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Ciência

Coquetel contra a Aids demonstra sua eficácia

18.01.2008
 
Coquetel contra a Aids demonstra sua eficácia

A brasileira Luciane Aparecida Conceição, 20 anos, a primeira criança no Brasil a receber o coquetel contra a aids, deu à luz um bebê sem o vírus HIV, informou a Agência Estado.

 “Choro de felicidade. Não imaginava que um dia eu poderia ser mãe”, emocionou-se, na saída. Lu contraiu o vírus da aids ao nascer. Sua mãe fora infectada no 8º mês de gravidez ao receber uma transfusão com sangue contaminado. Desde pequena, ela toma medicamentos todos os dias e, com a doença sob controle, decidiu engravidar. Lu disse que teve medo de a criança não nascer sadia e de passar a doença para o marido. Ele, porém, não contraiu o vírus durante o relacionamento. “Quando fiquei grávida, nem conseguia acreditar. Foi um milagre.”

Luciane deixou nesta quinta-feira à tarde o Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), no Estado de São Paulo, com a menina Ana Vitória nos braçoes e foi para casa, na Vila Tupã, região de Brigadeiro Tobias. Ela teve o bebê na terça-feira.

A jovem é soropositiva desde o nascimento. Sua mãe adquiriu o vírus numa transfusão de sangue durante a gravidez. A recém-nascida é, portanto, neta e filha de soropositivas, mas não tem o vírus. Antes de deixar o hospital, o bebê fez o teste do pezinho e foi amamentado com leite artificial - por precaução, ela não receberá o materno.

Ana Vitória tomará a dosagem recomendada de AZT até que testes confirmem que não tem mesmo o vírus. A chance de não ter é de 98%, segundo a infectologista Rosana Paiva dos Anjos.

Na época, a médica dela precisou de uma autorização da Justiça, porque esse tipo de tratamento, na rede pública, só era autorizado para adultos. Luciane virou um símbolo. Atualmente, sete mil crianças em todo o país recebem o coquetel.


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