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Federação Russa

Papa Bento XVI e Putin:Questões consideradas mórbidas não abordadas

14.03.2007
 
Papa Bento XVI e Putin:Questões consideradas mórbidas não abordadas

O Papa Bento XVI e o presidente Vladimir Putin se reuniram ontem (14) no Vaticano. A audiência privada durou 25 minutos.

Falando em alemão, os dois dirigentes abordaram temas como paz e justiça no mundo, liberdade religiosa, a estabilização no Oriente Médio, desde o Iraque ao Irã e à Síria, a criação de um Estado palestiniano, com a garantia do respeito pela existência do Estado de Israel.

 Falaram também de maneiras de diminuir as tensões entre os católicos romanos e os cristãos ortodoxos e em uma plataforma comum para denunciar a intolerância e o extremismo, informa um comunicado  emitido pela Santa Sé.

O comunicado não mencionou nenhum convite feito por Putin para que o Papa visite a Rússia, refletindo, assim, o desconforto por parte da Igreja Ortodoxa Russa sobre o tema. O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse que uma visita do pontífice a Moscou não esteve entre os assuntos tratados.

 Uma viagem do Papa a Moscou, que só será possível com o acordo do Patriarca russo Aleksi II, colhe o apoio de Vladimir Putin, que deixa porém para o Patriarca Ortodoxo a última palavra.

Uma possível visita do Papa à Rússia deve gerar tensão com a Igreja Ortodoxa. A Igreja Russa acusa a Católica de tentar pregar e converter em áreas tradicionalmente pertencentes à primeira. O Vaticano rejeita as acusações de proselitismo, afirmando que deseja apenas cuidar de seu pequeno rebanho católico na Rússia. Uma disputa centenária por terras e propriedades também ajuda a afastar as duas Iigrejas.

 Cúpula em Bari


Putin tinha agendado também para ontem um jantar com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, durante o qual terão abordado assuntos como uma eventual conferência de paz para o Iraque, a realizar possivelmente em Istambul, além da crise no Afeganistão e a escalada da proliferação nuclear.
Hoje, Putin estará em Bari (cidade onde estão os restos mortais de São Nicolau, o padroeiro de Moscou), para uma cúpula  com Prodi, sobre energia, além da continuação das discussões da véspera, sobre os grandes temas internacionais.

Os dois países mantêm extensa colaboração na área energética. O grupo italiano Eni e o russo Gazprom assinaram em Novembro um acordo (na altura classificado de "histórico") que permite à Gazprom distribuir o seu gás em território italiano. A cúpula de Bari será seguida por outras empresas do sector, como a Enel italiana, que tem ambiciosos projectos de investimento na Rússia.


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