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Turismo sexual abre novos horizontes para secretárias canadenses

22.09.2008
 
Turismo sexual abre novos horizontes para secretárias canadenses

A última década foi marcada pela inacreditável prosperidade da indústria de computadores, bem como por certas novidades na indústria do turismo sexual, informa o site russo MIGnews.com .

Diversos países, que nunca haviam antes participado da corrida pelo direito de tornarem-se países onde turistas podem usar certos serviços, passaram a ocupar lugar de destaque nessa área em anos recentes. Além de destinos tradicionais como Tailândia e estados do sul do Mediterrâneo, a lista foi acrescentada de países caribenhos - Cuba e República Dominicana.

As conexões de gênero no turismo sexual também sofreram algumas modificações. Acredita-se, em geral, que o turismo sexual era atraente para mulheres na casa dos trinta anos, solitárias e infelizes. Hoje em dia, o turismo sexual goza de grande popularidade entre os homens, também.

A típica mulher turista sexual é uma mulher de classe média de um país desenvolvido. Os cidadãos de Barbados, uma ilha, que também está incluída no grupo do turismo sexual, apelidam tais viajantes femininas de "secretárias canadenses."

Mulheres há que exploram a Europa (presumivelmente a Holanda e a República Tcheca) e os Estados Unidos, outras mulheres desbravam a África à procura de experiências novas.

O termo 'secretária' representa a imagem coletiva de mulheres da classe média. As mulheres canadenses formam a maioria das 600.000 viajantes que visitam o Caribe todo ano para um caso amoroso rápido.

Os preços de serviços de acompanhantes de homens locais variam de 30 a 150 dólares por hora, dependendo do quanto as mulheres possam pagar. Gigolôs bem-sucedidos também ganham presentes, suvenires, roupas, jóias e acessórios.

Quanto aos homens, eles são mais conservadores em sua procura de novas experiências e prazeres corporais. Bangcoc é o destino mais popular entre os homens do mundo todo.

O sexo de viagem (envolvendo mulheres estadunidenses e inglesas) começou em Roma no final dos anos 1840, simultaneamente à primeira onda de feminismo, que estimulava a independência e as viagens.

Casos e intrigas, particularmente entre herderias estadunidenses e aristocratas européias empobrecidas, continuaram estavelmente até a Primeira Guerra Mundial, inspirando todo um gênero de literatura tal como Daisy Miller, de Henry James, The One Fair Woman de Joaquin Miller, e grande parte das primeiras obras de E.M. Forster.

As viagens femininas de sexo declinaram da época da Depressão até os anos 1960.

Coincidindo com a explosão das viagens de lazer nos anos 1960 e a segunda onda de feminismo, o turismo sexual de mulheres reacendeu-se, primeiro via mulheres canadenses francesas que viajavam para Barbados e de mulheres suecas e do norte da Europa que viajavam para Espanha, Grécia, Iugoslávia e Gâmbia. As viagens de sexo femininas tornaram-se onipresentes no Caribe, desde as mais pequeninas ilhas até os grandes destinos como Jamaica, República Dominicana e Barbados.

Nos anos 1990, mulheres do Japão e de Taiuã começaram a aparecer nas praias de Bali, e de Phuket na Tailândia.

Hoje, muitos outros destinos são populares, inclusive Marrocos, Nepal, Tailândia, Equador, Costa Rica, México - em toda parte onde haja praias (ou, no caso do Nepal, montanhas) e um excedente de homens desempregados.

As primeira e segunda ondas de turismo sexual feminino coincidiram não apenas com o feminismo como também com a escassez de homens da era vitoriana, que começou na Inglaterra e posteriormente ocorreu na Europa continental e nos Estados Unidos.

Razões sociais para as mulheres procurarem sexo promíscuo e sem compromisso no exterior incluem a percepção dos encontros amorosos como se fossem guerra, como tipificado pela extrema competição entre os sexos nas escolas, nos locais de trabalho quando há relacionamentos amorosos, nos casamentos, e até nos divórcios litigiosos. A percepção de encontros amorosos como guerra parece impelir especialmente mulheres australianas e japonesas para o turismo sexual e, em menor grau, turistas femininas alemãs e escandinavas.

Também o cambiante tema da cultura pop na esteira do auge do feminismo nos Estados Unidos e em outros lugares não pode ser ignorado. Dos anos 1970 em diante, o aparecimento de papéis mais incisivos, mais independentes, de mulheres em filmes, na música e na televisão indubitavelmente influenciou as expectativas de espectadoras mulheres comuns em toda parte do mundo ocidental.

 Traduçao da versão inglesa Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
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