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Um Israel satânico e genocida

09.01.2009
 
Pages: 12
Um Israel satânico e genocida

Durante anos tenho advertido que Israel é psicologicamente e moralmente capaz de executar um holocausto ou um genocídio contra o povo palestino. É desnecessário dizer que os horríveis acontecimentos das últimas duas semanas em Gaza confirmaram e justificaram as minhas convicções.


Israel, governo e povo, parece possuírem a propensão psicológica que os leva a tal monstruosidade. Sim, há uma minoria de judeus israelenses e judeus não-israelenses que dizem "Não" a todos estes males e crimes que Israel está a cometer em seu nome.


Contudo, vamos ser honestos e realistas. Estas pessoas são uma pequena minoria e têm muito pouca influência, se é que alguma, sobre o governo e o exército israelense.


Hoje, o que muitas pessoas pensaram que seria impensável ou absurdo quanto à extensão à qual Israel estaria disposto a ir na barbarização do povo palestino parece bastante possível à luz do comportamento nazista do Estado judeu na Faixa de Gaza.


Dada a mentalidade israelense, Israel pode bem estar à espera que a mais recente carnificina genocida possa ter certo efeito de des-sensibilização e desmistificação sobre as percepções e atitudes do povo.


A lógica é bastante simples. Se o mundo pode ser intimidado ou remetido ao silêncio e à apatia quando Gaza é arrasada e milhares dos seus habitantes são sacrificados em massa à plena vista da humanidade, o mesmo mundo pode do mesmo modo ser manipulado de modo semelhante para aceitar um genocídio ainda maior.
Na terça-feira, 6 de Janeiro, um oficial israelense, Eli Yeshai, apelou ao extermínio total de Gaza. O líder do ultra ortodoxo partido Shas argumentou que "o extermínio do inimigo é aprovado pelo Torá".


Outros líderes políticos e religiosos israelenses ultimamente têm falado com entusiasmo da necessidade de "apagar Gaza da face da terra" e "aniquilar tudo o que se move ali".


Curiosamente, isto não é de modo algum uma opinião minoritária em Israel. Na verdade, alguém poderia seguramente argumentar que a "ideologia da aniquilação" representa agora a corrente principal na sociedade israelense.


Como todos nós sabemos, Israel emprega pesadamente a falsidade, o engano e a desinformação para esconder, ou pelo menos borrar, a sua criminalidade e a sua barbárie.


A principal tarefa da máquina israelense do hasbara [1] sempre foi e continua a ser transformar o negro em branco, o branco em negro e a grande mentira numa "verdade" glorificada por milhões, especialmente no Ocidente.


Para espalhar estas mentiras obscenas e "realidades virtuais", o governo israelense depende em grande medida dos media controlados ou influenciados por judeus no mundo ocidental, especialmente na América do Norte onde contar a verdade acerca de Israel é o supremo tabu.


Na verdade, o que está a acontecer em Gaza é um enorme massacre de proporções genocidas como muitos judeus conscienciosos testemunharam. O que mais se pode dizer deste desumano, deliberado e indiscriminado bombardeamento de bairros densamente povoados e campos de refugiados?


Acredito que expressões como "enormes massacres" e "carnificina genocida" utilizado para o pesadelo de Gaza não podem ser descartadas por Israel e seus apoiantes simplesmente como exageros retóricos.


Isto é, a menos que Israel encare os sofrimentos físicos e mentais como falsos, provavelmente porque os não judeus, ou "goim", são realmente considerados "animais humanos" por uma ampla e crescente classe de fanáticos rabis, políticos e líderes militares.


Até agora, mais de 4000 habitantes de Gaza foram cruelmente mortos ou mutilados ou incinerados em menos de duas semanas de intenso e indiscriminado bombardeamento aéreo e por artilharia alvejando tudo e todos.
Mesquitas, lares, edifícios públicos, abrigos, escolas, faculdades, dormitórios, fábricas, instituições culturais, negócios, mesmo hospitais e farmácias assim como toda a infraestrutura civil foram bombardeados e reduzidos a entulho.


O bombardeamento raivoso de elevadas altitudes exterminou famílias e destruiu bairros inteiros. Isto provavelmente é o que os líderes israelenses tinham em mente quando falaram anteriormente acerca de uma campanha de "choque e pavor" contra Gaza.


Em 6 de Janeiro, tanques israelenses dispararam várias bombas de artilharia numa escola no campo de refugiados Jabalya, matando mais de 40 civis, principalmente crianças e mulheres, que haviam procurado abrigado na instalação da UNRWA [2]. Dúzias de outros foram feridos, muitos criticamente.
Porta-vozes militares israelenses, que são realmente mentirosos profissionais, afirmaram que foram vistos combatentes palestinos na vizinhança do edifício e que alguns deles disparam sobre tropas israelenses a partir da escola.


Contudo, responsáveis da ONU em Gaza negaram categoricamente o relato israelense, com um responsável da ONU a dizer que estava "99,99%" certo de que o exército israelense estava a mentir.

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