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Ciência

Respiração boca a boca não salva como medida de primeiros-socorros

20.03.2007
 
Respiração boca a boca não salva como medida de primeiros-socorros

A respiração boca a boca como medida de primeiros-socorros acaba sendo prejudical porque inibe leigos a ajudarem desconhecidos que estão passando mal.

É a conclusão de um estudo realizado no Japão e publicado na revista médica The Lancet .

Médicos do Hospital Universitário Surugadai Nihon dizem que até 30% de pessoas que se sentem mal repentinamente são ajudadas por desconhecidos, que muitas vezes não sabem como fazer a respiração boca a boca.

Os cientistas japoneses dizem que isso pode roubar um tempo precioso no socorro, que poderia ser usado para uma massagem cardíaca, que, para eles, é suficiente.

Os pesquisadores comprovaram suas teorias ao investigar o que ocorreu com mais de 4 mil pacientes adultos que foram ajudados por desconhecidos.

Eles descobriram que a ressucitação apenas com massagem cardíaca foi a "grande vencedora", em comparação com a combinação da massagem com a respiração boca-a-boca, que é a orientação mais comum.

No artigo no The Lancet, eles recomendam que equipes de paramédicos revisem seus treinamentos de primeiros-socorros.

Mas outras entidades, como a British Heart Foundation (BHF), condenam o conselho.

Segundo a organização, vários estudos já mostaram que a combinação da massagem cardíaca com a respiração boca a boca é tão eficiente quanto a massagem isolada, em muitos casos.

"Nossa orientação, no entanto, é para que a pessoa prestando o socorro recorrer à massagem cardíaca se ela não puder ou não quiser fazer o boca a boca, e se o paciente puder ser colocado deitado", explicou Colin Elding, da BHF.

A entidade recentemente lançou uma campanha intitulada "A Dúvida Mata", na qual incentiva pessoas que estão passando mal a chamar os serviços profissionais de emergência.

 Fonte BBC Brasil 


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