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Pravda, mentiras e a verdade

28.01.2010
 
Pravda, mentiras e a verdade

Em dez anos como editor da PRAVDA.Ru, li e vi muitos disparates, li e viu muita idiotice, li e vi muita estupidez mas a peça (até parece de teatro) “A bomba terremótica de Hugo” no site “área militar”, além de caluniar a PRAVDA.Ru, ganha o prémio Mãe de Todas as Absurdidades.

Esta peça, não se sabendo se foi escrita antes ou depois do almoço, ou na sombra de uma palmeira ao lado de uma daquelas garrafas de cachaça que se compra por dois R$, se chama A Bomba Terremótica de Hugo, escrito por um ilustre J.P.B. e publicado no site área militar ponto net.

Esse….senhor… tem o direito de dizer o que quer e onde quer. Pode praguejar no quarto de banho quando a vida lhe corre mal, pode insultar o árbitro no campo de futebol, pode chamar nomes ao padre…mas o que não pode fazer é caluniar a PRAVDA.Ru espalhando mentiras e insinuando que a PRAVDA.Ru não é a mesma PRAVDA que antigamente e que só lhe restou o nome.

Disparate. Pura disparate, calúnia maldosa, mentira, idiotice e estupidez. O nosso Presidente, Vadim Gorshenin, passou anos a despender quantias enormes de energia e dinheiro nos tribunais da Federação Russa precisamente para assegurar que o logótipo e espólio histórico e cultural da PRAVDA impressa passassem inteiramente para a PRAVDA.Ru Online.

É fácil escrever disparates, e qualquer tonto, imbecil ou bêbado consegue fazê-lo, sentado frente a um teclado mas quando se trata de insultar o bom nome de uma publicação de prestígio, que tem quase cem anos de história, não se aceita que um cara qualquer destes saia ileso depois de uma monstruosidade destas.

Nem vou abordar as infantilidades pseudo-políticas deste JPB nesse site, nem vou referir à total falta de senso histórico, de conhecimento, de classe, de cultura (elogia os EUA pela sua enorme ajuda ao Haiti, não referindo ao por quê Haiti está tão pobre).

Vou apenas comentar as frases: “…é comum aparecerem no ocidente referências a jornais russos que eram conhecidos no tempo da União Soviética. O exemplo mais conhecido é o jornal PRAVDA (verdade em russo) e que era o órgão oficial do Partido Comunista Soviético.


“O dito jornal, cuja assinatura era obrigatória na URSS para todas as entidades oficiais e organismos públicos foi dissolvido e passou a versão online.


“O novo Pravda, como muitos outros jornais online na Rússia, já nada têm que ver com suas antigas raízes, mas a verdade é que o nome – que era a única coisa conhecida no ocidente – ficou associado à nova versão online.”

Não se sabe se deve rir ou chorar ou chorar de rir perante tanta ignorância. Fechada em Agosto de 1991, a PRAVDA impressa passou a ser vendida a vigaristas gregos que queriam torná-la num farrapo de imprensa amarela e entretanto 90% dos jornalistas fundaram e registaram uma nova PRAVDA impressa, continuação do antigo jornal, que foi fechada pelo Governo de Eltsin. Estes mesmos jornalistas levaram a batalha aos tribunais e registaram com êxito a “velha” PRAVDA com seu logótipo original como PRAVDA.Ru, ou Pravda Online. Basta ver as primeiras edições de Janeiro de 1999 quando tivemos a permissão de sair depois de sermos registados no Ministério de Comunicação Social na Federação Russa.

Portanto, PRAVDA.Ru não é uma invenção qualquer nem uma publicação sem nome e história. Tem história de quase cem anos, porque nós somos a continuação da PRAVDA, nós somos a versão online da PRAVDA e nós ganhamos esse direito, reconhecido nos tribunais competentes num processo judicial moroso mas respeitando a lei e por isso, senhor JPB e seus leitores, nós somos registados como PRAVDA no Ministério. Não porque como o senhor afirma, somos uma publicação qualquer com um nome qualquer mas sim porque nós somos a PRAVDA, sempre fomos e sempre seremos.

Sabe, para escrever com credibilidade, é preciso fazer alguma pesquisa de antemão, ou então saber algo sobre o que escreve.

Tendo reposto a verdade (PRAVDA significa “verdade” em russo) penso que um pedido de desculpas seria o mais correcto da parte do senhor JPB, se é que é senhor e se é que é correcto. O disparate que ele escreve de certo não é.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

Director e Chefe de Redacção

Versão Portuguesa

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