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Ciência

Menina australopiteca morreu 3,3 milhões anos atrás

21.09.2006
 
Menina australopiteca morreu 3,3 milhões anos atrás

A revista científica britânica "Nature", na sua última edição, descreve a descoberta de uma equipe internacional de cientistas gue achou na Etiópia o fóssil de uma menina de 3,3 milhões de anos, o mais antigo e completo de uma criança já descoberto até o momento. 

Os ossos correspondem à espécie "Astrolopithecus afarensis", a mesma do famoso esqueleto humano de uma fêmea achado em 1974 também na região de Afar, na Etiópia, conhecido como "Lucy" e considerado uma peça-chave na evolução humana.

 
Os cientistas recuperaram o crânio, a dentadura quase completa, o tronco e boa parte dos membros superiores e inferiores da menina, batizada de Salem, que significa "paz" na Etiópia.

 
Os exames dos ossos parecem demonstrar que a menina tinha cerca de três anos quando morreu.
Muitos ossos ainda estão articulados, segundo os cientistas, chefiados por Zeresenay Alemseged, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de Leipzig, na Alemanha.

 
"O fóssil encontrado na jazida de Dikika revelará muitos segredos da espécie "Austropithecus afarensis" e outros hominídeos primitivos", disse Alemseged.

 
Os cientistas haviam encontrado anteriormente outros fósseis da mesma espécie com quadris e joelhos, indicando que eles eram capazes de caminhar, e dedos curvados, para andar pelas árvores. Mas Alemseged acha que a "pequena Lucy" é um dos exemplos mais claros da passagem da vida nas árvores para o solo.


Assim como o exemplar adulto, a menina tem dedos longos e curvos e omoplatas semelhantes às dos gorilas. Para o pesquisador do Instituto de Leipzig, os indivíduos da espécie elevavam suas mãos acima da cabeça, como fazem os primatas quando sobem em árvores.


O fóssil foi identificado pela primeira vez em 2000, mas os cientistas demoraram cinco anos para recuperar todos os ossos.

EFE


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