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Ciência

Achada a vítima mais antiga de arma de fogo nas Américas

21.06.2007
 
Achada a vítima mais antiga de arma de fogo nas Américas

A vítima mais antiga de arma de fogo nas Américas foi descoberta nas escavações de um cemitério Inca nos subúrbios de Lima, no Peru.

 Um crânio com um buraco de bala foi descoberto em meio a 72 corpos. Especialistas em medicina legal, usando um poderoso microscópio que escaneou o crânio, encontraram fragmentos de metal. A descoberta foi realizada pelos arqueólogos independentes Guillermo Cock e Elena Goycochea.

"Podem ter existido incas ou outros nativos mortos por europeus a tiros antes dele, mas este é o nosso exemplo mais antigo até agora", teria dito o arqueólogo peruano Guillermo Cock, que liderou as escavações em Lima, ao jornal americano Washington Post.

"Não esperávamos isso. Vimos este crânio e vimos o buraco quase redondo e pensamos que alguém pode ter atirado por aqui recentemente", disse Cock, cuja pesquisa é custeada pela National Geographic, escreve BBC. 

Um dos especialistas em medicina legal que analisou o crânio afirmou que sua equipe tentou descartar todas as outras causas possíveis para o buraco no crânio, como uma pedra, uma lança ou marreta.

"Todos pensamos que era uma chance em um milhão de que iríamos encontrar vestígios de metal em um crânio daquela idade, mas valeu a pena tentar", disse Albert Harper, diretor do Instituto de Medicina Legal de Henry C Lee, em West Haven, Connecticut, Estados Unidos

O tiro seria proveniente de um mosquete usado em uma batalha entre Incas e invasores espanhóis nos anos 30 do século 16. Harper até afirma que o tiro foi dado de uma distância aproximada de 31 metros da vítima.

O crânio seria de um homem inca que morreu em um ataque ocorrido em Lima em 1536.

Os corpos encontrados na cova parecem ter sido enterrados às pressas em covas rasas, ao invés de serem embrulhados e colocados no chão na maneira tradicional inca.

"Alguns dos corpos mostraram terríveis sinais de violência", disse Cock.

"Eles foram despedaçados, rasgados, empalados - ferimentos que parecem ter sido causados por armas de ferro - e vários tinham ferimentos nas cabeças e rostos que parecem ter sido causados por tiros."

Cock disse que a natureza dos ferimentos encontrados nos corpos - feitos com armas indígenas como machados de pedra e flechas - indicam que os conquistadores teriam conseguido algum apoio de grupos indígenas para sua conquista.


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