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Ostras podem fazer parte da alimentação escolar em Florianópolis

25.09.2008
 
Ostras podem fazer parte da alimentação escolar em Florianópolis

Apreciada como iguaria nobre nos melhores restaurantes da alta gastronomia mundial, a ostra é considerada por especialistas como uma das mais saudáveis fontes de alimento do reino animal. Por conta disso, uma experiência inédita pretende viabilizar a introdução do molusco no cardápio das refeições escolares em Florianópolis para que crianças e adolescentes tenham uma alimentação mais nutritiva e de baixa caloria. Nesta quarta-feira (24/09), às 11h30, 506 alunos do projeto Tempo Integral, da Escola Básica Luiz Cândido da Luz, na Vargem do Bom Jesus, vão ter ostras no almoço. O teste, que será repetido em mais quatro escolas municipais, na quinta e sexta-feira (25 e 26/09), é resultado de uma parceria entre o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF/PMF) e Secretaria Municipal de Educação (SME).

Durante três dias, a novidade será testada em cinco unidades educativas para medir a aceitabilidade do produto entre 800 crianças e jovens, que vão degustar um risoto de ostras. Na Escola Básica Vítor Miguel de Souza, no Itacorubi, 176 alunos vão provar o molusco na quinta-feira (25/09), por volta das 9h30. Na sexta-feira (26/09), no mesmo horário, o teste será feito com 235 estudantes da Escola Básica Almirante Carvalhal, em Coqueiros; 37 crianças da Escola Desdobrada Francisco Garcez, no Canto da Lagoa; e 34 alunos da Escola Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva, no Ribeirão da Ilha.

De acordo com a Coordenadora de Alimentação Escolar da SME, Cleusa Regina Silvano, as ostras cultivadas na região de Florianópolis apresentam um grande valor nutricional por serem importantes fontes de proteína, minerais e terem reduzido valor calórico. "São ótimas fontes de vitamina B12, necessária à formação dos glóbulos vermelhos e à manutenção de um sistema nervoso saudável, além de boas fontes de outras vitaminas do complexo B, como a niacina, tiamina e riboflavina", destaca Cleusa.

Para o superintendente do IGEOF, Edson Lemos, idealizador do projeto, a iniciativa atende a um anseio dos maricultores locais que têm dificuldades para escoar a produção para outros estados. "Essa proposta vai abrir um novo mercado para os produtores de Florianópolis, e também ajudar no combate à obesidade infantil, já que a ostra é um alimento muito saudável e de baixa caloria", justifica.

O município conta com cerca de 120 maricultores, distribuídos em núcleos de produção no Norte e Sul da Ilha. Em 2007, Santa Catarina comercializou 1.115,8 toneladas, sendo a região de Florianópolis responsável por mais de 95% ostras cultivadas no estado. Do total comercializado na safra, a capital catarinense contribuiu com 580,7 toneladas e Palhoça com 396,6 toneladas.

Conforme dados da prefeitura, 25 mil 642 pessoas são beneficiadas pelo Programa de Alimentação Escolar do município. São 8.927 crianças de creches e núcleos de educação infantil e 15. 787 estudantes do ensino fundamental. Além disso, 928 estudantes de centros de educação complementar são contemplados com alimentação bancada pela prefeitura.

"Se houver uma boa aceitação por parte dos estudantes, a idéia da prefeitura é inserir a ostra na alimentação escolar do próximo ano", complementa o Secretário Municipal de Educação, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz. Segundo ele, a intenção é adquirir dos produtores locais cerca de 700 quilos do molusco por mês, o que representaria na cadeia produtiva a comercialização garantida de quase sete toneladas de ostras por ano. O produto seria vendido desenconchado e embalado a vácuo, em pacotes de 500 gramas.

Aceitabilidade

De acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), para a inclusão de um novo produto no cardápio das unidades educativas é exigido que seja realizado um teste de aceitabilidade com aprovação de no mínimo 85% dos alunos participantes da experiência. A metodologia utilizada pela Coordenadoria de Alimentação Escolar (CAE) da Secretaria Municipal de Educação é a do "Resto Ingesta", que consiste no cálculo do alimento distribuído (AD), a partir da pesagem do Produto Preparado (PP), menos a pesagem da sobra limpa (SL), ou seja, o que sobrou na panela. Em seguida, calcula-se o alimento consumido (AC) a partir do AD menos a pesagem do Resto (R), o que sobrou nos pratos.

Por fim, para obter o índice de aceitabilidade é feito o seguinte cálculo: (AC)/(AD) x 100. Outros itens coletados no teste são: faixa etária dos alunos, período em que é realizado o teste, quantidade do produto e o modo de preparo. Além disso, é contabilizado o número de alunos servidos e o número de repetições. O teste é realizado por nutricionistas.

http://www.guiasaojose.com.br/novo/coluna/index_novo.asp?id=1624


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