entre a tentação de viver como fazendeiro criador de cavalos e a de lutar pela jihad internacional, algumas coisas aconteceram. A primeira, que chegou bem perto da falência; a segunda, que por pressão norte-americana, terminou expulso do Sudão e sua cidadania saudita foi cassada. Só sobrou o Afeganistão, o Talibã e seu ódio profundo.

Este ânimo, aliados à ideologia radical de Mohammed al-Zawahiri, foi o impulso inicial para o que terminou sendo o maior atentado terrorista da história das Américas.


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