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Massacre de palestinos: Parlamentou Europeu condena Israel

17.01.2009
 
Massacre de palestinos: Parlamentou Europeu condena Israel

Paris (Prensa Latina) O massacre de palestinos na faixa de Gaza parece ter se transformado em um tipo de espetáculo grotesco, diante do olhar displicente de políticos e analistas que se reúnem com freqüência em Paris.


Israel foi condenado nesta quinta no Parlamento Europeu (PE) pelo castigo coletivo que impõe aos palestinos na faixa de Gaza e também em razão do descumprimento do direito humanitário.
No entanto, com exceção de outras demonstrações de rejeição à atitude de Tel Aviv, representantes de diversas nações ocidentais limitam-se a falar, há semanas, da "proximidade de um alto ao fogo".


Jantares e encontros em Paris deixaram até agora o saldo de uma diplomacia contemplativa, limitada de convocar "às partes", isto é Israel e o grupo Hamas, a reduzir a violência, e a negociar "uma paz duradoura" no Oriente Médio.


Tudo ocorre quando já se contam mais de 1.000 palestinos mortos, entre eles cerca de 400 crianças e 100 mulheres. Nesta sexta-feira volta-se a repetir a idéia de que já vislumbram "os contornos" de um cessar-fogo.


Igualmente ontem, o ministério de Assuntos Exteriores da França repudiou os bombardeios israelenses em Gaza contra vários hospitais e um edifício que aloja meios internacionais.


Também, "condenou com a maior firmeza" os ataques à sede da UNRWA, a principal agência da ONU para a ajuda aos refugiados palestinos.


Em Jerusalém, o secretário geral da ONU, Ban ki Moon, mostrou-se indignado pelos últimos ataques de Israel contra a sede da UNRWA e de outros complexos humanitários.


O presidente do sindicato francês de médicos de serviços de urgência (AMUF), Patrick Pelloux, declarou-se escandalizado de ver que o exército do regime de Tel Aviv dispara contra os hospitais em Gaza.


Pela Cidade Luz têm passado numerosas figuras da política, entre elas o ex-premiê britânico Anthony Blair, integrante do Quarteto Internacional para o Oriente Médio, recentemente condecorado por George W. Bush.


Blair tem sido parte de uma seqüência de reflexões" em Paris nas quais antes tomaram parte os chanceleres da União Européia, o Chanceler Federal da Alemanha, Angela Merkel, e o premiê britânico, Gordon Brown.


O próprio presidente francês, Nicolás Sarkozy, e seu ministro do Exterior, Bernard Kouchner, envolveram-se no tema, mas desde que prometeram conseguir o cessar-fogo de Israel, já faz uma semana desde à data, o número de mortos duplicou em Gaza.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=f5496252609c43eb8a3d147ab9b9c006&cod=3068


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