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Ciência

Agora eles vão começar a tributar o ar que respiramos?

28.09.2010
 
Agora eles vão começar a tributar o ar que respiramos?

Em 1962, o poeta norte-americano Edward Estlin Cummings previu uma mudança na ordem natural soletrando uma catástrofe para a humanidade e nosso meio-ambiente. E ele tinha razão: uma nova pesquisa revela que a Terra está a ficar sem oxigênio, e rápidamente. O imposto sobre a gasolina de hoje vai se transformar em um imposto sobre a água amanhã e, eventualmente, sim, eles vão tributar o ar que respiramos.


Em 1962, o poeta progressivo norte-americano Edward Estlin Cummings escreveu o poema "Quando as serpentes negoceiam o direito de torcer", prevendo um mundo em que "Serpentes negoceiam para o direito de se contorcer e o sol faz greve para ganhar um salário digno" e onde "quaisquer ondas assinam sobre a linha pontilhada ou então um oceano é obrigado a fechar", terminando com uma afirmação de que quando a humanidade começar realmente a ganhar controle sobre a natureza, então nós podemos finalmente acreditar neste "não-animal", o homem.


Infelizmente, parece ter acontecido nem cinqüenta anos depois de ele escrever estas sábias palavras. Uma nova pesquisa do pesquisador norte-americano Terrence Aym* relata dados que apontam para uma tendência alarmante e ameaçadora à vida: a Terra está a ficar sem oxigênio.


A pesquisa de Aym em seu artigo "Os cientistas avisam que o mundo poderia ficar sem ar respirável" usa, entre muitas credíveis fontes científicas, os dados do professor Ralph Keeling, do Scripps Research Institute, que produziu a curva de Keeling, que mede a evolução da oferta de oxigênio na atmosfera. A linha de fundo é que esse gás, essencial para sustentara vida, está diminuindo.


O artigo afirma que o gás era uma vez tão abundante, que constituía cerca de um terço da atmosfera (agora já baixou para entre 19 e 21 por cento) e que foi responsável pelo enorme tamanho de muitas espécies de animais, e já está chegando a níveis surpreendentemente baixos, de tal forma que as zonas mortas, onde o oxigênio não suporta mais a vida, já começaram a aparecer nos oceanos e têm-se expandido para 4,5 milhões de quilômetros quadrados, equivalente a metade do território dos Estados Unidos da América.


Como a expansão das zonas mortas, a investigação científica revelada por Terrence Aym aponta para uma possível depleção mais de 20 por cento em um futuro próximo.


Os cientistas fazem uma ligação directa entre a atividade solar incomum ao longo dos últimos dez anos, o efeito disso sobre as erupções vulcânicas, que emitem mais CO2, metano e enxofre na atmosfera, desastres como o Deepwater Horizon e os fogos florestais, que emitem grandes quantidades de gás metano e carbono, levando à deslocação de oxigênio.


A pesquisa, baseada em diversas fontes científicas credíveis de renomadas universidades e institutos de pesquisa, deixa o leitor ofegante ... como, aliás, será o cenário de pesadelo se se tornar realidade. E tudo indica que será assim.


* Terrence Aym "Cientistas alertam que o mundo poderia ficar sem ar respirável"
http://www.helium.com/items/1965918-keeling-curve-co2-and-loss-of-atmospheric-oxygen


Timofei BELOV
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