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Cientistas da Universidade de Harvard começam a clonar embriões humanos

08.06.2006
 
Cientistas da Universidade de Harvard começam a clonar embriões humanos

 Uma equipa de cientistas da Universidade de Harvard  começa a clonar embriões humanos para obter células-tronco. Os cientistas usarão fundos privados para eludir as restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre o assunto.

“Nossa meta em longo prazo é a criação de células-tronco de embriões a partir dos tecidos dos pacientes para corrigir defeitos genéticos e devolver células reparadas aos pacientes”, disse, em entrevista coletiva, um dos cientistas, George Daley, do Hospital Infantil de Boston.

 As células-tronco têm a capacidade de se desenvolver como células de qualquer tipo de tecido do corpo, e os cientistas acreditam que seu uso poderia combater doenças que derivam de deteriorações celulares, como o mal de Alzheimer, que afeta o tecido cerebral.

 O presidente de Harvard, Lawrence Summers, disse que a aprovação do trabalho de investigação “é um acontecimento fundamental para os esforços da universidade de avançar nesta área promissora da ciência e cumprir, o mais breve possível, com a promessa feita aos incontáveis pacientes que sofrem de diabete, mal de Parkinson, doenças cardíacas, câncer e outras”.

 As primeiras pesquisas serão sobre diabetes e doenças do sangue.

A administração do presidente George  Bush aprovou a pesquisa com células-tronco em 2001, mas somente com um grupo limitado de cepas já obtidas até então, e proibiu o uso de fundos do governo federal para a investigação com células-tronco novas.

 Nos EUA a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, também pesquisa a clonagem de embriões humanos, algo que algumas pessoas consideram eticamente condenável.

 Em feverero de 2004 O cientista sul-coreano Hwang Woo-suk causou sensação ao anunciar ter clonado um embrião humano e resgatado células dele.  Hwang voltou às manchetes em 2005, ao anunciar ter criado 11 linhagens de células-tronco embrionárias, geneticamente compatíveis com pacientes humanos. Mas, em dezembro de 200e janeiro de 2006, essas alegações desmoronaram, quando ficou provado que os anúncio de Hwang haviam sido fraudulentos.



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