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Natasha Kampusch pela primeira vez deu uma entrevista

06.09.2006
 
Natasha Kampusch pela primeira vez deu uma entrevista

Pela primeira vez desde que conseguiu escapar de seu sequestrador, há duas semanas,Natasha Kampusch falou, em entrevista à revista News, sobre os anos que passou em um cubículo debaixo da garagem da casa de Wolfgang Priklopil, em uma cidade perto de Viena.

Priklopil trancou a garota no quarto de 6 metros quadrados em sua casa, sem janelas, em Strasshoff, a cerca de 25 Km da capital austríaca, depois de sequestrá-la quando ela ia para a escola em 1998.

Natascha Kampusch disse que, durante os oito anos em que permaneceu confinada, só pensava em como escapar, e que ficou desesperada quando soube que as pessoas achavam que ela estava morta.

"Eu perguntava a mim mesma, toda hora, "por que entre todas as pessoas isso foi acontecer comigo?"', disse Kampusch .
 "Eu prometi a mim mesma que nunca desistiria do pensar em fugir. Sempre achei que não tinha nascido para ficar trancada e para ter minha vida arruinada totalmente". Eu entrei em desespero por causa dessa injustiça", acrescentou.

Os detalhes sobre um dos crimes mais chocantes da Áustria manteve a nação hipnotizada desde que Natascha Kampusch escapou de seu sequestrador enquanto ele atendia um telefonema fora de sua casa.

 Na entrevista, Kampusch lembrou como ela soube que equipes de resgate buscavam seu corpo após seu desaparecimento.
"Entrei em desespero quando senti que eles haviam me descartado como alguém com vida". Houve desespero -- fiquei convencida de que ninguém iria voltar a me procurar e que eu nunca seria encontrada", disse.

A jovem conta que o suicídio de seu captor, logo depois de sua fuga, foi um desperdício.

"Ninguém deveria se matar", disse ela. "Ele poderia ter me dado tantas informações. Agora precisamos reconstruir as circunstâncias muito complexas sem ele."

A revista News e o jornal Kronen foram os primeiros meios de comunicação a publicar fotografias da jovem no centro de um frenesi da mídia que contagiou o mundo.


A revista mostra Natascha, hoje com 18 anos, como uma moça de olhos azuis e um sorriso grande falando com jornalistas e andando pelo jardim do hospital onde ela está sendo mantida protegida da mídia e recebe tratamento médico e psiquiátrico.


Fios de seu cabelo louro apareciam debaixo de um lenço rosa e roxo. Assessores a aconselharam a usar o lenço para que ela tivesse mais opções se quisesse mudar sua aparência.

Reuters


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