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«Assim é Brasil» na música da Azul FM de Montevidéu abraça melodías verde-amarelas – reportagem Gustavo Brignani

22.05.2010
 
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«Assim é Brasil» na música da Azul FM de Montevidéu abraça melodías verde-amarelas – reportagem Gustavo Brignani

Desde o Vinícius, Toquinho, Maria Creuza e Roberto Carlos, as melodias brasileiras continuam cativando fãs uruguaios. Os «Long Plays» foram os primeiros veículos de contato com o povo uruguaio para pular até hoje encontrando na AZUL FM – cento e um vírgula nove – uma proposta adorável todo dia á partir das 11:15 da manhã. O Gerente de Programação da AZUL, senhor Gustavo Brignani recebe o PRAVDA e fala de tudo, só que EM PORTUGUÊS .

PRAVDA : Faz quanto que a AZUL está no dial das FM uruguaias? Na net?

BRIGNANI : A AZUL completou 35 anos no ar e trabalho na empresa faz 25 anos. Quanto aos inícios da minha carreira nas rádios, na AZUL comecei como locutor – operador, que foi uma profissão múltiple pois até essa data só tinha locutores comerciais e uma outra possibilidade era a de locutor – operador em quatro turnos no decorrer do dia todo. Esse foi o meu início na AZUL só que após um ano, talvez meio ano, comecei mexer na programação da rádio. Porém, acabei trabalhando como locutor – operador e programador no decorrer de quinze anos e faz dez que trabalho de jeito específico na área de programação. Fora minha carreira na AZUL, comecei na CX 40 - Rádio Fenix de Montevidéu – www.cx40radiofenix.com – com apenas dezesseis anos e trabalhei como operador, logo veio CX – 18 Rádio Sport, um ano, Rádio Sarandi, num horário bem noctívago, fui repórter á noite mais uma ano. Já nessa época a gente também trabalhou na AZUL e mexia nas duas tarefas. Após essa marcação, fiquei sempre aqui na AZUL.

P : Fiquei surpreso pois estou gravando tua reportagem em português e achei que ia gravar em castelhano para logo traduzir. Como ganho essa língua portuguesa tão fluente assim?

BRIGNANI : (Dando risada continuo respondendo). Vamos lá, morei dois anos no Brasil, em Florianópolis, Joinville e Blumenau, além de ter um tio que casou com brasileira e com as minhas primas que agora moram aqui, a gente bate um papinho em português sempre.

P : Faz quanto o Brignani na AZUL? Porquê acabou inserindo um programa de música brasileira na programação da rádio? Porquê está no ar no eixo de meio-dia?

BRIGNANI : Desde o início da própria rádio, o programa «Assim é Brasil» faz parte da programação. Uruguai tem um gosto muito definido quanto tem a ver com a música. Gosta muito da música latina em espanhol, também a ANGLO e muito em português, acho que o Uruguai é o país fora os lusófonos onde se ouve mais música brasileira. Felizmente o programa foi sempre bem sucedido e trouxe as últimas músicas que surgiram no mercado brasileiro, misturando com as músicas antigas e clássicas que foram sucesso.

P : Qual é o perfil dos ouvintes do programa «A música da AZUL»? Socioeconômica? Faixa de idades?

BRIGNANI : A AZUL tem um perfil de público muito definido e quanto tem a ver com o sócio-econômico, abrange médio e médio-alto, fora que a atinge uma faixa de idade dos vinte e cinco até cinqüenta e cinco anos. Embora que o público uruguaio gosta da música brasileira, agora não tem a força que tinha faz dez anos.

P : Porque acha que aconteceu esse diminuir dos fãs da música brasileira quanto ao passado? O que acaba influenciando para que isso aconteça? O força da música sertaneja no Brasil nos últimos anos?

BRIGNANI : É assim mesmo, do jeito que você fala. Aqui, no Uruguai a música sertaneja nunca funcionou mas também acho que a música de rock uruguaio cativou muitos fãs abrindo seu espaço e encostando outras propostas. As novas gerações dos uruguaios não gostam tanto assim quanto gostavam antigamente.

P : Qual é o estilo de música brasileira que mais gostam os uruguaios? Qual é o estilo de música do programa? Mistura sucessos de hoje e do passado?

BRIGNANI : Na hora que comecei na AZUL, tocava muita música tendo como objetivo, ouvintes mais velhos. Emílio Santiago, Agnaldo Timóteo, Vinícius, Toquinho e foi quanto a gente voltou do Brasil para ficar no Uruguai, era bem mais novo, de cabeça aberta. Aliás, trouxe muitas músicas que mesmo tendo-as como parte da bateria de músicas da rádio, elas não botaram na nossa programação. Então, o estilo do programa e da própria programação mudou desde a minha vinda. Com certeza, logo misturamos com as músicas mais antigas pois o uruguaio é muito clássico, você sabe disso, botando o Martinho da Vila, Agepê, que continuam rodando ainda aqui na rádio misturado com as novas músicas do Brasil.

P : Então, acredito que você foi importante nessa mudança de cabeça dos uruguaios quanto á música brasileira.

BRIGNANI : Sem dúvida mas leve em consideração que Uruguai gostava dessa música, mas era a rádio que não botava esse estilo. Por enquanto, a AZUL foi marcante nessa época quanto ás músicas diferentes ao resto. Acho que é bom salientar que os uruguaios viajam muito para o Brasil e conheciam as músicas que estavam rolando nas rádios brasileiras e na hora deles voltar dessas férias, pegavam o telefone e ligavam para a AZUL pedindo aquela música. Você não tem aquela música que ouvi no Brasil, acabavam falando os ouvintes no ar. Estava esquecendo que as novelas da tevê vindas do Brasil foram sucesso naquela época e os nossos ouvintes reclamavam as músicas que rolavam no horário das 22 h com grandíssimo sucesso, quanto á própria novela. Então, essas novelas, essas músicas foram tão marcantes assim que caso não tivesse essas músicas na AZUL, a rádio ia cair fora.

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