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Ciência

Libido sexual reflete estado psicológico e físico da saúde humana

04.08.2008
 
Libido sexual reflete estado psicológico e físico da saúde humana

A libido pode variar dependendo das circunstâncias. Muitas pessoas reconhecem que desejam sexo todos os dias quando saem de férias. Em geral, entretanto, a libido é um fenômeno invariável. Se subitamente muda para pior, isso poderá ser sinal de alarme de saúde, principalmente saúde física.

O desejo sexual, ou libido, depende diretamente do perfil endócrino, ou testosterona; mais precisamente, o hormônio sexual masculino. Os testículos produzem a maior parte da testosterona, sob controle do sistema nervoso central. Se um homem produzir muita testosterona, sua libido será mais intensa do que a média. Acredita-se, em geral, que esses homens têm aparência máscula e são explosivos. Eles também começam a perder o cabelo mais cedo do que os outros homens e têm pêlos excessivos no rosto, peito, costas e nádegas. Essa percepção é verdadeira na maioria dos casos. Pelo menos, os machos sexualmente obcecados provêm, em sua maioria, dos países do sul, enquanto que a situação dos homens que vivem nos países do norte é diferente.

O nível de testosterona no sangue decresce gradualmente com a idade (um ou dois por cento ao ano), mas o processo decorre suavemente até a idade de 60 anos. É muito difícil que esse processo se acelere, porque o corpo masculino é um sistema equilibrado em termos de hormônios. Entretanto, é possível que isso aconteça, se a pessoa empregar muito esforço na tentativa. A testosterona poderá cair se o homem adquirir muito peso, beber álcool excessivamente, receber pontapés na virilha regularmente, ficar perto de uma fonte exposta de radiação ou tomar medicamentos hormonais que reduzam o nível de testosterona no sangue. É digno de nota que as autoridades britânicas pretendem usar esse último método contra estupradores.

Cientistas dos Estados Unidos, com o Professor Peter Gray na liderança, descobriram outro fator que afeta o apetite sexual dos homens. Eles examinaram cerca de 200 criadores de gado no norte do Quênia e mediram seu nível de testosterona. A pesquisa revelou que quanto mais esposas legais um homem tivesse, mais baixo era seu nível de testosterona. Os solteiros, naturalmente, foram os que apresentaram o mais alto nível de testosterona.

A situação não é muito diferente no tocante às mulheres: a testosterona também é responsável pelo desejo sexual das mulheres. As mulheres produzem seu hormônio sexual masculino nos ovários.

O perfil endócrino das mulheres não é tão estável quanto o dos homens. Menstruação, gravidez, parto e orgasmo afetam seriamente os hormônios das mulheres e sua estabilidade. É por isso que apenas ginecologistas e endocrinologistas podem determinar o motivo da libido baixa em mulheres. Se o nível da testosterona da mulher cair sem nenhum motivo específico, a primeira suspeita recairá sobre pílulas anticoncepcionais.

Em 2005, cientistas da Universidade de Boston deixram o mundo pasmado com sua descoberta. Eles comprovaram que a ingestão de pílulas anticoncepcionais por tempo prolongado resulta na produção de uma substância que neutraliza a testosterona no sangue das mulheres. Essas mulheres, que regularmente usam contraceptivos por via oral, têm seu nível de testosterona quatro vezes mais baixo em comparação com aquelas que preferem outros meios de contracepção. Mesmo se a mulher parar de usar pílulas anticoncepcionais, sua libido não estará sendo restabelecida com isso.

A libido é um fenômeno muito complicado que não se limita apenas a hormônios. Determinada quantidade de testosterona no sangue não é o bastante – o cérebro precisa reagir devidamente ao hormônio. Não é preciso dizer que uma pessoa que se encontre em estado de depressão não conseguirá ter a reação requerida.

Insônia, dieta pobre, doenças, exaustão psicológica e física podem facilmente reduzir a zero o desejo sexual.

Uma pessoa pode não ter desejo sexual absolutamente nenhum mesmo sem ter problemas de saúde ou de nível de testosterona. O desejo de intimidade depende, em grande parte, de uma atitude pessoal em relação ao sexo e do relacionamento entre os parceiros.

A libido pode diminuir também devido a hábito e comparação.

Em regra, a primeira atração intensa dura de seis meses a três anos. A natureza concede aos seres humanos esse período para que tenham filhos. Depois disso, a excitação do amor propriamente dito geralmente reduz-se, para recair no hábito.

Cada um dos parceiros pode também comparar o outro com outras pessoas e continuamente encontrar defeitos no outro, o que finalmente leva ao isolamento.

Medportal

 Tradução da versão inglesa da Pravda

 Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme morpleme@gmail.compwindl@gmail.com


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