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Saudação ao 60º aniversário da revolução cubana

01.01.2019
 
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Saudação ao 60º aniversário da revolução cubana


A continuidade histórica dos patriotas cubanos por alcançar sua independência encadeia a guerra dos 10 anos [1868-1878], frustrada para os revolucionários; com a Guerra Necessária [1895-1903], que alcança a independência da Espanha, porém que, por sua vez, também se vê frustrada na realização de mudanças profundas e no desfrute dessa independência, pela intervenção militar dos Estados Unidos e a imposição da emenda Platt, ditada pelo presidente William Makinley, que assegura a intervenção militar dos EUA em Cuba, quantas vezes considere necessário, e cria as bases legais e econômicas, para o domínio econômico e as propriedades na ilha, fora de se apoderar da Base de Guantánamo. 


Estas guerras se enlaçam, no século XX, com os levantamentos e lutas dos operários, campesinos, estudantes, partidos políticos que desejam a total e definitiva independência, mudanças econômicas, políticas e sociais de envergadura.


Às recortadas liberdades existentes em Cuba, se acrescenta o golpe militar de Fulgêncio Batista contra o presidente Prío Socarrás, em 1952, e a instalação de uma aberta e sanguinária ditadura. 


Corresponde a Fidel Castro e à Geração do Centenário [pelos cem anos do natalício de José Martí] convocar e assumir a responsabilidade da luta armada contra a tirania para cristalizar os sonhos de liberdade e independência do povo cubano.


Vêm os assaltos aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, a 26 de julho de 1953, que deixam uma esteira de morte de combatentes, cárcere e exílio, de aprendizagem e novas batalhas e vitórias. 


No México se treinam os expedicionários para o regresso à Sierra Maestra, se trabalha pela unificação do movimento revolucionário e se mantém viva a chama da insurreição e da iminente vitória.


Muitos dizimados pelos bombardeios inesperados e pela reação do exército batistiano, algo mais de 20 sobreviventes do Granma começam a luta armada na montanha, que é respaldada pela imensa maioria do povo, que, ademais, busca criar fatores insurrecionais para acabar com a tirania, reconquistar a pátria e com ela a dignidade e a construção da Cuba livre e socialista.


Esse almejado triunfo chega em primeiro de janeiro de 1959. Fidel, El Che, Camilo, Raúl, Almeida, Ramiro Valdés, Guillermo García, Vilma Espín, Melva Hernández, Célia Sánchez, Haydée Santamaría, com seus comandantes e centenas de guerrilheiros, com um povo insurgente, disposto a dar a vida na batalha, derrotam a ditadura de Batista e começam a construção do socialismo.


Pátria digna e soberana para os cubanos e as cubanas, saúde e educação gratuita e de qualidade para todos e todas, reforma agrária integral com terra para quem nela trabalha; não discriminação pela cor da pele, opção sexual, credos e cultos, igualdade de oportunidades, plena igualdade entre homens e mulheres, desfrute da criação cultural, do lazer e do esporte, seguridade social e pessoal, que se baseiam na ajuda mútua e na colaboração entre os cidadãos. Alto sentido da responsabilidade frente aos direitos e deveres que estão garantidos para seu desfrute por parte do Estado.


Não foi fácil conquistar e manter as conquistas da Revolução, por causa do embargo e do bloqueio financeiro e comercial dos diferentes governos dos Estados Unidos frente a Cuba, os intentos de assassinatos de seus principais líderes, a ação terrorista, guerra bacteriológica, as invasões e todo tipo de provocações e leis anti-cubanas que obstaculizam e reprimem o desenvolvimento, porém que não podem destruí-lo.


Hoje o povo cubano moderniza soberanamente sua constituição, impulsa as mudanças necessárias e busca novos caminhos para levar felicidade e todos e todas, sem perder a essência dos fundamentos revolucionários. Apregoam e praticam o internacionalismo e são lutadores pela paz no planeta. 


Desde Colômbia, a FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM saudamos ao Povo, à direção histórica e aos sobreviventes da Sierra Maestra, ao Governo e ao Partido Comunista Cubano ao chegarem aos 60 anos do triunfo da revolução e lhes desejamos todo o êxito do mundo nos planos que traçaram a no curto, médio e longo prazo. 


Saúde, camaradas. Como dizia o Comandante Fidel: Pátria ou morte. Venceremos!
CONSELHO POLÍTICO NACIONAL DA FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM, FARC.
Bogotá, 31 de dezembro de 2018


Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 


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