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Federação Russa

Chanceler russo rejeita zona de exclusão aérea na Síria

20.08.2012
 
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A Rússia rejeita a ideia de uma zona de exclusão aérea na Síria. A informação foi dada neste sábado (18) pelo ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, em entrevista à Sky News Arabia.

Nenhum membro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu formalmente uma zona de exclusão aérea, mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse no dia 11 de agosto que os EUA e a Turquia avaliavam todas as medidas para ajudar oficialmente os mercenários sírios que tentam derrubar o presidente Bashar al-Assad, incluindo a restrição aérea. Contudo, a Sky News Arabia informou neste sábado em seu website que Lavrov e a Rússia são fortemente contrários à ideia.

"O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que seu país rejeita a imposição de uma zona de exclusão aérea na Síria", disse o website. O fechamento do espaço aéreo por parte da Otan e seus aliados árabes ajudou os rebeldes líbios a derrubarem Muamar Kadafi no ano passado.

Os comentários de Hillary mostram a clara intensão das potências imperialistas - lideradas pelos EUA - de executar uma nova e violenta intervenção militar no Oriente Médio.

Observadores internacionais

A porta-voz das Nações Unidas Juliette Touma anunciou neste sábado (18) que os últimos observadores internacionais que ainda estão na Síria já começaram a deixar o país. Oficialmente, a missão é encerrada à meia-noite deste domingo (19).

O procedimento de retirada surge após o Conselho de Segurança das Nações Unidas concordar em encerrar a missão e apoiar o estabelecimento de um pequeno escritório de contato.

Novo enviado especial

Nesta sexta-feira (17), as Nações Unidas confirmaram que o diplomata argelino Lakhdar Brahimi seria o substituto de Kofi Annan no cargo de Enviado Especial para a Síria. Com 78 anos, Brahimi tem longa experiência em resolução e negociação de conflitos armados. Ele serviu como enviado especial ao Iraque logo após a invasão norte-americana, esteve no Afeganistão e acompanhou o fim do apartheid na África do Sul.

Fonte: Vermelho


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