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A escrita que constrói a paz

12.09.2007
 
A escrita que constrói a paz

Anne Frank era uma menina de treze anos que amava os pais, os irmãos e os livros. Judia de Amsterdã, ela viu sua jovem vida ser invadida pelo monstro do nazismo e da guerra.

Obrigada a viver escondida dos nazistas, ela e sua família, mais quatro pessoas, viveram 25 meses escondidos em alguns quartos acima do escritório de seu pai. Ali não se podia falar alto nem fazer barulho, para não chamar a atenção. Mas com imaginação e capacidade de introspecção, Anne encontrou na escrita sua forma de resistência à violência da qual era vítima. Em seu diário, escrevia o que sentia, pensava e fazia. Seu diário era sua única amiga dentro do seu Anexo Secreto.

Pouco antes de ser capturada pelos nazistas, Anne escreveu: "É um espanto eu não ter abandonado todos os meus ideais, que já parecem tão absurdos e pouco práticos. Mas me agarro a eles porque, apesar de tudo, ainda acredito que no fundo as pessoas são boas." Anne e outros membros de sua família foram deportados para o campo de concentração onde morreram. Seu diário ganhou mundo, publicado em muitíssimas línguas e várias edições. Em tempos como os nossos, quando a juventude parece ter tomado tão perigosa distância da palavra escrita, o contato com o diário de Anne Frank certamente tem potencial para converter aqueles que dele se aproximarem ao milagre da escrita com toda a sua potencialidade terapêutica e construtiva.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=28390


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