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Festival de Cannes ignorou vedetas e premou o 'world cinema'

28.05.2007
 
Festival de Cannes ignorou vedetas e premou o 'world cinema'

 O 60 º Festival de Cannes ignorou vedetas - nada para Tarantino, nem para os irmãos Coen, e premiou o  filme «Quatro meses, três semanas e dois dias», do cineasta romeno Cristian Mangiu,  com a Palma de Ouro , entregue neste domingo. Trata-se de uma fita que aborda o tema do aborto ilegal, na Roménia do final do período comunista, e emocionou a plateia especialista do mais prestigiado festival de cinema na Europa.

"Para mim é um pouco um conto de fadas", comentou Mungiu, de 39 anos, sob os aplausos do público presente. "Espero que esta Palma de Ouro seja uma boa notícia para os pequenos cineastas dos pequenos países, pois parece que finalmente já não é necessário ter grandes orçamentos e grandes vedetas para fazer uma história que toda a gente quer ouvir", acrescentou o realizador.

Premiar o 'world cinema'

O Grande Prémio do 60.º Festival de Cannes, a mais alta distinção depois da Palma de Ouro, foi atribuído a "Mogari no mori", da cineasta japonesa Naomi Kawase, de 38 anos.

O júri recompensou ainda o actor russo Konstantin Lavronenko pelo seu desempenho em "The banishment", de Andreï Zviaguintsev, e a actriz coreana Jeon Do-yeon, heroína de "Secret sunshine", de Lee Chang-dong.

O prémio de realização foi atribuído ao filme "Le Scaphandre et le papillon", uma produção francesa realizada pelo artista plástico norte-americano Julian Schnabel. O filme, muito mal recebido pela generalidade da crítica, é um retrato de Jean-Dominique Bauby, editor de revista de "Elle" que em 1995, aos 43 anos de idade, sofreu um enfarte que lhe paralisou todo o corpo à excepção de um dos olhos. O filme baseia-se na sua biografia.

"Paranoid Park", do americano Gus Van Sant, arrecadou o prémio especial - e vincou o cineasta com um dos mais estimulantes a trabalhar as temáticas da marginalidade social adolescente (o filme segue um 'skater' envolvido na morte acidental de um segurança).

O prémio para melhor argumento foi para "The edge of heaven", do germano-turco Fatih Akin, 33 anos, que já tinha sido recompensado em 2004 com o Urso de Ouro de Berlim pelo interessantíssimo "Head on".

O filme de animação "Persépolis", uma adaptação da banda desenhada da francesa de origem iraniana Marjane Satrapi e narração da revolução islâmica de 1979, obteve o prémio do júri, 'ex-aequo' com "Silent light", do mexicano Carlos Reygadas. Fatih Akin aproveitou o seu prémio para lançar um apelo à unidade do seu país antes das legislativas de 22 de Julho, e Marjane Satrapi dedicou a sua recompensa ao povo iraniano.

 Fonte Jornal de Notícias


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