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Bispos da Renascer acusados nos EUA de lavagem de dinheiro

10.01.2007
 
Bispos da Renascer acusados nos EUA de lavagem de dinheiro

Os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo brasileira  , Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho, dois foram presos pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) em Miami, sob a acusação de lavagem de dinheiro . Nesta terça-feira depois de pagar uma fiança no valor de US$ 100 mil --US$ 50 mil cada—foram libertados .

Segundo o Departamento de Imigração dos EUA, mesmo depois de pagarem a fiança, eles não podem voltar para o Brasil. O casal deverá aguardar na Flórida a conclusão do processo, escreve Folha OnLine.

O casal havia embarcado para os Estados Unidos na noite desta segunda-feira, em Guarulhos (SP). Sônia e Estevam --que estavam sendo monitorados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal-- foram presos porque declararam falsamente para a alfândega norte-americana que não carregavam mais de US$ 10 mil cada. Os dois portavam, juntos, US$ 56 mil (em espécie).

Um relatório produzido pela própria alfândega norte-americana revela que o casal transportava os dólares em diversos compartimentos, como bolsas, um porta-CDs e até dentro de uma bíblia, que estava na bagagem de Sônia. Sônia e Estevam conseguiram embarcar para os Estados Unidos porque obtiveram no final de dezembro uma liminar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogando o pedido de prisão preventiva que havia contra eles. Até então, eles eram considerados foragidos.

No Brasil, Sônia e Estevam são acusados de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, evasão de divisas e estelionato. Os crimes envolveriam as doações feitas pelos fiéis e a abertura de "empresas fantasmas" Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação de Repressão ao Crime Organizado), o Ministério Público Estadual de São Paulo irá pedir para o casal também ser investigado nos Estados Unidos pelo crime de lavagem de dinheiro.

 Reportagem publicada pela Folha OnLine no dia 25 de outubro informava que um ex-funcionário da Renascer, que se identificou como "J", disse que o dinheiro arrecadado entre os fiéis era usado para pagar funcionários de empresas dos Hernandes. Assim, sobravam mais recursos para que as empresas do grupo comprassem bens.

Numa outra denúncia, o Ministério Público de São Paulo acusou os Hernandes e o bispo primaz Jorge Luiz Bruno de falsidade ideológica. Eles teriam montado uma igreja "laranja", chamada Internacional Renovação Evangélica, para livrar a Renascer de processos.

Segundo a denúncia, a igreja Internacional Renovação Evangélica, criada em 2004 por Jorge Luiz Bruno, não existe fisicamente. No endereço indicado na ata de fundação --rua Maria Carlota, 879, na zona leste de São Paulo-- funciona um templo da Renascer.

Os promotores do Gaeco Arthur Lemos, Eder Segura, Roberto Porto e José Reinaldo Carneiro não quiseram se manifestar publicamente, pois o processo está sob segredo de Justiça.

(Saiba quem são os famosos que frequentam a Renascer)


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