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Embaixada russa, Montevideo - Uma jóia

02.04.2007
 
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Embaixada russa, Montevideo - Uma jóia

Jóia arquitetônica é sede de Embaixada da Federação Russa em Montevidéu

No bairro chique de Pocitos ergue-se orgulhoso um dos casarões mas bonitos e faustosos da capital uruguaia, a Embaixada da Federação Russa, localizada na Av. Boulevard España ( Espanha ) mesmo acima da travessa José Ellauri.

Os quarantões de hoje, talvez aqueles que ultrapassaram a divisa dos trinta com memoria ótima que deram uma caminhada ou andaram de carro pelo bairro no passado, com certeza ainda consigam-se lembrar dessa “foto”, só que com uma flåmula vermelha da antiga União Soviética no jardim.

Numa área lotada de Embaixadas e Consulados, a URSS do século retrasado teve a liderança na hora da escolha da sede pois foi pioneira neste segmento da diplomacia tendo alugado o casarão a partir do ano 1944, comprando-o no 1955.

Após a criação da Federação Russa, a flåmula vermelha mudou pela tricolor, branca, azul e vermelha feita com faixas horizontáis mas a beleza da embaixada continua atraindo o olhar dos vizinhos. Mesmo que tem muitos “concorrentes” nas redondezas com a italiana “nas costas”, a Russa continua no degrau do centro no pódio.

Essa orla aconchegante de Montevidéu fica apenas cinco quarteirões da embaixada tendo o privilégio de visualizá-la saindo do portão principal virando a cabeça para á esquerda. As ondas do Rio da Prata atraentes para todos os que “descen” pela Bvar. España e adoram a natureza, são trazidas pelo vento salgado que sobe pelo boulevard rumo á embaixada impedindo que as árvores com “certificado de origen” russo consigam crescer no jardim do casarão.

“Infelizmente” nem tudo quanto é natureza consegue-se adatar numa outra região mas também não da para ficar triste pois caso contrário teriamos inúmeras Federações Russas pelo mundo todo perdendo esse charme tão especial que possui a auténtica.

A construção do casarão começou no 1926 tendo acabado no decorrer do 1927. O famoso arquiteto uruguaio Horacio Azzarini foi responsável pelo design sendo que muitos casarões do bairro foram “filhos dele”. O engenheiro do projeto foi o Eng°. José Figueroa, também famoso nesses dias.

Na hora que Uruguai foi conhecido como a “Suíça da América”, a arquitetura desses anos “chefeada” pelo protótipo da Embaixada Russa foi feita com tecnologia de ponta, equipamentos com novedades técnicas tal o caso dos radiadores aquecedores em cada um dos quartos que ainda hoje funcionam e aparelhos telefónicos em cada um dos ambientes.

Por enquanto o subsolo tinha um cinema, uma “academia” da época até com ringue de boxe. Da Inglaterra foi trazida uma mesa de bilhar ( semelhante da sinuca sem caçapas ) que é parte do mobiliário da embaixada no século XXI.

O casarão foi construído com estilo neo-clássico que caracteriza os palácios italianos mas com aquela mistura gostosa do modernismo da década dos 20 do século XX.

Os materiais foram importados ou nacionais mas no caso dos importados, os mármores italianos forma “destaques”. Essa residência do financiero argentino Fernando Darnaud com antepassados galos que saíram da França por volta do 1789 ( Revolução Francesa ) após se avô ter lutado na outra beira do Napoleão Bonaparte, foi utilizada nos meses de verão, janeiro e fevereiro, pois como acontece na maioria dos casos acavabam sendo casarões de lazer da alta sociedade.

Assim que os filhos do Fernando Darnaud creceram e foram embora do seio da familia, o Darnaud decidiu alugar o casarão, tendo assinado o aluguel dessa peça arquitetônica ímpar com os representantes do governo soviético.

Apareceram muitos comentários que surpreenderam os cidadões e a imprensa refletiu com extremo interesse a vinda do Ministro Plenipotenciário Sergei Orlov.

Fotos da época confirmaram que a imagem primorosa exterior da embaixada assim como destaques da decoração, móveis e peças artísticas continuam sendo parte desse ícone da diplomacia no Uruguai.

Nossa sugestão para todos aqueles que conhecem o estilo neo-clássico é fechar os olhos e imaginar uma caminhada descontraída e saborosa pela embaixada. Por enquanto todos aqueles que não saibam de estilos arquitetônicos teriam que se encontrar numa fileira fora do casarão com os espertos no assunto o dia do Patrimônio Histórico Nacional uruguaio no eixo do início de outubro ( no 2006 foram, sábado 7 e domingo 8 ) pois a Federação Russa contribui com o governo uruguaio permitindo o acesso dos visitantes no interior da embaixada nessa data marcada para o povo apreciar os destaques da arquitetura uruguaia.

Fazer uma descrição precisa dessa embaixada fica difícil pelo primoroso e suntuoso do casarão mas se por acaso alguém conseguisse fazê-la, será que poderiamos imaginá-lo ?

Duma paleta de peças maravilhosas que ainda “vestem” o luxo da embaixada é bom salientar uma vitrine requintada que hoje recebe artesanatos russos.

Mais um que mexeu na decoração do casarão sob pedido do Fernando Darnaud foi o pintor italiano Dominico Giordone (1899-1970) que veio da Itália assm que a Primeira Guerra Mundial acabou.

Ele teve como alvo a “montagem” artística da Sala principal de recepção com estilo da baixa Renascença. Bem nas paredes, bem no teto o conteúdo das pinturas tratava-se da mitologia antiga.

Os painéis foram esticados e colocados nas paredes e teto dessaSala com três arcos que unem as outras salas.

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